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EF06HI09História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição ocidental, assim como os impactos sobre outras sociedades e culturas.

A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedadesO Ocidente Clássico: aspectos da cultura na Grécia e em Roma
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06HI09 da BNCC, eu entendo que estamos levando os meninos a mergulhar de cabeça na Antiguidade Clássica, né? É tipo quando a gente quer que eles não só leiam sobre Roma e Grécia nos livros de história, mas que realmente entendam como essas civilizações influenciaram o mundo todo, inclusive nós hoje em dia. E mais do que isso, a ideia é fazer eles perceberem que enquanto Roma e Grécia tavam lá construindo seus impérios, outras sociedades também estavam se desenvolvendo, com suas próprias culturas e tradições. Ou seja, é mostrar que o mundo sempre foi um lugar cheio de trocas e influências mútuas.

A turma do 6º ano já chega com alguma noção de civilizações antigas porque no 5º ano eles falam de Egito, Mesopotâmia e tal. Então eu começo tentando fazer uma conexão com o que eles já sabem. Pergunto coisas simples tipo "Alguém lembra dos faraós?" ou "O que vocês acham que mudou quando começamos a falar de Roma e Grécia?". Isso ajuda a situar as coisas e abrir espaço pra novas discussões.

Uma das atividades que faço é bem simples: eu levo imagens pra sala, tipo aquelas gravuras clássicas de estátuas gregas, gladiadores romanos e também de outras culturas contemporâneas, tipo os maias ou chineses da época. Aí eu divido a turma em grupos, com umas 4 ou 5 crianças cada. Cada grupo recebe um conjunto de imagens e eles têm que discutir entre eles o que acham que cada imagem representa. Isso dura uns 20 minutos mais ou menos. Olha, é legal demais ver como eles reagem! Tem uns que já saem falando como se fossem especialistas, tipo a Ana Luiza, que sempre tem um ponto de vista interessante sobre tudo. Outras vezes as discussões são engraçadas porque às vezes os meninos misturam tudo e inventam uma história nova.

Outra coisa que dá certo é fazer um teatro improvisado na sala. Eu dou um cenário básico pra eles – digamos, uma cena num mercado romano – e deixo eles criarem as falas. Essa atividade toma quase uma aula inteira, tipo uns 40 minutos, porque depois das apresentações a gente ainda conversa sobre o que cada grupo mostrou. O teatro ajuda muito na questão do impacto cultural, porque além de ser divertido e relaxar o ambiente, faz os alunos pensarem como seria viver naquela época. Da última vez que fizemos isso, o Pedro teve uma ideia genial de incluir um personagem estrangeiro no meio do mercado, provocando trocas culturais ali mesmo na encenação. Foi incrível ver como eles entenderam o conceito na prática.

E tem também aquela atividade clássica de comparar as sociedades da Antiguidade Clássica com outros lugares do mundo na mesma época. Aqui uso um mapa-múndi bem grande que fica colado na parede da sala. A gente vai marcando as regiões enquanto discutimos. Cada grupo recebe uma folha com informações sobre uma civilização diferente e depois compartilham com a turma. Essa atividade leva duas aulas pelo menos porque na primeira a gente pesquisa e discute nos grupos e na segunda fazemos as apresentações. Na última vez, o Lucas descobriu umas curiosidades sobre os maias que ninguém sabia e ficou todo animado em contar pra galera.

É interessante ver como essas atividades ajudam os alunos a entenderem melhor essa conexão entre diferentes culturas e épocas. Dá pra perceber pelo brilho nos olhos deles quando fazem as descobertas ou entendem alguma coisa nova. E por mais que no início alguns fiquem meio perdidos ou achando que é difícil demais, depois acabam se envolvendo e participando bastante.

Isso aí é só um resumo do que faço com a galera do 6º ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Acho importante renovar sempre as atividades pra manter o interesse deles aceso e buscar novas formas de conectar esse conteúdo com a realidade deles hoje em dia. Porque afinal, é isso que faz tudo valer a pena quando estamos em sala de aula.

E aí? Como vocês trabalham essa habilidade nas suas turmas? Tô curioso pra saber!

Olha, a gente percebe que um aluno aprendeu de verdade quando ele começa a fazer conexões que não fazia antes. Às vezes, tô ali andando pela sala, só escutando as conversas, e vejo a Ana Clara explicando pro João que os romanos tinham um sistema de saneamento incrível para a época deles. Aí o João vira e diz "Ah, então é tipo como hoje a gente não vive sem água encanada, né?". Nesses momentos, você sente que eles tão conectando os pontos, sabe? E tem também aquele instante mágico quando um aluno ajuda o outro porque entendeu o assunto: tipo o Pedro que explica pra Julia como os gregos tinham suas próprias cidades-estados e isso é diferente de um país hoje. Quando você vê um aluno ensinando o outro, você tem certeza de que aquele ali entendeu.

Agora, nem tudo são flores e sempre rolam uns erros. Um erro comum que vejo com os meninos é confundir mitologia grega com fatos históricos. O Lucas, por exemplo, veio me perguntar se o Héracles realmente existiu e fez todos aqueles trabalhos. É confuso mesmo pra eles no começo, porque é tudo contado de uma forma tão vivida. Aí eu paro e explico que mitologia é tipo as histórias em quadrinhos de hoje: não são reais, mas têm lições importantes. Outra dificuldade é entender como as datas antigas funcionam. A Marina uma vez me mostrou um trabalho onde ela misturava séculos como se não houvesse diferença entre o século V a.C. e o século V d.C.. Então eu tento sempre reforçar a importância das linhas do tempo pra eles visualizarem melhor essa questão de datas.

Quando eu pego esses erros na hora, eu paro tudo e tento explicar de novo de uma forma diferente ou uso um exemplo novo. Por exemplo, com a questão das datas, eu peguei uma linha do tempo gigante e fizemos juntos no chão da sala com fita adesiva. A participação deles ajuda muito porque aí eles tão ali medindo, cortando, colando... facilita muito a visualização.

E aí vem a parte dos desafios pra atender todo mundo — especialmente quando tem alunos com necessidades específicas na sala. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com o Matheus, eu tento tornar tudo mais dinâmico. Ele precisa das coisas rápidas e envolventes, então uso vários vídeos curtos pra introduzir os temas antes de entrar no material escrito ou nas atividades mais longas. E pra ele não se perder nas tarefas escritas, dou instruções bem específicas e fragmentadas. Se eu disser "faz o exercício 1", ele fica tranquilo e focado, mas se eu der um bloco grande de tarefas ele se perde.

Com a Clara, eu adapto as atividades para serem mais visuais e previsíveis. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer e em qual ordem, então faço cronogramas visuais com imagens pra cada etapa da aula. Já tentamos usar fones com música para ajudar ela a focar durante as atividades em que todos falam ao mesmo tempo, mas não deu certo porque ela se distraía ainda mais com a música. Já usar materiais sensoriais funciona bem — tipo massinha enquanto escuta uma história ou papel texturizado para desenhar sobre o que aprendeu.

É essencial dar escolhas pra eles — tipo escolher entre três temas qual quer pesquisar mais a fundo. Isso dá autonomia e engajamento tanto pro Matheus quanto pra Clara.

Bom, galera, esse é o panorama geral das minhas experiências com essa habilidade em sala de aula. Acho que cada aluno aprende do seu jeito e nosso papel é ser aquele guia que ajuda eles a encontrar esse caminho único na aprendizagem. E aí? Como vocês lidam com esses desafios em sala? Me contem!

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