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EF06HI03História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação.

História: tempo, espaço e formas de registrosAs origens da humanidade, seus deslocamentos e os processos de sedentarização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF06HI03 da BNCC, o que eu entendo é que os meninos precisam conseguir entender como a gente surgiu nesse mundão e o que isso tem a ver com as histórias que as culturas contavam. Não é só sobre decorar que vieram de tal lugar, mas sim perceber que tem várias teorias, como as científicas e os mitos de criação, e cada uma dessas formas de contar tem suas razões e significados. Isso tudo vem do sexto ano, mas eles já tiveram um gostinho lá no quinto ano, quando começamos a falar sobre história e cultura em geral.

Eu sempre explico pros alunos que, antes dos livros e das pesquisas científicas, os povos tinham suas histórias pra explicar o mundo. Tipo assim: os mitos de criação são como aquelas histórias que você ouve na família sobre como e por que as coisas são como são. A diferença é que agora a gente também olha para as explicações científicas, como a teoria da evolução. Então, o aluno precisa conseguir olhar pra essas duas formas e entender por que elas existem e o que significam para as pessoas.

A primeira atividade que eu faço é bem simples, mas acho muito eficaz. Eu divido a turma em grupos e dou pra cada grupo um texto curto sobre uma hipótese científica do surgimento da humanidade e um mito de criação. Os materiais são geralmente impressões de trechos selecionados de livros didáticos ou mesmo artigos simplificados da internet. Cada grupo tem uns 10 minutos pra ler e depois eles têm que apresentar para a sala o que leram. A galera até gosta dessa parte porque é quando rola uma troca de ideias. Da última vez, o João ficou fascinado com a historia do mito do povo maia sobre os humanos feitos de milho. Ele até perguntou se ainda existem pessoas que acreditam nisso hoje em dia. E eu falei que sim, que essas histórias fazem parte da identidade cultural de muitos povos.

Depois disso, faço uma atividade prática com mapas. Damos uma olhada nos mapas antigos e modernos, comparando onde os fósseis humanos foram encontrados com os locais mencionados nos mitos. Aí usamos mapas impressos ou mesmo projetados na lousa digital (quando tá funcionando!). Leva uns 20 minutos no total. Os alunos reagem bem porque eles gostam desse negócio de mapas, é visual e ajuda a conectar os pontos na cabeça deles. Uma vez, a Maria levantou uma questão interessante sobre por que certos locais parecem ser mais mencionados nos mitos de várias culturas e conectou isso com as rotas migratórias dos primeiros humanos. Foi bem legal ver como eles começam a fazer essas conexões sozinhos.

Por fim, fazemos um debate na sala. Eu escolho dois ou três alunos pra serem mediadores e dividir a turma em dois lados: um que defende as explicações científicas e outro os mitos de criação. O material aqui são só as ideias deles mesmos e o que discutimos nas aulas anteriores. Eles têm uns 15 minutos para se preparar em grupo e depois cada lado apresenta seus argumentos. É sempre interessante porque muitos acabam misturando as coisas e percebem que podem coexistir várias formas de ver o mundo. Na última vez, o Lucas argumentou que os mitos não são "errados", mas sim formas diferentes de entender uma realidade complexa. Isso gerou uma discussão muito boa.

Uma coisa engraçada aconteceu nessa última atividade: enquanto se preparavam, a Ana começou a rir sozinha porque tinha percebido como algumas ideias científicas também parecem “fantasiosas” se você não entende a lógica por trás delas. Ela percebeu isso quando tentava explicar para o grupo dela sobre a evolução dos primatas até os humanos modernos.

Enfim, acho que é assim que esse tema se torna mais real e significativo para eles: conectando ideias abstratas ao cotidiano deles. No começo, eles ficam meio perdidos, mas depois você vê aquele momento "eureka" nos olhos deles. E é isso que vale a pena no final das contas! Se alguém aí tiver outras ideias ou sugestões de atividades pra essa habilidade, tô sempre aberto pra ouvir! Até mais!

Eu sempre explico pros alunos que, antes do que a gente chama de História com H maiúsculo, existia uma baita diversidade de formas de contar e entender o mundo. E o que eu mais gosto de fazer é dar aquelas atividades em grupo, sabe? Tipo um quebra-cabeça de mitos de criação de diferentes culturas. Aí, quando tô circulando pela sala, é interessante ver como eles se puxam pra entender. Enquanto eu passo de mesa em mesa, dá pra perceber super bem quando o aluno realmente entendeu alguma coisa. Tipo aquela vez que o João tava explicando pro Miguel o mito da criação do mundo dos maias, e ele soltou: “Cara, é como se a gente tivesse um monte de versões diferentes da mesma história”. Aí eu pensei: “Ah, esse João pegou a ideia central”.

Outra coisa que eu faço é prestar atenção nas conversas entre eles. Às vezes, quando eu vejo a Maria e a Ana discutindo animadamente sobre por que os egípcios acreditavam em várias divindades e como isso é diferente do que acreditamos hoje, dá pra ver que elas estão realmente mastigando o conteúdo.

O engraçado é que tem alunos que aprendem mais quando estão ensinando. Esse dia eu vi o Pedro explicando pra Júlia sobre as teorias científicas da origem do homem e ele fez um paralelo com um desenho que eles assistem, aí ela deu uma risada e falou: “Agora sim eu entendi”. Essas sacadas valem mais do que qualquer prova.

Mas nem tudo são flores, né? Tem uns erros clássicos que a galera comete nesse conteúdo. Tipo a Letícia. Ela vive confundindo conceitos, às vezes misturando mitos com teorias científicas. Uma vez ela disse que Darwin acreditava que os humanos vieram do barro porque leu isso em algum mito de criação. Aí tive que sentar com ela e explicar direitinho, mostrando onde cada ideia se encaixa no quebra-cabeça da história.

E tem também o erro do Rodrigo, que adora simplificar tudo. Ele uma vez falou no meio da aula: “Professor, então todos os povos têm o mesmo começo?”. Eu expliquei pra ele que, apesar de existirem semelhanças nos mitos de criação das culturas ao redor do mundo, cada uma tem suas particularidades e razões diferentes por trás disso.

Agora, quando a gente fala do Matheus com TDAH e da Clara com TEA, as coisas precisam ser um pouco diferentes. Eu sei que eles têm formas distintas de processar as informações e se manter envolvidos na aula. Pro Matheus, eu tento fazer atividades mais curtas e dinâmicas. Divido a tarefa maior em partes menores pra ele não perder o foco facilmente. Eu percebi que usar material visual ajuda muito ele também. Uma vez fiz um mapa mental colorido dos mitos de criação e as ligações entre eles. Nossa! Ele adorou e até conseguiu explicar pros colegas!

Já com a Clara, a situação é outra. Ela é super interessada mas precisa de rotinas claras e previsíveis. Então eu sempre aviso antes se vamos fazer algo diferente na aula. Uso cartões visuais com passos do que vamos fazer durante o dia. Outra coisa que funciona bem pra ela é dar um tempo extra nas atividades porque ela gosta de processar as informações com calma. Teve uma vez que ela me surpreendeu comentando sobre como algumas culturas têm semelhanças nos seus mitos mesmo vivendo tão longe umas das outras.

Mas nem tudo funciona sempre! Tentei uma vez misturar grupos pensando em integração social pro Matheus e Clara juntos e foi meio caótico. O Matheus ficou disperso demais e a Clara perdeu o foco por causa da bagunça. Aprendi que em alguns momentos é melhor trabalhar individualmente ou com grupos bem pequenos.

Bom, pessoal, acho que consegui compartilhar um pouco do meu dia a dia aqui com vocês sobre essa habilidade do sexto ano. É um desafio constante entender essas mentes jovens e tão diversas! Mas também é extremamente gratificante ver quando eles mostram aquele brilho nos olhos de quem entendeu algo grandioso sobre nosso passado.

E vocês aí? Como lidam com essas nuances no dia a dia das aulas? Me contem! Vamos nessa troca boa! Até mais!

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