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EF09LI02Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Compilar as ideias-chave de textos por meio de tomada de notas.

Compreensão oralCompreensão de textos orais, multimodais, de cunho argumentativo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09LI02 da BNCC é bem interessante de trabalhar na prática. Basicamente, ela pede que a gente ajude os alunos a serem capazes de compilar as ideias principais de textos por meio de anotações, e isso não é só sobre copiar o que tá no texto não. É mais sobre escutar ou ler e entender o que é importante, e aí conseguir anotar isso de uma forma que faça sentido depois. Na prática, um aluno que domina essa habilidade consegue ouvir um podcast ou assistir a um vídeo em inglês, por exemplo, e pegar as partes mais importantes. Eles têm que ser capazes de, depois, contar pra você o que viram ou ouviram, usando as próprias palavras e as anotações que fizeram.

Aí, quando a gente fala de compreensão oral de textos argumentativos, é sobre captar esses argumentos principais e ver qual a intenção do autor. E olha só, no 8º ano eles já vêm trabalhando bastante com compreensão geral de textos e começam a se familiarizar com a ideia de argumentação em inglês. Eles já sabem tirar informações principais de um texto escrito, então agora é pegar essa habilidade e adaptar pro oral.

Então, deixa eu te contar como eu trabalho essa habilidade. A primeira atividade que eu faço é com vídeos curtos no YouTube. Eu escolho algum tema que a galera gosta, tipo tecnologia ou esportes. Da última vez, eu usei um vídeo sobre inovação tecnológica. Divido a turma em duplas pra eles poderem discutir entre si e aí eles assistem ao vídeo uma vez sem anotar nada. Na segunda vez, eles já podem começar a anotar o que acham importante. Isso leva uns 20 minutos no total. No final, cada dupla compartilha com a turma as ideias principais que pegaram. Na última vez, foi engraçado porque o João e o Pedro pegaram detalhes tão pequenos que o resto da turma nem tinha reparado. Foi uma boa oportunidade pra discutir o que realmente era essencial na apresentação.

Outra atividade que faço é com podcasts curtos. Gosto desses porque dá pra focar só na audição sem distração visual. Escolho algo tipo uma entrevista ou uma discussão sobre um tema atual, como mudanças climáticas. Dessa vez, cada aluno escuta individualmente com fones de ouvido. Eu dou umas perguntas guia pra ajudar eles a se concentrarem no que procurar: tipo "Qual é o argumento principal do autor?" ou "Quais soluções são sugeridas?". Depois de uns 10 minutos ouvindo e anotando, a gente discute em grupo grande. É legal ver como cada um pegou coisas diferentes. Da última vez, a Ana conseguiu pegar uma solução alternativa mencionada bem no finalzinho do podcast que ninguém mais tinha notado. Isso gerou uma boa discussão.

Por último, uso reportagens em áudio de algum site de notícias internacionais que tenha transcrição disponível. Eles leem primeiro o texto por uns 5 minutos pra ter uma ideia do assunto e depois escutam o áudio duas vezes. Aqui eu junto eles em grupos de quatro pra fazerem anotações colaborativas num cartaz grande. Isso leva uns 30 minutos no total porque eles precisam discutir entre si pra decidir o que vai pro cartaz. Depois cada grupo apresenta suas ideias principais pro resto da turma. Na última vez rolou um caso engraçado onde o grupo da Mariana brigou um pouco porque cada um achava que uma parte diferente era mais importante – mas no fim eles conseguiram fazer um resumo bem legal e todo mundo aprendeu com o debate deles.

O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos vão pegando confiança em entender conteúdo em inglês sem precisar traduzir tudo palavra por palavra. E olha só, pode parecer simples mas isso faz toda diferença quando eles precisam se virar com coisas do dia a dia fora da sala de aula ou até mesmo se preparando pra um intercâmbio ou alguma prova de proficiência no futuro.

Enfim, eu gosto bastante dessas atividades porque além de treinar a compreensão oral e as anotações em inglês, também ajuda os meninos a trabalhar em equipe e aprender uns com os outros – o que sempre gera umas boas discussões e risadas na sala de aula!

Agora, pessoal, vamos falar de como a gente percebe que os alunos pegaram a coisa sem precisar de prova formal. Sabe, andar pela sala é uma das minhas formas favoritas de ver se eles tão entendendo o que tão fazendo. É aquele momento que você passa pelas mesas, dá uma olhada no caderno, escuta as conversas entre eles. Quando você vê um aluno explicando pro outro, é ali que você percebe que a coisa tá fluindo. Por exemplo, dia desses, a Ana tava explicando pro Joãozinho sobre um vídeo que a gente tinha assistido. Ela pegou direitinho os pontos principais e ainda usou umas palavras em inglês do vídeo mesmo. Aí eu pensei: “Ah, essa entendeu!”. E o Joãozinho foi absorvendo a explicação dela, dava pra ver pelos olhos brilhando de quem tá sacando a coisa.

Outra situação foi com o Pedro. Ele tava conversando com a Maria sobre um podcast que ouvimos na aula anterior. Eles estavam falando sobre as partes mais engraçadas, e aí o Pedro meio que resumiu um ponto importante sobre o tema que era meio complexo. Ele conseguiu fazer isso de um jeito tão natural, que ficou claro que ele não tava só repetindo as informações, ele entendeu e internalizou o conteúdo. Nessas horas a gente vê que a galera tá captando a mensagem.

Os erros mais comuns? Ah, esses são quase clássicos! O Lucas, por exemplo, sempre tem problema com falso cognato. Ele viu uma palavra no texto e automaticamente achou que era igual no português. Teve uma vez que ele confundiu "actually" com "atualmente". Ele tava explicando pra turma e soltou essa perolazinha. Esses erros acontecem porque o inglês tem essas pegadinhas mesmo, e muitos aprendem meio que de ouvido, sem passar pela escrita antes. Quando eu vejo um erro desses na hora, paro tudo e explico ali mesmo. Faço eles anotarem e repito em outras aulas até fixar.

Outra comum é quando a galera subestima a importância das pequenas palavras nas frases em inglês – tipo as preposições e conjunções. A Mariana é craque em esquecer preposição. Uma vez ela tentou fazer um resumo oral e deixou metade das preposições de fora. O sentido ficou todo picotado! Eu dei uma dica pra ela: revisitar o texto original sempre que tiver dúvida sobre essas pequenas palavras e ficar atenta aos exemplos durante as aulas.

Agora, falar do Matheus com TDAH e da Clara com TEA é outra coisa importante aqui. Com o Matheus, por exemplo, eu tento quebrar as atividades em partes menores e sempre dou um tempo pra ele dar uma volta rápida depois de uma atividade mais longa ou concentrada. Descobri que ele se sai melhor quando tá em movimento entre uma tarefa e outra. Papel colorido também ajuda! Parece bobeira, mas com cores diferentes ele não se perde tanto nas anotações.

Já com a Clara, que tem TEA, é diferente. O que funcionou bem foi usar recursos visuais mais fortes e deixar o ambiente da sala mais previsível pra ela. A Clara adora um quadro bem organizado com figuras e símbolos pra acompanhar o texto. No começo eu tentei só falar sem mostrar muito e não deu certo – ela ficava confusa. Então comecei a usar cartões com imagens junto com os textos e deu um resultado ótimo.

É isso aí, galera! Cada aluno tem seu jeito de aprender, né? A gente vai testando aqui e ali até encontrar o que funciona melhor pra cada um deles. Não tem receita pronta; cada turma é única. E vocês? Como fazem pra perceber quando os alunos realmente aprenderam? E como lidam com as dificuldades específicas? Vamos trocar umas ideias aí! É isso por hoje, vou ficando por aqui porque já falei demais! Até a próxima!

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