Voltar para Língua Inglesa Ano
EF09LI13Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer, nos novos gêneros digitais (blogues, mensagens instantâneas, tweets, entre outros), novas formas de escrita (abreviação de palavras, palavras com combinação de letras e números, pictogramas, símbolos gráficos, entre outros) na constituição das mensagens.

Estudo do léxicoUsos de linguagem em meio digital: “internetês”
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF09LI13, o que eu entendo é que os alunos precisam reconhecer e entender como a linguagem evolui nesses novos meios digitais. Tipo assim, a gente sabe que eles estão o tempo todo conectados e se comunicando por WhatsApp, Instagram, Twitter e tal. Então, eles precisam pegar o jeito dessas novas formas de escrita que aparecem online. Não é só saber o básico do inglês, mas também entender o “internetês”, como abreviações tipo "brb" (be right back), ou pictogramas como os emojis que eles adoram usar. E também aqueles símbolos gráficos ou palavras com números que a galera mais nova usa direto.

Na prática, se eles conseguem ler uma mensagem no WhatsApp com todas aquelas abreviações e entender direitinho o que tá sendo dito, tão no caminho certo. E é legal quando eles percebem que aprenderam a usar isso de um jeito que dá pra entender e serem entendidos, sem dar galho, né? Lá no ano anterior, a turma já tava pegando o jeito de escrever e-mails formais em inglês, criando pequenos textos e tals. Agora, é mais sobre trazer esse conhecimento pro dia a dia deles na internet. Eles têm que saber que não é só jogar qualquer coisa no tradutor e pronto. É reconhecer o contexto da conversa digital.

Agora, sobre as atividades que eu faço com a turma pra trabalhar isso aí, tem algumas bem legais. Vou te contar três delas.

A primeira é uma atividade simples de tradução de memes. Eu trago alguns memes em inglês (a internet tá cheia disso) e a gente faz uma roda de conversa na sala. Bom, não precisa de muito material: só um projetor e os memes impressos ou na tela do computador. Organizo a turma em grupos pequenos e dou uns 20 minutos pra discutirem entre eles como traduziriam aqueles memes pro “internetês” brasileiro ou pro português mesmo. O mais legal foi quando a Maria Clara viu um meme de gato que ela já tinha visto em português e gritou: “Olha prof! Esse é o gato que fala ‘só observo’!”. A galera rachou de rir. Eles gostam disso porque conseguem ver na prática como o idioma muda, mas o sentido continua ali.

A segunda atividade envolve criar mensagens instantâneas num contexto específico. Pra isso, uso um site simples pra criar diálogos fictícios, tipo um gerador de mensagens fake. O desafio é montar uma conversa em inglês entre amigos marcando uma festa ou algo assim, usando abreviações e emojis. A gente faz isso em dupla pra galera se ajudar e leva uns 30 minutos da aula. A última vez que fizemos essa atividade, o João e a Luana criaram uma conversa tão engraçada sobre uma festa na casa do João (que eram animais de desenho animado indo pra festa) que quase todo mundo quis ver. Eles colocaram toda a linguagem informal e foi bem divertido.

A terceira atividade é analisar tweets de celebridades ou influenciadores que eles curtem. Eu passo alguns tweets impressos (em inglês) pra eles e peço pra traduzirem pro português informal ou reescreverem utilizando um tipo de “internetês” brasileiro. Cada aluno escolhe um tweet pra apresentar à turma depois. Essa parte da aula leva uns 40 minutos porque tem tempo de leitura, discussão em grupo e apresentação. Quando fiz essa atividade pela última vez, o Pedro escolheu um tweet do jogador de futebol preferido dele e conseguiu colocar um monte de abreviações em português que deixaram todo mundo rindo à toa.

Olha, a reação dos alunos é geralmente muito positiva nessas atividades porque conecta diretamente com o mundo deles fora da sala de aula. E mais do que isso: eles percebem que língua não é só aquela coisa rígida do livro didático. Eles veem que é viva e tá sempre mudando. E eu acho importante reforçar isso porque muitos deles ainda têm aquele bloqueio com o inglês por acharem difícil ou distante da realidade deles.

Então é isso aí! Essas atividades ajudam os alunos a desenvolverem essa habilidade da BNCC de maneira prática e divertida, sem perder o foco no aprendizado do idioma dentro do contexto digital em que eles vivem hoje em dia.

Bom conversar sobre isso com vocês! Qualquer coisa tô por aqui. Até mais!

Aí, gente, então, como é que a gente percebe que os meninos aprenderam mesmo sem botar eles numa prova, né? Bom, primeiro de tudo, eu sempre gosto de circular pela sala durante as atividades. É nesse momento que eu escuto o que eles falam uns pros outros. Às vezes, tô ali passando e ouço o João explicando pro Pedro um meme em inglês que a turma viu na aula passada. E aí você percebe que ele entendeu, porque tá usando vocabulário que a gente viu junto, tá rindo das mesmas coisas, fazendo conexões. Ou então, quando a Maria comenta com a Ana sobre uma atualização do Instagram usando expressões em inglês que a gente discutiu. Essas situações mostram que eles não só decoraram, mas internalizaram aquele conteúdo.

Outro dia mesmo, eu tava na sala e vi o Lucas tentando explicar pra Júlia o que era "lol" numa conversa em inglês. Ele dizia: "é tipo quando a gente acha algo muito engraçado e ri alto, sabe?" Nesse momento eu pensei: "ah, esse entendeu o espírito da coisa". Outra vez foi a Beatriz falando pros colegas sobre um vídeo onde um youtuber usava um monte de gírias que aprendemos juntos. A forma como ela fazia isso mostrava que tava sacando as nuances e não só jogando palavras soltas.

Agora, claro, tem aqueles erros clássicos que os meninos cometem quando estão lidando com esse conteúdo. Tipo assim, o Caio direto troca "your" por "you're", porque no corre-corre do dia a dia eles acabam não prestando atenção nesses detalhes. Esse tipo de confusão é comum porque a forma falada é igualzinha, mas o significado é diferente. Quando pego esse erro na hora, eu paro tudo e peço pro aluno pensar em português como “seu” e “você é” e imaginar como cada um ficaria numa frase. Então, eu dou uns exemplos práticos e peço pra eles tentarem corrigir sozinhos.

Tem também aquela dificuldade com algumas abreviações. A Larissa, por exemplo, sempre se confunde com "btw" (by the way). Não é que ela não saiba o significado, é mais questão de lembrar na hora certa o que cada abreviação quer dizer. Aí o jeito é dar um tempo pra ela associar isso com uma situação concreta, tipo: "Imagina se você tá conversando sobre uma série e de repente quer mudar de assunto, é aí que entra o 'btw'."

Sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, eu precisei adaptar umas coisas também. Com o Matheus, eu percebi que ele funciona melhor com atividades mais dinâmicas e intervalos regulares. Então, eu crio jogos em inglês ou uso aplicativos no tablet pra ele se concentrar mais tempo. E dou uns minutinhos de descanso entre as atividades pra ele não perder o foco.

Já com a Clara, eu descubro que ela responde melhor a rotinas claras e previsíveis. Antes de começar uma nova atividade, dou a ela uma lista do que vamos fazer passo a passo. Além disso, uso materiais visuais como cartões com figuras e palavras em inglês – isso ajuda muito na compreensão dela. Uma coisa incrível foi quando usamos emojis pra expressar sentimentos em inglês; ela se conectou bastante com isso.

O que não funcionou tanto foi tentar forçar os dois a seguir o mesmo ritmo da turma sem considerar essas adaptações. No começo do ano letivo, tentei umas atividades muito abertas pro Matheus e ele dispersou demais; precisei ajustar pra algo mais estruturado. Com a Clara também aprendi que improvisar ou mudar muito os planos durante a aula deixa ela ansiosa; então procuro manter tudo bem organizado.

Bom, pessoal, essa troca aqui no fórum ajuda muito porque todo mundo passa por desafios parecidos. Cada aluno é único e adaptar as aulas faz toda diferença na vida deles. E vocês? Como lidam com essas situações nas turmas de vocês?

Até logo! Espero ler as experiências de vocês por aqui!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF09LI13 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.