Oi pessoal, tudo bem? Hoje quero compartilhar com vocês um pouco de como trabalho a habilidade EF07LI01 da BNCC na minha turma do 7º ano. Esse lance de interação oral é super importante nas aulas de inglês, porque não adianta só decorar gramática e vocabulário se os meninos não conseguem usar isso na prática, né? A habilidade fala sobre interagir em sala de aula de forma respeitosa e colaborativa, e isso é mais do que só conversar. É criar um ambiente onde os alunos trocam ideias, se ajudam e participam de atividades juntos, que pode ser desde uma simples discussão até brincadeiras e jogos. A galera precisa conseguir expressar suas opiniões em inglês, ouvir o colega, concordar, discordar, e tudo isso de maneira tranquila.
A turma já veio com uma base do 6º ano, onde eles começaram a entender como é usar o inglês no dia a dia da sala. Então, eles já sabem algumas expressões básicas pra conversar, pedir ajuda ou esclarecer dúvidas. No 7º ano, a ideia é ampliar esse repertório e fazer eles se sentirem mais confiantes e confortáveis na hora de usar o inglês pra valer. Eu sempre digo que errar faz parte do aprendizado e que o importante é tentar.
Uma das atividades que faço é o “Circle Time”. É bem simples e leva uns 15 minutos no começo da aula. Uso só uma bola de espuma ou um objeto que possa ser passado de mão em mão. A turma forma um círculo, e quem tá com a bola deve responder a uma pergunta em inglês antes de passá-la adiante. As perguntas variam: “What did you do last weekend?” ou “What’s your favorite movie and why?”. O legal é que eles têm a chance de praticar fluência e ouvir o que os colegas têm a dizer. Na última vez que fizemos isso, o Pedro ficou empolgado contando sobre o filme favorito dele, “Spider-Man”, e acabou engajando a turma toda numa discussão sobre super-heróis. Até quem geralmente é mais tímido, tipo a Júlia, participou dando sua opinião sobre os poderes do Homem-Aranha.
Outra atividade que gosto de fazer são os “Role Plays”. Divido a turma em grupos de três ou quatro alunos e dou pra cada grupo uma situação pra encenar. Coisa simples como “At the restaurant” ou “At the supermarket”. Dou uns 20 minutos pra eles prepararem as falas e depois cada grupo apresenta pro resto da sala. Uso só papéis com as instruções das situações, nada muito elaborado. Na última vez que fizemos isso, o grupo da Ana inventou uma cena hilária num restaurante onde o garçom (interpretado pelo Lucas) confundia todos os pedidos. Eles riam tanto que até os mais sérios acabaram entrando na brincadeira. A atividade ajuda muito na questão da colaboração porque eles têm que decidir juntos como vai ser a cena e quem fala o quê. E claro, dá aquela prática boa na hora de falar em público.
Por último, tem o “Debate dos Famosos”. É uma atividade mais estruturada e leva quase uma aula inteira. Escolho um tema que tá em alta – pode ser algo que eles estão estudando em outras disciplinas ou um assunto atual, tipo mudanças climáticas ou tecnologia no cotidiano – e divido a turma em dois grupos. Cada grupo recebe um papel com argumentos a favor ou contra o tema (em inglês), mas eles também podem criar os próprios argumentos. Durante o debate, cada aluno precisa falar ao menos uma vez, apresentando seu ponto ou respondendo aos argumentos do outro grupo. Isso desenvolve não só as habilidades orais mas também o pensamento crítico.
Na última vez que fizemos isso foi sobre redes sociais e privacidade. O grupo do Caio era contra o uso excessivo das redes sociais pelos jovens. Eles trouxeram uns pontos bem interessantes sobre como as redes podem afetar a saúde mental. Já o grupo da Mariana foi a favor, argumentando que as redes são essenciais pra manter contato com amigos e família. O debate foi tão bom que até passou do tempo previsto!
Essas atividades ajudam muito na construção de um ambiente colaborativo na sala de aula. Os meninos vão percebendo que aprender inglês é mais divertido quando se engajam juntos nas tarefas. E eu vejo que quanto mais eles se sentem à vontade pra participar, mais eles desenvolvem suas habilidades linguísticas sem perceberem que estão realmente praticando! É gratificante ver quando aquele aluno quietinho começa a se soltar mais nas atividades orais.
Bom, espero que essas ideias ajudem vocês aí também! Qualquer coisa estamos por aqui pra trocar figurinhas! Abraço!
Oi pessoal, tudo bem? Continuando a conversa sobre a habilidade EF07LI01, queria falar com vocês sobre como eu percebo que a galera realmente aprendeu o que a gente tá trabalhando, sem precisar aplicar uma prova formal. Porque, convenhamos, prova nem sempre é o melhor jeito de medir aprendizado, né?
Bom, uma das coisas que eu adoro fazer é circular pela sala enquanto a turma tá fazendo uma atividade. Tipo, se eles tão em duplas jogando um jogo de perguntas e respostas ou discutindo um tema qualquer, eu fico por ali só de olho e escutando. Às vezes, rola um momento em que você ouve um aluno explicando pro outro. Teve uma vez que o Lucas tava ajudando a Ana com uma frase em inglês e ele explicou de um jeito tão claro que parecia até professor. Ele disse algo tipo "Ana, olha só, quando você usa 'am' aí é porque tá falando de você mesmo, tipo assim: 'I am happy'". Nessa hora eu pensei: "Ah, esse entendeu".
Outro exemplo é quando eu vejo eles corrigindo uns aos outros naturalmente. A Sofia tava conversando com o Pedro e falou algo errado em inglês. Aí o Pedro, bem de boa, corrigiu e ela aceitou na hora. Esse tipo de interação mostra que eles não tão só memorizando, mas realmente entendendo e aplicando.
Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, os meninos às vezes se embolam com aquelas palavras que parecem coisa de quem fala rápido demais. Tipo "there", "their" e "they're". O João uma vez se confundiu e escreveu "there" quando queria dizer que algo era deles. Eu expliquei pra ele que "their" é tipo pra posse, algo que pertence a alguém. Eles também têm dificuldade com perguntas no presente simples. A Julia vivia esquecendo do "do" no começo da frase. Ela falava "You like pizza?" em vez de "Do you like pizza?". Isso acontece porque eles tão traduzindo direto do português na cabeça. Quando pego esses erros na hora, paro tudo e explico o porquê de cada estrutura.
E sobre o Matheus e a Clara, que têm necessidades especiais na turma... Olha, com o Matheus que tem TDAH, eu faço umas mudanças nas atividades pra manter ele focado. Coisas muito longas não funcionam porque ele perde o fio da meada rapidinho. Então faço atividades mais curtas e dinâmicas. Uso muitas imagens e sons pra ajudar na atenção dele. Teve um dia que usamos um aplicativo com joguinhos educativos e ele adorou! Já tentei fazer ele trabalhar sozinho pra ver se ele ficava mais concentrado, mas não rolou bem porque ele precisa mesmo é de interação.
Com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela prefere rotinas claras e previsíveis. Então tento manter um cronograma parecido sempre que posso e aviso antecipadamente sobre qualquer mudança. E quando as atividades envolvem interação social mais intensa, como dramatizações ou jogos em grupo, sempre procuro deixá-la à vontade para participar do jeito dela. Uma coisa que funcionou foi usar cartões com imagens para ela montar frases. Ajuda muito ela visualizar o que quer dizer. Testei uma vez usar vídeos como material principal pra ela aprender vocabulário novo, mas percebi que ela ficava mais interessada nas cores e sons do vídeo do que no inglês em si.
Bom, é isso pessoal! Espero ter ajudado um pouco compartilhando essas experiências. Se tiverem alguma dica ou quiserem saber mais alguma coisa sobre como eu trabalho essa habilidade, é só falar! Abraço!