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EF09HI33História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar as transformações nas relações políticas locais e globais geradas pelo desenvolvimento das tecnologias digitais de informação e comunicação.

A história recenteO fim da Guerra Fria e o processo de globalização Políticas econômicas na América Latina
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09HI33 da BNCC, a ideia é que os meninos consigam entender as mudanças que aconteceram nas relações políticas, tanto aqui na nossa terrinha quanto no mundo todo, com a chegada e o desenvolvimento das tecnologias digitais. Não adianta só saber que existe WhatsApp ou TikTok, tem que entender como essas ferramentas viraram tudo de cabeça pra baixo em termos de política e sociedade. Então, na prática, essa habilidade quer que o aluno consiga perceber, por exemplo, como essas tecnologias ajudaram em protestos ao redor do mundo ou como influenciam nas eleições. Eles já vêm da série anterior com uma base sobre Guerra Fria e um pouco de globalização, então a gente começa por aí e dá aquela aprofundada boa, mostrando o impacto real disso tudo.

A primeira atividade que eu faço é um debate na sala sobre fake news e os impactos delas nas eleições e políticas locais. É bem simples, mas super eficaz. Eu levo algumas notícias impressas (daquelas bem absurdas que rodaram na internet) e divido a turma em dois grupos: um que defende a “veracidade” da notícia e outro que precisa refutar com argumentos. Dura umas duas aulas de 50 minutos. A turma é dividida em grupos pequenos e todos têm chance de falar. Na última vez que fizemos isso, o João ficou tão empolgado defendendo o lado dele que até levantou da cadeira. A Mariana, que é super tímida, usou dados de uma pesquisa que achou na internet pra argumentar. Ver eles pesquisando e formando opinião crítica é demais.

Outra atividade bacana é um projeto de pesquisa sobre como as redes sociais influenciaram movimentos sociais pelo mundo. Os meninos escolhem um movimento, tipo Primavera Árabe ou as manifestações de 2013 aqui no Brasil, e fazem uma apresentação. Eu libero o uso de qualquer material: celular pra pesquisa rápida, cartazes, até música se quiserem. Geralmente dedicamos umas quatro aulas para isso: duas pra pesquisa e preparação e duas pras apresentações. Na última vez, o Lucas e a Ana escolheram falar sobre o Black Lives Matter. Trouxeram até vídeos e depoimentos de pessoas envolvidas nos protestos. Foi emocionante e fez a galera pensar muito sobre racismo e desigualdade.

Por último, eu trago um pouco de atualidade com uma análise das políticas econômicas na América Latina pós-Guerra Fria usando memes políticos. Eu sei que parece brincadeira, mas funciona! O pessoal adora meme e tem uns que resumem bem umas situações complicadas dessas políticas econômicas. Eu imprimo alguns memes que circulam pela internet e levo pra sala (depois filtro pra garantir que sejam apropriados). Mostro primeiro no projetor e discutimos juntos em sala mesmo. Depois divido eles em duplas (pra rolar mais conversa) e cada dupla tem a tarefa de criar um meme novo sobre algum conceito ou evento que estudamos. Isso geralmente leva uma aula só porque eles já vêm cheios de ideias. O Pedro e a Júlia fizeram um meme hilário sobre inflação na Argentina com uma foto do Messi olhando uma conta de supermercado com cara de espanto. A sala caiu na risada, mas entenderam direitinho como as crises econômicas afetam o dia a dia.

Essas atividades são maneiras de fazer eles pensarem além do conteúdo do livro. O legal é ver como eles se apropriam do assunto e começam a perceber essas mudanças políticas nas conversas do dia a dia ou nas notícias. Aí eles começam a conectar os pontos entre o que acontece lá fora com o que rola aqui dentro do nosso país.

Bom, esse é o jeitinho que eu encontrei aqui na minha turma pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Cada professor tem seu jeito, né? Mas eu curto ir testando novas ideias pra ver como a galera reage e se engaja mais com as temáticas históricas. No fim das contas, é isso que vale: fazer a história ser viva e presente no cotidiano dos alunos.

Espero ter ajudado quem tá começando ou querendo novas ideias por aí! Abraço!

Aí, galera, continuando sobre a habilidade EF09HI33, eu curto ver como os meninos vão pegando o conteúdo no dia a dia, sem precisar de prova formal. É mais legal, né? Você vê na hora que circula pela sala, quando ouve uma conversa daqui, outra dali. Tipo assim, outro dia tava passando pelas mesas e o João e a Ana estavam discutindo sobre um protesto famoso que rolou em 2013 com ajuda das redes sociais. Eles estavam ali comparando com um movimento atual e aí o João falou um negócio assim: “Nossa, se não fosse o Twitter naquela época, será que a galera tinha se juntado tão rápido?” Pronto, ali eu vi que ele pescou a ideia de como a tecnologia muda tudo.

E tem vezes que você percebe no jeito deles explicarem pro colega. Sabe quando um aluno entende tanto que vira professor? Teve uma vez que o Lucas tava explicando pra Maria como a Primavera Árabe teve forte apoio das redes sociais e ele usou até exemplo da vizinhança deles, dizendo: “Imagina se todo mundo aqui começasse a postar ao mesmo tempo sobre algo ruim na escola?” A Maria arregalou os olhos! Aí eu pensei: “Beleza, ele sacou bem”.

Agora, claro que rolam uns erros comuns e aí a gente tem que corrigir na hora. Um erro que vejo bastante é quando os meninos confundem o papel das redes sociais com as mídias tradicionais. Tipo, a Júlia uma vez disse que uma notícia de TV era o mesmo que um tweet qualquer... aí tive que parar e explicar. Mostrei pra ela como a informação pode ser mais imediata e menos filtrada nas redes sociais. Na hora que rola esse tipo de erro, eu gosto de puxar um debate rápido na sala pra todo mundo aprender junto.

Outra confusão comum é achar que tecnologia é só rede social e aplicativo. O Pedro sempre vinha com esse papo. Aí eu mostro como as tecnologias envolvem também algoritmos, inteligência artificial e tal. Uma vez fizemos uma atividade onde cada grupo tinha que pensar em outra tecnologia além das redes sociais que impacta a política hoje. O Pedro descobriu sobre algoritmos de busca e ficou louco! Viu como isso influencia a bolha social dele na internet.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento durante as atividades. Já percebi que ficar sentado muito tempo não rola pra ele. Então tento sempre incluir atividades em grupo onde ele possa se levantar, participar ativamente. Uma dinâmica que rolou muito bem foi quando fizemos um “jogo da política digital” onde tinha pistas pela sala pra encontrar informações sobre protestos famosos. Ele curtiu demais.

A Clara tem TEA e às vezes precisa de mais clareza e previsibilidade nas atividades. Com ela, tento usar materiais visuais mais detalhados. Fiz uns infográficos sobre o impacto das tecnologias nas relações políticas e isso ajudou bastante. Também deixo sempre uma rotina visível na sala com os passos da atividade do dia pra ela saber o que esperar. Ah, e outra coisa, ela gosta muito de usar fones de ouvido com músicas instrumentais enquanto faz atividades individuais. Isso ajuda muito na concentração.

Mas nem tudo funciona sempre... Uma vez tentei fazer uma atividade só com vídeos achando que ia engajar geral, mas não deu certo pro Matheus. Ele acabou dispersando demais por conta dos estímulos visuais intensos. Aprendi que preciso dosar melhor essas coisas.

Bom, é isso aí! Espero ter ajudado com essas experiências práticas do dia a dia na sala de aula. É sempre um desafio lidar com as diferentes formas de aprendizado dos meninos, mas também é o que torna nosso trabalho tão interessante, né? Continuamos nessa troca por aqui! Abraços!

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