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EF06HI08História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos, sociais e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas de diversas regiões brasileiras.

A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedadesPovos da Antiguidade na África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e nas Américas (pré-colombianos) Os povos indígenas originários do atual território brasileiro e seus hábitos culturais e sociais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF06HI08, o que eu entendo é o seguinte: os meninos têm que conseguir olhar pra história dos astecas, maias, incas e dos povos indígenas brasileiros e identificar não só onde eles viviam, mas também entender o que eles deixaram de legado cultural, científico, social e econômico. Aí, na prática, significa que eles precisam saber, por exemplo, que as pirâmides dos maias não são só prédios antigos, mas têm toda uma importância cultural e científica. Ou que os astecas tinham um calendário superavançado. E também precisam fazer essa conexão com os povos indígenas daqui do Brasil pra verem como esses povos também têm muita coisa importante na cultura e na ciência.

No 5º Ano, a galera já começa a aprender um pouco sobre as culturas indígenas brasileiras, mas é bem básico. Eles falam um pouco sobre como viviam, o tipo de casa que construíam e algumas tradições. Então, quando chegam no 6º Ano, a ideia é aprofundar isso e expandir o olhar pra outras civilizações das Américas. Eu falo pra eles que é como abrir uma janela pro passado e tentar entender como aquelas pessoas viviam. O desafio é fazer eles sentirem que essas histórias não são só coisa de livro antigo, mas que têm tudo a ver com a nossa história hoje.

Agora, deixa eu contar como eu faço isso na sala. A primeira atividade que eu gosto de fazer é uma espécie de "mapas vivos". Eu pego mapas grandes das civilizações asteca, maia e inca, e também mapas de regiões indígenas brasileiras. Divido a turma em grupos pequenos, tipo uns 4 ou 5 alunos por grupo. Cada grupo recebe um mapa e eu dou tempo pra eles discutirem entre si e marcarem no mapa com post-its as coisas que acham importantes: tipo localizações de cidades antigas, regiões onde os povos plantavam ou pescavam, coisas assim. Aí depois cada grupo apresenta suas descobertas pro restante da turma. Isso leva uma aula inteira fácil. Os meninos curtem muito porque podem se levantar, andar pela sala e interagir com os colegas. Foi engraçado da última vez que fiz porque a Sofia ficou impressionada com o tamanho do Império Inca e ficava falando "Gente, olha isso! Eles ocupavam tudo isso!" Parecia que ela tinha descoberto um tesouro!

Outra atividade legal é a "feira do conhecimento". Aqui eu trago materiais simples como imagens impressas de artefatos astecas, maias, incas e dos indígenas brasileiros. Junto também alguns vídeos curtos que mostrem como esses povos faziam seus artesanatos ou suas construções. A galera adora porque é mais visual e dinâmico. Eu coloco os vídeos no projetor da sala e depois deixo eles circularem pelas mesas onde estão as imagens. Eles ficam anotando o que mais acham interessante ou curioso. Aí faço uma roda de conversa no final pra eles compartilharem as descobertas. Dura duas aulas essa atividade porque eles adoram conversar! Da última vez o Miguel não parava de falar sobre como os astecas inventaram chocolate e ele ficou empolgadíssimo com isso.

Por último tem o "projeto cápsula do tempo". Esse é legal porque junta tudo o que eles aprenderam até então. Cada aluno escreve um texto ou desenha algo sobre o legado desses povos que a turma estudou: pode ser sobre as técnicas agrícolas dos incas ou as pinturas corporais dos indígenas brasileiros, por exemplo. Depois colocamos tudo numa caixa decorada por eles mesmos e marcamos uma data no futuro (geralmente no final do ano letivo) pra abrir essa cápsula de novo e rever tudo o que fizeram. Essa atividade leva umas três aulas: uma pra pesquisa inicial, outra pra elaboração dos textos/desenhos e mais uma pra montar a cápsula em si. É uma bagunça gostosa! Teve um ano em que o Pedro desenhou um templo maia com tanto detalhe que precisei perguntar se ele tinha copiado de algum lugar de tão bem feito! Ele só riu e disse "É só prática, professor!"

Acho importante ressaltar que nessas atividades tento sempre deixar claro pras crianças que todos esses povos contribuíram muito para o mundo como conhecemos hoje e muitos aspectos das culturas deles ainda estão presentes na nossa vida cotidiana. E claro, sempre reforço o respeito às diferenças culturais porque isso é fundamental no aprendizado deles.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado. Qualquer dúvida me fala aí!

Mas aí, como que eu percebo se os meninos aprenderam mesmo, sem ter que fazer aquela prova formal? Eu gosto de ficar atento quando tô circulando pela sala, vendo eles trabalhando em grupo. Às vezes ouço uns papos entre eles que me fazem perceber que entenderam a parada. Tipo, outro dia tava passando pelos grupos e ouvi o João explicando pro Lucas que as pirâmides dos maias eram usadas não só como templos religiosos, mas também como observatórios astronômicos. Falei: "ah, esse menino entendeu mesmo". Porque ele não tava só repetindo o que eu tinha dito, ele tava ligando os pontos e explicando com as próprias palavras.

Outra situação foi quando vi a Mariazinha ajudando a Júlia. Elas estavam fazendo um cartaz sobre os astecas e a Mariazinha falou: "Ó, Ju, não esquece de falar do sistema de chinampas deles. Era um jeito inteligente de plantar em ilhas artificiais. Isso mostra como eles eram avançados em agricultura". Aí, quando vejo um aluno mostrando esse entendimento além do básico, já sei que a coisa tá funcionando.

Agora, sobre os erros mais comuns. Olha, um erro que vejo muito é confundir os povos e seus legados. Tipo o Pedro outro dia disse que os astecas construíram Machu Picchu. Bom, é fácil confundir porque são muitos povos e muita informação para processar. Então sempre tento esclarecer isso usando mapas e imagens para eles visualizarem melhor quem fez o quê e onde.

Outra confusão comum é sobre o tempo histórico. A Ana uma vez achou que os maias ainda existiam como no passado, com pirâmides e tudo mais. Isso acontece porque história parece um bicho de sete cabeças pra eles, então acabam confundindo épocas. Quando pego isso na hora, tento contextualizar melhor. Falo algo como: "Ana, pensa assim: enquanto os maias estavam lá construindo pirâmides, aqui no Brasil os indígenas viviam de um jeito bem diferente". Ajuda a situar no tempo e espaço.

Com relação ao Matheus que tem TDAH, o desafio é manter a atenção dele por mais tempo. O que funciona bem são atividades mais práticas e movimentadas. Então faço muito uso de jogos históricos, tipo quiz ou caça ao tesouro na sala, onde ele precisa achar pistas sobre um legado cultural específico dos povos estudados. O legal é que ele consegue concentrar melhor quando tá em movimento ou fazendo algo com as mãos.

Já com a Clara que tem TEA, eu preciso ser mais claro e previsível nas atividades. Uso muitos pictogramas para explicar as etapas das tarefas e dou mais tempo para ela processar as informações. Uma vez fiz uma linha do tempo visual dos povos estudados e deixei exposta na sala. Isso ajudou não só a Clara mas toda a turma a ver de forma clara a sequência dos eventos históricos.

O desafio maior com o Matheus foi quando tentei uma atividade que exigia ficar sentado por muito tempo escrevendo—não rolou bem, ele perdeu o foco e ficou frustrado. Com a Clara, o problema foi uma atividade em grupo sem diretrizes claras; ela se perdeu no meio da bagunça do grupo. Aprendi que pra ela é importante ter instruções bem definidas e se possível trabalhar em pares ou sozinha.

No fim das contas, cada aluno tem seu jeito único de aprender e é nosso trabalho como professores encontrar essas chaves de acesso ao conhecimento pra cada um deles. Isso exige adaptação constante e muito carinho na hora de ensinar.

Bom, acho que já falei bastante por hoje! Espero que essa troca ajude vocês aí tanto quanto me ajuda compartilhar essas experiências por aqui. Até a próxima!

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