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EF09HI14História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Caracterizar e discutir as dinâmicas do colonialismo no continente africano e asiático e as lógicas de resistência das populações locais diante das questões internacionais.

Totalitarismos e conflitos mundiaisO colonialismo na África As guerras mundiais, a crise do colonialismo e o advento dos nacionalismos africanos e asiáticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, essa habilidade EF09HI14 da BNCC é meio complicadinha de cara, mas quando a gente desmembra pra sala de aula, fica mais fácil de entender. Basicamente, o que a gente quer é que os alunos percebam como o colonialismo foi um processo bem complexo na África e na Ásia. Não é só falar que um país europeu foi lá e dominou e pronto. Tem toda uma dinâmica social, econômica e até cultural envolvida. Os alunos precisam entender quais eram as motivações dos colonizadores, mas também como as populações locais lidaram com isso. É uma mistura de opressão e resistência que gera discussões super ricas.

Então, quando os meninos vêm do 8º ano, eles já têm uma noção básica do que foi o colonialismo com a América Latina, aí dá pra eles relacionarem e começarem a ver as diferenças e semelhanças com outras partes do mundo. É tipo ampliar o horizonte. E uma coisa legal é fazer eles perceberem que mesmo diante da opressão, as populações locais tinham suas formas de resistência, seja em movimentos armados ou em práticas culturais e sociais.

Vamos às atividades que faço em sala pra trabalhar essa habilidade. A primeira delas é um debate encenado. Eu divido a turma em dois grandes grupos: os colonizadores e os colonizados. Dou pra eles um tempo pra pesquisarem usando material simples mesmo — livros didáticos que já trabalham isso ou algum vídeo curto no YouTube que traga uma visão geral do contexto. Costumo separar uma aula inteira pra essa preparação e mais uma aula inteira pro debate mesmo. É interessante ver como os meninos se empolgam na hora de defender seus lados. O Vinícius, por exemplo, da última vez, tava todo sério defendendo o lado dos colonizados. Ele trouxe uns argumentos muito bons sobre a resistência cultural, coisa que ele ouviu num documentário. Deu até orgulho de ver ele tão envolvido.

Outra atividade que faço é o estudo de casos específicos. Escolho umas três ou quatro situações históricas onde o colonialismo teve impactos bem distintos, tipo a colonização britânica na Índia ou o belga no Congo. Cada grupo recebe um caso pra estudar e apresentar pro restante da turma. Uso material impresso — tipo xerox mesmo — com textos curtos e mapas que mostram as regiões afetadas. Em uma aula eles estudam e na outra apresentam. Isso ajuda a galera a perceber que apesar do conceito geral de colonialismo ser o mesmo, ele se manifestou de formas bem diferentes dependendo do lugar. A última vez que fizemos isso, a Ana Clara ficou tão interessada no assunto da Índia que pediu sugestão de livros pra ler em casa!

E pra fechar o pacote, gosto de assistir um filme ou documentário com eles sobre o tema. A gente já assistiu “Diamante de Sangue” pra falar sobre conflitos africanos ligados ao colonialismo econômico e os reflexos disso até hoje. Levo uns dois encontros de aula: num dia assistimos ao filme inteiro (sempre faço umas pausas pra explicar umas partes), e no outro dia discutimos em roda as impressões deles sobre o que viram. Eles ficam sempre muito chocados com questões que pareciam distantes da nossa realidade aqui no Brasil. O João Pedro ficou super impactado com as cenas mais pesadas e começou a questionar como é possível ainda existir exploração assim hoje em dia.

Essas atividades são maneiras de não só informar os alunos, mas também despertar neles esse olhar crítico sobre o mundo em que vivem. Eles começam a perceber que muita coisa do passado ainda reverbera no presente. Tudo isso acaba rendendo umas boas discussões em sala — às vezes até extrapola o tempo da aula quando a galera se empolga.

E é assim que vou trabalhando essa habilidade aí no 9º ano, sempre tentando ligar o conhecimento histórico com algo palpável pro aluno. Acho essencial fazer eles se colocarem no lugar dos outros, entenderem realidades diferentes das nossas aqui no Brasil... e quem sabe despertar neles o desejo de fazer alguma diferença no mundo um dia.

Bom, galera, era isso! Espero ter ajudado quem tá precisando destrinchar essa habilidade aí na sala de aula! Até mais!

Aí, gente, uma coisa que eu sempre faço pra ver se a galera realmente entendeu a EF09HI14 sem precisar daquela prova formal é circular bastante pela sala enquanto eles estão em atividade. Tipo assim, quando rola uma discussão em grupo ou eles tão fazendo um trabalho, eu fico meio mosca na sopa, só ouvindo as conversas. É interessante como dá pra sacar quem tá realmente entendendo o assunto quando um aluno começa a explicar pro outro com as próprias palavras, sabe?

Teve um dia que o João tava explicando pra Maria sobre como a colonização na Índia não foi só uma coisa econômica, mas também cultural e religiosa. Ele falava de um jeito tão natural e com exemplos próprios que dava pra ver que ele tinha pegado o lance. E ele ainda usou umas analogias do nosso dia a dia que ficaram muito boas. Quando um aluno consegue fazer isso, é certeza que entendeu mesmo.

Outra coisa que eu noto é nas perguntas que eles fazem. Às vezes, as dúvidas deles já mostram um nível de entendimento mais profundo. Tipo quando a Ana perguntou se as práticas culturais dos colonizadores ainda influenciam os países hoje. Dá pra ver que ela tá ligada no impacto de longo prazo e não só na época da colonização.

Agora, os erros mais comuns... Bom, aí tem muitos! Um erro que eu vejo muito é o pessoal achar que colonialismo acabou e pronto, tudo voltou ao normal. O Marcos outro dia falou algo assim: "Ah, depois da independência ficou tudo igual como era antes". Aí eu tenho que explicar e mostrar com exemplos bem concretos como as estruturas sociais e econômicas muitas vezes continuam influenciadas pelo passado colonial.

Também tem aqueles que confundem o colonialismo com escravidão simplesmente. Claro que tem relação, mas não é só isso. A Sofia fez essa confusão numa apresentação e eu aproveitei a deixa pra explicar como são dois processos históricos diferentes, com causas e consequências próprias, mas que às vezes se entrelaçam.

Quando pego esses erros na hora, principalmente se tô circulando pela sala ou num debate em aula, eu paro tudo e faço uma mini aula rapidinha ali mesmo. Tento trazer exemplos concretos ou algo visual pra ajudar.

Sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, sempre dou um jeito de adaptar as atividades pra eles. Com o Matheus, por exemplo, eu deixo ele levantar mais vezes durante a aula ou faço atividades que são mais curtas e variadas pra manter a atenção dele. Uma coisa que funciona bem é o uso de mapas mentais ou esquemas visuais porque ele consegue se organizar melhor assim.

Já com a Clara é um pouco diferente. Ela gosta de seguir uma rotina e não curte muito mudanças bruscas. Então sempre aviso antes quando vai ter algo diferente ou uma atividade prática. E também deixo ela usar fones de ouvido durante atividades em grupo quando o barulho tá demais, isso ajuda ela a focar.

Teve uma atividade em que a galera tinha que fazer uma encenação rápida sobre um evento histórico do colonialismo. Pra ela, isso foi meio complicado no começo porque ela não gosta de se expor muito assim. Então deixei ela criar os cartazes e os cenários enquanto os outros atuavam. Ela ficou super feliz de estar contribuindo sem ter que sair tanto da zona de conforto.

Já tentei usar jogos de tabuleiro educativos com eles também, mas percebi que pro Matheus às vezes não rola porque ele se empolga demais com o jogo e perde o foco no conteúdo. Então com ele eu prefiro aplicativos educativos no tablet, onde ele pode ir no ritmo dele.

Em resumo, acho que o segredo é mesmo estar atento ao dia a dia da sala de aula. Escutar mais do que falar às vezes ajuda a gente a perceber onde tá pegando pra cada aluno. E claro, adaptar o que for possível pra incluir todo mundo da melhor forma.

Bom, gente, vou ficando por aqui agora. Espero ter ajudado alguém aí com essas dicas do cotidiano na sala. Qualquer coisa tô por aqui no fórum. Abraço!

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