Olha, quando a gente fala de ensinar o verbo modal "can" pros meninos do 7º Ano, a gente tá falando de mostrar pra eles como usar isso na prática pra dizer o que eles conseguem ou conseguiam fazer. É tipo ajudar eles a dizer "eu posso fazer isso" ou "eu conseguia fazer aquilo" em inglês. A habilidade EF07LI20 da BNCC quer que eles consigam usar esse tal de "can" no presente e no passado, de um jeito que qualquer um entenda.
Na prática, isso significa que os alunos devem ser capazes de construir frases onde eles digam o que podem ou podiam fazer. Por exemplo, no presente algo como "I can swim", que seria "Eu posso nadar" ou “Eu sei nadar”. E no passado, usando "could", tipo "I could swim when I was a child", que é "Eu podia nadar quando era criança". Eles já vêm com uma ideia básica do verbo "can" lá do 6º ano, mas agora a gente aprofunda, trazendo o uso no passado e fazendo eles perceberem como isso muda o sentido do que tão dizendo.
Agora vou contar três atividades que faço na minha aula pra trabalhar isso. A primeira é bem dinâmica e envolve uma coisa que os meninos gostam: música. Eu levo um CD player (sim, ainda uso) e um CD com músicas em inglês que têm bastante o uso do "can" e "could". As músicas da Taylor Swift são legais pra isso. A turma trabalha em duplas ou trios e cada grupo precisa identificar nas letras das músicas onde aparecem esses verbos modais. Aí, depois de ouvir duas vezes a música, eles discutem entre si e anotam quantas vezes e em quais contextos apareceram. Essa atividade leva uns 30 minutos. Os alunos adoram porque música sempre anima a galera, e eu lembro de um dia em que a Júlia ficou tão empolgada que começou a cantarolar a música no meio da aula! Foi engraçado porque todo mundo entrou na onda.
A segunda atividade é um jogo de mímica, que é ótimo pra tirar o pessoal das cadeiras e fazer eles se mexerem. O material é simples: só umas cartinhas que eu mesmo fiz com habilidades escritas em inglês, como "swim", "ride a bike", "sing", etc. Divido a sala em dois grupos e cada grupo escolhe um representante por rodada. Quem pega a carta tem que fazer uma mímica da habilidade escrita ali, enquanto o grupo adivinha dizendo frases do tipo "You can swim" ou "You could ride a bike". Essa atividade leva uns 25 minutos e sempre é uma diversão ver como eles são criativos. Uma vez, o Pedro pegou a carta de "play the guitar" e fez uma performance tão boa que parecia um rockstar! O pessoal riu demais.
A terceira atividade é mais tranquila e envolve escrita. Peço pros alunos escreverem pequenos textos sobre coisas que eles podiam fazer quando eram mais novos e coisas que podem fazer agora. Eles têm de usar frases como "When I was five, I could..." e "Now I can...". Dou 20 minutos pra essa tarefa e depois escolhemos alguns pra compartilhar com a turma. É interessante ver como eles refletem sobre suas próprias experiências e também pratica bastante o inglês deles. Na última vez que fizemos isso, o Lucas escreveu sobre como ele podia andar de bicicleta sem rodinhas quando era pequeno e agora pode andar de skate. Ele ficou superorgulhoso de compartilhar com os colegas.
Essas atividades ajudam muito porque trazem situações reais pro uso do inglês. Além disso, acho importante sempre tentar ligar o aprendizado com algo significativo pra eles. Isso faz toda a diferença na motivação dos meninos. No geral, trabalhar com essa habilidade tem sido bem produtivo e divertido. Acho que terminar assim deixa claro pra vocês como essas atividades se desenrolam lá na sala e como os meninos interagem com elas.
Isso aí! Espero ter ajudado quem tá pensando em novas formas de trabalhar gramática na sala de aula! Qualquer coisa podem perguntar aí.
Então gente, perceber que os alunos realmente aprenderam algo sem aplicar uma prova formal é um desafio, mas também é uma das partes mais gratificantes do nosso trabalho, né? A gente tá ali, no dia a dia, observando, ouvindo, interagindo... E tem momentos que são verdadeiros "ahá!" pra gente. Tipo quando eu tô andando pela sala durante uma atividade em grupo e paro pra ouvir as conversas. Aí, escuto o João falando pro Pedro: "Ah, você pode perguntar assim: 'Can you play soccer?'. É desse jeito que nos damos conta que a coisa tá funcionando. Não é só porque ele aprendeu a construir a frase, mas porque ele tá confiante o suficiente pra ensinar pro colega dele.
Outro dia, tava rolando um joguinho de pergunta e resposta que a gente faz. A Maria virou pro Lucas e perguntou: "Can you ride a bike?". E ele respondeu todo cheio de si: "Yes, I can". No meio do falatório da turma, esse tipo de interação é ouro. Mostra que eles estão entendendo o uso do "can" na prática e isso é o que importa no final das contas.
Agora, sobre os erros que a galera comete com esse conteúdo... Bom, são vários e normais. O Felipe, por exemplo, tem uma mania de inverter o sujeito com o "can". Ele chega e fala algo como "Can I swim can". Isso acontece porque eles estão acostumados com a estrutura do português e às vezes querem trazer isso pro inglês sem perceber. O que eu faço quando pego esse erro na hora é repetir a frase correta depois dele. Tipo: "Ah, você quer dizer 'I can swim', né?". Ajuda eles a ouvir como deve soar.
E tem também as confusões com o "could". A Ana tava tentando falar sobre algo que ela conseguia fazer quando era pequena e soltou um "I can ride a bike when I was five". É aquela coisa do tempo verbal que complica. Na hora eu intervenho e explico que pra um passado seria "I could ride", sempre com paciência e mostrando exemplos práticos.
Lidar com alunos que têm necessidades especiais como o Matheus e a Clara é um cuidado constante. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que prendam a atenção dele de verdade. Aí eu faço uso de jogos mais dinâmicos ou músicas em inglês que tenham uma batida mais animada pra ele acompanhar. Já percebi que sessões curtas de atividades com intervalos ajudam muito. Se eu pedir algo muito longo e sem pausa, ele se perde.
Já a Clara, que tem TEA, responde bem a rotinas consistentes e visuais claras. Então eu utilizo mais recursos visuais com ela: cartazes coloridos explicando as regras dos modais ou flashcards com desenhos das ações (tipo nadar, correr) junto com as palavras em inglês. Isso ajuda ela a associar as palavras ao significado.
Um dia desses usei uns cards com figuras de atividades (tipo uma pessoa nadando) e pedi pra ela me mostrar qual ela podia fazer. Aí deu super certo porque ela apontou pra figura e disse “I can swim”, toda orgulhosa! Achei lindo demais! Mas já tentei só conversar sem os visuais e aí não rolou tanto pra ela.
Sobre o tempo, é importante respeitar o ritmo de cada um. No caso do Matheus, ele precisa daqueles intervalos estratégicos pra dar uma volta rápida pela sala, se movimentar um pouco. Com a Clara já é mais sobre respeitar o tempo dela pra responder sem pressa.
Bom pessoal, essas são algumas das minhas experiências com essa habilidade específica aí do inglês pros meninos do 7º ano. É sempre um desafio, mas ver eles conseguindo se comunicar é muito gratificante. Espero que essas histórias ajudem vocês de alguma forma aí nas suas salas!
E vocês? Como tem sido trabalhar essa habilidade ou outras semelhantes? Tô curioso pra saber como cada um lida com esses desafios!