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EF07LI02Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Entrevistar os colegas para conhecer suas histórias de vida.

Interação discursivaPráticas investigativas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF07LI02 da BNCC, "Entrevistar os colegas para conhecer suas histórias de vida", o que eu entendo é que a molecada precisa aprender a se comunicar de verdade, sabe? Não é só decorar aquelas frases feitas em inglês tipo "What's your name?" ou "How are you?". É muito mais sobre criar uma conexão, entender que cada um tem uma história e que dá pra aprender muito com isso. Na prática, o aluno precisa ser capaz de perguntar e responder sobre as experiências de vida dos colegas. Isso inclui saber escutar, reagir ao que o outro fala e continuar a conversa. É bem diferente do que faziam no 6º ano, onde ainda estavam pegando o básico do vocabulário e das estruturas gramaticais.

Então, pensando nisso, eu faço umas atividades bem práticas com a turma do 7º ano. Vou contar três que funcionam direitinho.

A primeira atividade é uma roda de entrevistas. A gente organiza o espaço da sala em um círculo – move as mesas mesmo – e os alunos ficam sentados frente a frente. Eu dou um papel com algumas perguntas base, mas deixo claro que eles podem e devem acrescentar mais perguntas conforme a conversa vai fluindo. Coisas simples, tipo "Where did you grow up?" ou "What is your favorite memory from childhood?". Essa atividade costuma durar uns 40 minutos. Os meninos geralmente começam meio tímidos, mas depois que a bola rola um pouco, eles se soltam mais. Da última vez, o Pedro fez uma pergunta super interessante pro Lucas sobre o que ele gostaria de mudar na sua infância, e isso gerou um papo bem emocionante entre eles. No fim, até me emocionei.

Outra atividade é o jogo do repórter. Eu divido a turma em duplas e cada aluno fica responsável por entrevistar o colega como se fosse um repórter de verdade. Aqui eu uso uns microfones de brinquedo pra dar uma animada e câmeras de celular pra gravar as entrevistas. A gente precisa de uns dois períodos pra isso: um pra preparação e gravação e outro pra assistir juntos na sala e comentar. É uma das atividades que eles mais gostam porque se veem nas gravações e riem muito das caras e bocas que fazem. Na última vez que fizemos, a Ana entrevistou a Júlia e acabou descobrindo que elas têm avós que nasceram na mesma cidade! Elas ficaram super amigas depois disso.

Por fim, tem a atividade do mural das histórias. Para essa atividade, cada estudante escreve um pequeno texto sobre uma experiência marcante de sua vida – pode ser em inglês ou em português, depende do nível deles – e coloca no mural da sala. Durante a aula, todos circulam pela sala lendo os murais dos colegas. Depois disso, abro o espaço para eles fazerem perguntas sobre as histórias uns dos outros. Essa costuma levar uma aula inteira porque eles precisam de tempo pra ler com calma e pensar nas perguntas. Da última vez, o João escreveu sobre quando ele mudou de cidade e como foi difícil se adaptar no começo. A turma ficou tão interessada que ele virou meio que um conselheiro pra quem estava tendo dificuldade em algo.

Essas atividades têm sido bem eficazes porque os alunos não só praticam inglês de forma realista como também conhecem mais uns aos outros. Acredito que essa troca é essencial não só para aprender línguas estrangeiras mas também para crescer como pessoa. E olha, pra mim não tem nada melhor do que ver essa galera crescendo junta.

Então é isso aí, galera! Espero ter ajudado quem está pensando em maneiras práticas de trabalhar essa habilidade da BNCC com os alunos do 7º ano. Bora trocar ideias!

E, bom, pra saber se os meninos realmente aprenderam essa habilidade, não dá pra contar só com uma provinha formal, né? Olha, tá no dia a dia que a gente vê a coisa acontecendo. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade, é ali que eu percebo. Se o aluno consegue puxar um assunto com o colega e manter aquela troca de ideias, já é um bom sinal.

Teve um dia que eu tava passando por entre as fileiras e ouvi a Júlia conversando com o Pedro. Eles estavam fazendo uma atividade em dupla e, do nada, ela começou a perguntar sobre o último filme que ele assistiu. O Pedro explicou e ela fez mais perguntas, tipo "Did you like it?" e "How did it make you feel?". Cara, foi nesse momento que eu pensei: "ah, essa entendeu". Júlia tava usando o inglês de forma espontânea e genuína. Não era só o script decorado.

Outro jeito de perceber é quando um aluno explica pro outro. Tava rolando uma troca entre o Lucas e o Rafael. O Lucas pediu ajuda porque ficou meio perdido no meio da atividade. Aí o Rafael começou a explicar usando exemplos do videogame que os dois gostam, mas tudo em inglês. Quando eles misturam a vida deles com a língua que tão aprendendo sem nem perceber, é aí que tá o aprendizado.

Mas claro, sempre tem os erros comuns que aparecem nesse processo. A Clarinha, por exemplo, sempre troca "she" por "he" e vice-versa. Eu vejo isso direto nas conversas dela: "He is my friend" quando tá falando de uma colega. Isso acontece porque eles ainda tão pegando o jeito do inglês, que não tem isso de gênero como no português. Aí eu dou aquele toque na hora: "Ei, Clarinha, como é mesmo? Se é 'my friend' e é uma menina...?". Isso ajuda eles a refletirem sobre a língua.

Agora, sobre lidar com o Matheus e a Clara na turma... Bom, com o Matheus que tem TDAH, eu tento sempre deixar as atividades mais dinâmicas e com menos tempo de espera. Tipo assim, eu divido as atividades em partes menores pra ele conseguir manter o foco sem se perder. Por exemplo, em vez de uma entrevista longa com vários colegas de uma vez só, ele faz perguntas pra um colega de cada vez. Também uso cartões coloridos que ele adora. Isso chama a atenção dele pros detalhes importantes em cada parte da atividade.

Já com a Clara que tem TEA, eu preciso ser bem claro nas instruções e deixar tudo visualmente organizado pra ela. Eu crio um roteiro visual das atividades: começo, meio e fim. Ela funciona muito bem com imagens e sequências ilustradas. Também evito ambientes muito barulhentos porque ela se desconcentra fácil. Então às vezes organizo grupos menores ou deixo ela escolher onde quer sentar pra ficar mais confortável.

Teve uma vez que tentei usar música durante uma atividade achando que ia estimular a turma toda, mas aí vi que a Clara ficou bastante incomodada e não conseguiu se concentrar direito. Percebi na hora pelo jeito como ela tava olhando em volta e mexendo as mãos mais rápido do que o normal. A música não foi legal pra ela naquele momento.

Bom, são esses detalhes do dia a dia que fazem a diferença na hora de ensinar essa garotada diversa e cheia de energia. Cada aluno tem seu jeito único de aprender e cabe a mim encontrar esse caminho junto com eles. No fim das contas, ver cada um seguindo seu jeito enquanto aprende é gratificante demais.

E é isso aí pessoal! Espero ter ajudado compartilhando minha experiência. Sempre bom trocar uma ideia por aqui. Até a próxima!

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