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EF09LI05Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar recursos de persuasão (escolha e jogo de palavras, uso de cores e imagens, tamanho de letras), utilizados nos textos publicitários e de propaganda, como elementos de convencimento.

Estratégias de leituraRecursos de persuasão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, trabalhar a habilidade EF09LI05 da BNCC na turma do 9º ano é uma viagem. Basicamente, o que a gente quer é que os meninos consigam olhar pra um texto publicitário e sacar todos os truques que a propaganda usa pra convencer a gente de que aquele produto é a melhor coisa do mundo. Sabe quando você vê aquele cartaz de um hambúrguer suculento e fica com água na boca? Então, a ideia é que eles percebam como isso acontece, que palavras e imagens tão sendo usadas pra persuadir. E claro, isso se conecta com o que eles já aprenderam antes sobre ler nas entrelinhas, entender não só o que tá escrito mas o que tá sendo sugerido.

Bom, uma das atividades que eu faço é levar alguns anúncios impressos, normalmente de revistas ou folhetos de supermercado. É coisa simples, peço pros alunos trazerem também anúncios que acharem legais ou chamativos de casa. Aí, na sala, divido eles em grupos de quatro ou cinco. Eles têm uns 20 minutos pra analisar os materiais e identificar quais palavras são mais chamativas, como as cores chamam atenção, por que escolheram aquelas imagens e tudo mais. Depois cada grupo apresenta pro resto da turma o que encontrou. Na última vez que fiz isso, a Ana Paula e o Lucas trouxeram um anúncio de perfume que a turma amou analisar. Eles perceberam como a imagem do perfume no meio de flores passava uma ideia de frescor e como as palavras escolhidas no anúncio eram todas sobre leveza e liberdade. É sempre divertido ver como eles se encantam ao perceberem essas coisas.

Outra atividade que rola bem é usar vídeos de propagandas famosas ou bem produzidas. Aqui na escola a gente tem um projetor na sala, então fica fácil mostrar pro pessoal. Normalmente eu escolho três propagandas curtas, no máximo 1 minuto cada, em inglês. Aí assistimos juntos e vou pausando pra discutir com eles o que cada parte quer dizer. Tipo, "olha esse slogan aqui", "por que será que essa música tá tocando?". Essa atividade leva uns 40 minutos, porque a gente discute bastante cada detalhe. O João Marcos uma vez apontou numa propaganda de carro que o comercial focava mais no ambiente ao redor do carro do que no carro em si. Foi legal ver como ele percebeu que estavam vendendo não só um produto, mas todo um estilo de vida.

E tem também uma atividade prática legal, onde eles mesmos criam um pequeno anúncio em grupos. Dou uns materiais pra eles: cartolina, canetinha colorida, revistas velhas pra recortar imagens... Aí eles têm que escolher um produto ou serviço e bolar tudo: slogan, imagens, escolha de cores. Costuma levar uma aula inteira essa parte mais prática. A galera adora porque pode colocar a criatividade em jogo e tem sempre umas ideias bem malucas. Da última vez, o grupo da Mariana criou um anúncio pra um "super fone de ouvido" e capricharam tanto nas palavras persuasivas que ficou até engraçado como eles conseguiram exagerar nos benefícios do tal fone.

Enfim, a ideia dessas atividades é deixar a garotada afiada pra perceber esses recursos de persuasão em inglês também. Eles tão sempre expostos a isso em português no dia a dia mas é importante ver como isso se aplica nos textos de outras línguas também. E os meninos acabam se divertindo bastante enquanto aprendem a ser consumidores mais críticos. Eu acho massa ver quando eles começam a trazer exemplos por conta própria depois das aulas, tipo quando chegam falando "Professor, vi uma propaganda ontem e lembrei das aulas!". É sinal de que tão conectando os pontos fora da sala também.

Então é isso aí, pessoal! Espero ter ajudado com algumas ideias práticas pra quem tá começando ou quer inovar nas aulas de inglês sobre recursos de persuasão. Qualquer coisa estamos aí pra trocar mais figurinhas! Abraços!

E galera, agora, como é que eu percebo que os meninos estão realmente entendendo essa coisa toda de análise crítica de texto publicitário? Bom, no dia a dia, enquanto dou uma circulada pela sala, eu fico prestando atenção nas conversas deles. Muitas vezes, quando a galera tá trabalhando em grupo, você percebe que um vai explicando pro outro. Tipo, teve um dia que a Júlia tava conversando com o Pedro sobre um anúncio de celular. Ela dizia: “Olha aqui, Pedro, eles tão falando que a bateria dura até 48 horas, mas com esse asterisco aqui embaixo. Aí você vê que é só se usar no modo econômico”. Foi ali que eu pensei: “Ah, essa entendeu o esquema”.

Outro momento que me deixa bem feliz é quando eles fazem perguntas que mostram que tão ligando os pontos. Lembro do João Vítor perguntando: “Professor, por que esse comercial de carro sempre mostra família feliz em vez de falar do motor?”. É sinal de que ele sacou que o foco da mensagem é mais emocional do que técnico.

Agora, claro, tem erros comuns que os meninos cometem nesse conteúdo. Tem uns que acham que qualquer tipo de imagem bonita é persuasiva por si só. Teve uma vez com a Mariana, ela olhou um cartaz de um perfume e disse: "Ah, essa imagem é linda, então convence". Aí tive que explicar pra ela que a beleza é parte disso, mas o contexto da imagem e as palavras que a acompanham são o que realmente formam a mensagem persuasiva.

Outro erro comum é eles confundirem informação factual com persuasiva. Tipo o Luiz Felipe uma vez tava analisando um anúncio e disse: "Esse aqui é um bom anúncio porque fala quantos gigas tem o celular". Aí eu falei: “Sim, mas o anúncio tá tentando te convencer de algo além dos gigas. O que mais?”. Ajudo eles a verem além do óbvio.

Quando eu pego esses erros na hora, faço questão de puxar uma conversa imediata. Nada muito formal, só um papo rápido mesmo. Pergunto coisas tipo: “O que te faz pensar assim?” ou “Você consegue ver isso de outra maneira?”. E assim a gente vai ajustando as lentes.

Sobre o Matheus, ele tem TDAH e sei como é difícil pra ele se concentrar por muito tempo numa coisa só. Então, procuro dividir as atividades em blocos menores e variar bastante os formatos. Umas vezes faço eles desenharem suas próprias propagandas, outras vezes criamos diálogos sobre os anúncios. E olha, ele adora quando tem movimento envolvido. Deixei ele fazer uma apresentação em pé semana passada e foi um sucesso!

Já com a Clara, que tem TEA, eu tento trazer mais previsibilidade pras aulas. Sempre explico o que vamos fazer no início da aula e mantenho uma rotina meio fixa pra ela não ficar ansiosa. Costumo usar materiais visuais extras pra ela acompanhar as atividades melhor. Uma coisa bacana foi quando usei cartões com imagens pra ela montar sua própria propaganda usando esses elementos. Dei tempo extra e deixei ela trabalhar no canto mais tranquilo da sala, funcionou super bem.

Aí você me pergunta: e quando não funciona? Bom, já testei umas coisas também que não deram certo. Tipo uma vez tentei fazer um debate mais aberto sobre um anúncio e o Matheus ficou meio perdido na bagunça das opiniões. Já com a Clara, uma vez dei um texto mais longo pra ela analisar sozinha e percebi que foi complicado demais sem apoio visual.

É isso gente, cada dia é um aprendizado também pra mim. A gente vai testando, ajustando e aprendendo junto com os alunos. No fim das contas, cada conquista deles é uma baita conquista minha também.

Vamos nos falando por aqui!

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