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EF09HI32História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar mudanças e permanências associadas ao processo de globalização, considerando os argumentos dos movimentos críticos às políticas globais.

A história recenteO fim da Guerra Fria e o processo de globalização Políticas econômicas na América Latina
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09HI32 da BNCC, essa aí é uma peça chave pro pessoal do 9º ano entender o mundo de hoje. Basicamente, a ideia é que o aluno consiga perceber como as coisas mudaram e também como algumas coisas continuam iguais, mesmo com esse processo todo de globalização. E mais importante ainda, a gente quer que eles consigam olhar pra isso de forma crítica, considerando o que os movimentos contrários a essas políticas globais têm a dizer. É tipo entender que a globalização não é só um monte de países se conectando e todo mundo feliz, tem uns perrengues aí no meio.

Pra eu explicar isso pros meninos, primeiro tento ligar com o que eles já sabem lá do ano passado. Tipo, eles já viram sobre a Guerra Fria, entenderam aquela divisão do mundo em blocos, capitalismo de um lado e socialismo do outro. Eles sabem que depois disso o mundo foi ficando cada vez mais interligado. Aí o que eu faço é puxar essa linha do tempo da Guerra Fria até hoje e mostrar como a globalização influenciou e ainda influencia na vida deles. A gente discute muito sobre como coisas como internet, comércio global e cultura pop estão em todo lugar, mas também falamos de desigualdade, exploração de trabalho e essas tretas todas.

Bom, uma das atividades que faço envolve pesquisa de atualidades. Olha só como funciona: divido a turma em duplas e cada dupla pesquisa sobre um tema específico relacionado à globalização. Pode ser a imigração, comércio internacional, tecnologia e até movimentos anti-globalização. Aí eles usam internet, revistas e jornais pra encontrar informações recentes. Dou uma aula inteira só pra pesquisa, geralmente 50 minutos. Depois cada dupla faz um cartaz com as informações principais e apresenta pro resto da turma. Da última vez que fizemos isso, o João e a Ana escolheram falar sobre o impacto das fábricas de roupas na Ásia. Eles acharam uns dados assustadores sobre condições de trabalho lá e trouxeram pra discussão. O legal é ver como eles ficam surpresos quando percebem que tem muita coisa além do que aparece na TV.

Outra atividade que curto fazer é um debate. Ah, os meninos adoram! Eu divido a sala em dois grupos: um grupo vai defender os benefícios da globalização e o outro vai criticar apontando os problemas. Antes do debate em si, a gente dedica uma aula pra eles se prepararem com argumentos. Eu sempre dou umas dicas de sites confiáveis e artigos pra eles lerem. O debate em si leva uma aula inteira também. Eles ficam tão envolvidos que até esquecem do tempo! Da última vez, teve um momento engraçado quando o Pedro ficou tão empolgado defendendo os pontos positivos da globalização que quase convenceu ele mesmo de trocar de lado no meio da discussão! Mas é ótimo porque assim eles aprendem a articular seus pontos de vista de uma forma respeitosa, além de ver os dois lados da moeda.

A terceira atividade é um estudo de caso sobre algum evento ou movimento específico contra as políticas globais. Por exemplo, já fizemos um sobre os protestos contra a OMC em Seattle em 1999. Pra essa atividade eu uso um vídeo documentário curtinho (uns 15 minutos) pra introduzir o assunto pra galera. Depois deixo eles em grupos pequenos pra discutirem as causas dos protestos e se algo mudou desde então. Aí volto com uma roda geral pra eles compartilharem as conclusões deles com o resto da turma. Da última vez que fizemos esse estudo de caso, a Mariana fez uma comparação interessante entre aqueles protestos e alguns movimentos atuais como os que acontecem no Brasil mesmo contra empresas multinacionais.

O engraçado é ver como esses assuntos acendem uma chama neles pra pesquisar mais por conta própria. Depois dessas atividades sempre tem alguém que vem me contar que viu uma notícia na TV ou achou algo na internet relacionado ao que discutimos em sala. E é aí que eu vejo que eles realmente absorveram a ideia principal: entender o passado pra conseguir analisar o presente e pensar num futuro melhor.

É isso aí! Espero ter ajudado com essas ideias práticas pro pessoal aplicar essa habilidade aí na sala de aula. Qualquer dúvida ou outra sugestão de atividade tamo junto!

Pra eu explicar isso de forma que eles peguem mesmo, eu sempre gosto de fazer umas aulas bem dinâmicas, né? Tipo, coloco os meninos pra trabalharem em grupo, discutir bastante, porque assim eles têm que se virar e pensar com a própria cabeça. Aí, quando tô circulando pela sala, dá pra ver quem tá entendendo o bicho da coisa. É engraçado, porque às vezes você percebe que o aluno pegou o conceito quando ele tá explicando pro colega. Teve um dia que a Júlia tava explicando pro Pedro sobre como a globalização afeta o emprego local e ela usou o exemplo do pai dela que trabalha na indústria de calçados. Ela falou algo tipo: "Imagina que as fábricas começaram a ir pra outros países porque lá é mais barato, e aí aqui no Brasil as pessoas começaram a perder emprego." Eu pensei: "Ah, essa garota pegou a ideia!"

Outro dia, eu tava ouvindo o João conversando com a Mariana sobre aquelas marcas famosas que todo mundo usa. Ele falou assim: "Cara, isso é globalização também! Tipo, você tem um tênis igual ao de alguém lá do outro lado do mundo." Quando vejo essas coisas acontecendo, sei que a mensagem tá chegando onde precisa.

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns que a galera comete geralmente são por simplificar demais ou por não conectar os pontos direito. Tipo o Lucas, ele sempre acha que globalização é só coisa boa ou só coisa ruim. Uma vez ele disse: "Ah, professor, globalização é massa porque tem McDonald's em tudo quanto é lugar." Aí tenho que puxar ele de volta e falar: "Lucas, pensa nas indústrias locais que fecham por causa disso." E explicar de novo até ele ver os dois lados da moeda.

E tem também aquela confusão básica entre globalização e americanização. A Bianca fez um trabalho top sobre música e só falou das bandas dos EUA. Daí tive que apontar: "Bianca, tem muita música de outros países que também faz sucesso no mundo todo!" Geralmente quando detecto esses deslizes na hora, eu paro tudo e explico ali mesmo, uso exemplos novos e peço pra eles relembrarem as discussões anteriores.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Olha, cada um tem um jeito diferente de lidar com as aulas. O Matheus tem TDAH e precisa de muita estrutura. Eu tento manter as instruções bem claras e divididas em passos menores pra ele conseguir acompanhar. Também dou um tempo extra quando ele precisa terminar alguma atividade e procuro elogiar bastante quando ele consegue focar por mais tempo. Ah, e uma coisa que ajuda muito são os fidgets, aquelas bolinhas ou cubos com botões pra apertar. Ele costuma usar enquanto assiste minhas explicações e fica mais calmo.

Já a Clara tem TEA e prefere atividades visuais. Então eu sempre preparo uns cartazes ou slides com imagens bem claras e evito locais muito barulhentos ou com muita gente falando ao mesmo tempo pra não sobrecarregá-la. Quando a atividade envolve leitura ou escrita, eu dou textos mais curtos ou resumo as informações em tópicos. Ela também se dá muito bem com quebra-cabeças ou atividades em sequência lógica.

O que não funcionou foi atividades muito abertas ou sem estrutura definida. Uma vez tentei uma roda de debate livre com a turma toda e percebi que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram super perdidos. Aprendi que eles precisam de mais limites e orientações claras nessas horas.

Bom, gente, acho que é isso! Espero ter ajudado com algumas ideias aí pro pessoal que também tá nessa missão de ensinar EF09HI32 pras turmas do 9º ano. É sempre bom compartilhar e ouvir o que vocês têm feito também. Grande abraço!

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