Voltar para História Ano
EF06HI05História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos de sociedade, com destaque para os povos indígenas originários e povos africanos, e discutir a natureza e a lógica das transformações ocorridas.

História: tempo, espaço e formas de registrosAs origens da humanidade, seus deslocamentos e os processos de sedentarização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06HI05 da BNCC é uma daquelas que parece complicadinha no papel, mas quando a gente leva pra sala de aula, dá pra fazer de um jeito bem interessante e até divertido pros meninos. Basicamente, o que eu entendo é que a gente precisa mostrar pras crianças como diferentes sociedades, tipo os povos indígenas e africanos, modificaram a natureza e a paisagem onde viviam. E não é só mostrar o "como", mas também entender o "porquê" dessas mudanças. A ideia é que eles percebam que essas transformações não foram aleatórias, mas têm a ver com as necessidades e a maneira de viver de cada povo.

Então, o aluno precisa conseguir olhar pra uma paisagem e pensar: "Por que será que isso aqui tá assim hoje? Quem passou por aqui antes?" Por exemplo, eles têm que entender que uma área de plantação hoje pode ter sido assim há muito tempo porque lá atrás os indígenas começaram a plantar ali. A habilidade também pede pra relacionar com o que os meninos já sabem de anos anteriores sobre geografia e história. No quinto ano, eles já têm uma boa noção de mapas e como os povos se deslocam, então é puxar esse fio e ir tecendo mais informações.

Agora, falando das atividades em si, eu gosto de fazer coisas bem práticas. Uma das atividades que sempre rola legal é a "Linha do Tempo das Paisagens". Pros materiais, só preciso de cartolina, canetinhas e aquelas revistas velhas pra recortar. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Peço pra cada grupo escolher um tipo de sociedade: indígena ou africana. Eles têm que pesquisar em livros ou até perguntar pros pais sobre modificações na natureza feitas por esses povos. Depois, montam uma linha do tempo com imagens recortadas das revistas mostrando essas transformações ao longo do tempo. Isso leva umas duas aulas inteiras. Da última vez que fizemos, o João tava super empolgado porque descobriu que perto da casa dele tem um morro que era caminho dos tropeiros. No fim, eles apresentam o trabalho e discutimos em roda as diferenças nas linhas do tempo dos grupos.

Outra atividade que eu adoro fazer é a "Trilha da Transformação". Aqui, eu uso fotos grandes (imprimo na escola mesmo) de várias paisagens modificadas por sociedades diferentes. Espalho essas fotos pelo pátio ou pela sala se estiver chovendo. A galera anda pela "trilha" e vai anotando as impressões num caderno. Eles têm que adivinhar quem modificou cada paisagem e porquê. Depois sentamos e discutimos as respostas. Isso dá pra fazer numa aula só. Lembro da última vez que fizemos essa atividade: a Ana ficou intrigada com uma foto de uma plantação em terraços (tipo aquelas de arroz na Ásia) e começou a discutir com o Lucas sobre como aquilo podia ser na África também. Esses debates são ótimos!

Uma terceira atividade é mais introspectiva, chamo de "Cartas do Futuro". Peço pros alunos escreverem uma carta imaginando como seria o mundo se hoje ainda praticássemos as mesmas técnicas dos povos antigos na nossa região. Que tipo de transformações naturais teríamos? Usam folhas simples de sulfite pra isso. Essa atividade faz eles realmente pensarem nas consequências dessas práticas antigas no nosso ambiente atual. Dou uma aula inteira para eles escreverem e depois leio algumas cartas em voz alta na próxima aula (sempre peço permissão antes). Da última vez, o Pedro escreveu sobre um mundo onde só existiam casas feitas de barro porque os indígenas mantinham essa prática – foi tão criativo que rendeu uma boa discussão.

Os alunos geralmente reagem bem a essas atividades porque não ficam só ouvindo teoria; eles interagem, pesquisam, discutem – e é aí que o aprendizado fixa mais. Acho importante trazer essa habilidade pra vida real deles porque senão fica parecendo coisa distante demais, né? Quando eles entendem que os lugares onde vivem hoje foram moldados por várias mãos ao longo do tempo, isso abre um mundo novo de compreensão.

Bom, essas são algumas maneiras como tento trabalhar essa habilidade com os meninos do sexto ano aqui em Goiânia. Claro que sempre tem espaço pra inventar mais coisas ou mudar caso alguma ideia não funcione tão bem quanto esperado. Mas no geral, ver a compreensão deles crescendo ao longo do ano é muito gratificante! Se alguém tiver outras ideias ou sugestões, tô sempre aberto pra trocar figurinhas!

Então, pra perceber que os meninos aprenderam essa habilidade sem aplicar prova formal, eu fico bem atento durante as aulas, principalmente naquela hora que a gente circula pela sala. Sabe quando a gente vai de mesa em mesa, ouvindo o que eles estão discutindo? Pois é, ali eu consigo captar muita coisa. Um dia tava passando por perto do João e da Maria, e eles estavam conversando sobre como os povos indígenas usavam o fogo pra limpar áreas pra plantio. A Maria tava explicando pro João que isso não era só pra plantar, mas também uma forma de manejar a terra e evitar pragas. Ali eu pensei: "Maria entendeu o recado".

Outra coisa que faço é prestar atenção quando eles explicam pros colegas. Tipo assim, se um aluno consegue explicar o conceito pra outro, é porque tá entendendo mesmo. Teve uma vez que o Lucas tava tendo dificuldade, e a Sofia chegou pra ajudar. Ela falou algo como: "Lucas, pensa que o jeito que os africanos faziam as plantações não era só por querer plantar qualquer coisa, mas porque eles tinham que adaptar ao tipo de solo e ao clima". Quando ouvi isso, vi que a Sofia tava com a ideia bem clara.

Agora, falando dos erros mais comuns, vejo muito aluno confundindo adaptação ao meio com transformação do meio. Tipo, teve uma vez que a Ana confundiu quando os povos indígenas adaptavam suas casas ao ambiente com quando modificavam o solo pro cultivo. Ela achava que tudo era adaptação. Isso acontece porque às vezes eles pensam que qualquer mudança é só se encaixar ao lugar, mas na verdade tem muito de alterar pra tirar proveito. Quando pego esse erro na hora, geralmente dou exemplos concretos: "Ana, adaptar é tipo você usar uma roupa mais leve porque tá calor. Transformar é você mudar o ambiente pra ficar mais fresquinho". Aí tento fazer eles refletirem sobre isso durante as atividades.

E tem também aquele erro básico de generalizar demais. O Pedro achou que todos os povos africanos plantavam do mesmo jeito em qualquer lugar da África. Aí tive que explicar que cada povo tinha suas técnicas dependendo onde estavam e com o que contavam. Nesses casos, eu trago mapas ou imagens na hora e mostro as diferenças de terreno e clima pra eles visualizarem melhor.

Agora sobre o Matheus e a Clara... Bom, com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso ser bem estratégico nas atividades. Ele se distrai fácil, então sempre dou tarefas mais curtas e divido em etapas. Em vez de pedir um texto longo, peço pequenos parágrafos com algumas perguntas chave pra ele responder sobre o conteúdo. Uso também material visual bem colorido e chamativo pra prender a atenção dele. Funciona bem usar vídeos curtos também.

Já com a Clara, que tem TEA, é tudo sobre rotina e previsibilidade. Eu sempre aviso ela dos passos da atividade antes de começar e procuro usar material mais tátil ou com imagens claras. Uma vez fiz uma atividade em grupo e percebi que ela ficou perdida, então agora deixo sempre um roteiro impresso do trabalho pra ela acompanhar sozinha ou com um colega de confiança.

E não posso esquecer do tempo! Pro Matheus funciona melhor atividades mais dinâmicas e interativas, enquanto a Clara precisa de mais tempo pra se organizar e responder no próprio ritmo. A gente vai ajustando pra cada um na medida do possível.

Olha, não vou mentir... às vezes essas adaptações dão um trabalho danado, mas quando vejo o progresso deles e dos outros alunos também, tudo vale a pena. A educação inclusiva é um desafio diário, mas também ensina muito pra gente.

Bom pessoal, acho que é isso! Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências com esses desafios também, tô por aqui! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF06HI05 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.