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EF09HI15História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir as motivações que levaram à criação da Organização das Nações Unidas (ONU) no contexto do pós-guerra e os propósitos dessa organização.

Totalitarismos e conflitos mundiaisA Organização das Nações Unidas (ONU) e a questão dos Direitos Humanos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF09HI15 da BNCC na turma do 9º Ano é um desafio interessante, viu? Basicamente, o que a gente quer é que os meninos consigam entender por que a ONU foi criada depois da Segunda Guerra Mundial e quais são os objetivos dela. É sobre fazer eles perceberem como o contexto histórico, cheio de tensão e destruição, levou as nações a buscar um jeito de evitar novas guerras e a promover a paz. E mais, é importante que eles entendam como a ONU está ligada aos direitos humanos, que é algo que a gente já começou a ver no 8º Ano quando falamos sobre as atrocidades cometidas durante os regimes totalitários.

Então, na prática, essa habilidade significa que o aluno precisa ser capaz de discutir e até mesmo argumentar sobre essas motivações e propósitos. Eles têm que conseguir conectar os fatos históricos com as ideias de paz e direitos humanos. A gente parte do princípio que eles já têm uma base sobre o que foi a Segunda Guerra Mundial e o impacto dela. A ideia é aprofundar essa discussão, fazendo eles pensarem nas consequências dessas guerras e na necessidade de criar uma organização internacional como a ONU.

Agora, deixa eu contar como eu coloco isso em prática lá na sala. Primeiro, gosto de começar com uma atividade bem simples pra aquecer os motores: uso uma linha do tempo visual. Pego aquela cartolina básica, sabe? Peço pra galera dividir em grupos de quatro ou cinco alunos. Dou uns 40 minutos pra eles pesquisarem e organizarem eventos chave do final da Segunda Guerra até a criação da ONU. O legal é ver como cada grupo destaca eventos diferentes como importantes. Teve uma vez que o Pedro e a Júlia ficaram numa discussão super animada sobre qual evento era mais relevante, se era o julgamento de Nuremberg ou o lançamento das bombas atômicas no Japão. E é isso que eu quero, que eles questionem e discutam entre eles.

Depois dessa introdução, passo pra uma atividade que sempre gera boas conversas: análise de documentos históricos. Trago cópias do preâmbulo da Carta da ONU e também alguns trechos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Divido a turma em duplas dessa vez, porque eu quero que cada um possa participar mais ativamente. Dou uns 50 minutos pra eles lerem e destacarem pontos que acham importantes ou curiosos. Uma coisa bacana que já aconteceu foi quando a Mariana notou como os textos insistem na ideia de evitar guerras futuras e promover cooperação internacional. Ela até comparou com algumas situações atuais, o que deixou a turma toda pensando.

Aí, pra fechar com chave de ouro, faço uma espécie de debate simulado. Divido a turma em dois grupos: um vai defender a importância da ONU no contexto histórico e atual enquanto o outro vai apresentar críticas à eficácia dela. Dou um tempo pra eles se prepararem, uns 20 minutos devem bastar. Depois disso, cada grupo faz suas apresentações com direito a réplicas e tréplicas. A última vez que fizemos isso teve um momento hilário quando o Lucas, muito empolgado em defender seu ponto, usou um exemplo totalmente fora do contexto sobre campeonatos de futebol internacionais pra falar de cooperação – foi ótimo pra descontrair!

Essas atividades não só ajudam os alunos a entenderem melhor a criação da ONU como também desenvolvem habilidades essenciais como pesquisa, análise crítica e argumentação. E o melhor é ver como eles conseguem traçar paralelos entre o passado e o presente, questionando como essas instituições impactam nosso mundo hoje.

E é isso! Sempre terminamos com uma reflexão em sala sobre o papel das organizações internacionais nos dias atuais – não raro alguém sai com mais perguntas do que respostas, mas esse é justamente o objetivo: fazer eles pensarem além do conteúdo dos livros didáticos. Enfim, espero ter dado uma ideia clara de como trabalho essa habilidade na sala de aula. E aí? Como vocês estão abordando esse tema nas suas turmas? Tô curioso pra ouvir as experiências de vocês também!

Olha, vou te contar que perceber que um aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é uma arte, viu? Durante as aulas, especialmente quando estou circulando pela sala, é no jeito deles trocarem ideia que a gente saca a coisa. Tipo, tem uma hora que você vê os olhinhos brilhando, sabe? Outro dia, eu tava observando o Pedro conversando com a Ana sobre a ONU. Ele estava explicando pra ela como a criação da ONU foi uma tentativa de unir o mundo após as barbaridades da Segunda Guerra Mundial. Ele usou palavras dele mesmo, mas dava pra ver que tinha entendido que era mais do que só um monte de países se juntando, tinha a ver com o sonho de paz e direitos humanos. Quando vejo um aluno ensinando o outro com esse entendimento todo, sei que a mensagem chegou lá.

Aí, também gosto de ficar de olho quando eles estão fazendo aqueles trabalhos em grupo. São nessas horas que as pérolas aparecem. Lembro do Rafael falando pro grupo dele sobre como a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi um marco e como até hoje é relevante nas discussões sobre direitos. O interessante é perceber como ele fez essa ligação com coisas atuais, tipo as notícias que ele lê no celular. Quando eles começam a puxar essas ligações, sinto que tô no caminho certo.

Mas nem tudo são flores! Os erros mais comuns aparecem igual pipoca estourando. Um dos erros mais frequentes é confundir a criação da ONU com outras organizações internacionais, tipo a OTAN. O Lucas e a Mariana, esses dias mesmo, estavam discutindo sobre isso e vi que eles estavam misturando as bolas. Estavam achando que a ONU tinha um foco militar e eu tive que parar tudo pra explicar de novo que a ONU busca paz e mediação, enquanto a OTAN é mais uma aliança militar. Esses erros acontecem porque às vezes eles não conseguem separar direito na cabeça o papel de cada organização no contexto histórico.

Quando percebo esses deslizes na hora, tento corrigir ali mesmo. Paro a atividade ou aquela conversa e falo: "Pera aí, gente, vamos acertar isso aqui." Explico de novo, às vezes trazendo exemplos mais visuais ou notícias recentes pra fazer eles se localizarem melhor. A gente desenrola na base do diálogo e da paciência.

Agora, sobre o Matheus e a Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, é uma outra história. Com o Matheus tenho que fazer algumas adaptações pra manter a atenção dele. Coisa simples às vezes já ajuda muito: deixar ele sentado mais próximo de mim pra eu poder dar aquele toque quando vejo que ele tá dispersando ou usar fichas coloridas durante as atividades pra dar uma quebra na monotonia das aulas tradicionais.

Já com a Clara, faço uso de materiais visuais mais organizados e previsíveis. A rotina precisa ser um pouco mais estruturada pra ela se sentir confortável. Pra ela, funcionam bem aqueles quadros com os passos bem definidos e uso cartões com símbolos pras atividades do dia. Já tentei usar uns jogos mais interativos tipo quizzes online com ela, mas não funcionou muito bem porque tirou ela da zona de conforto em relação à previsibilidade.

No fim das contas, o segredo com esses meninos tá em ajustarmos conforme vamos percebendo suas reações. É tipo cozinhar sem receita fixa: vai adicionando ingredientes de acordo com o gosto! Cada aluno é um universo diferente e a gente precisa estar pronto pra ir explorando junto com eles.

Bom gente, acho que por hoje é isso! Espero ter conseguido passar um pouquinho de como tem sido minha experiência aí com essa habilidade desafiadora do 9º ano. Se alguém tiver dicas ou quiser trocar mais ideia sobre esses casos especiais na sala ou estratégias diferentes, tô por aqui sempre! Abração!

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