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EF03HI07História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.

O lugar em que viveA produção dos marcos da memória: formação cultural da população
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF03HI07, o que a BNCC tá querendo é que os meninos do 3º ano consigam comparar diferentes comunidades da nossa cidade ou região e entender os grupinhos sociais que fazem parte dessas comunidades. Não é só saber que tem comunidade diferente, mas perceber o que elas têm de igual e o que têm de diferente. É tipo olhar pra uma comunidade rural e uma parte mais urbana de Goiânia e ver como vivem as pessoas ali, quais são as tradições delas, como elas trabalham, no que acreditam, esse tipo de coisa.

O aluno precisa conseguir observar essas comunidades e depois descrever o papel que cada grupo social tem nelas. Por exemplo, ele vai perceber que na região rural tem mais famílias que trabalham com agricultura, enquanto em bairros da cidade talvez tenham mais pessoas trabalhando em comércios ou em empresas. Isso ajuda a criançada a entender como a nossa cidade é diversa e ao mesmo tempo como ela se une pra formar a identidade cultural local. E aí, a gente liga isso com o que eles já sabem da série passada sobre a cidade, sobre o bairro em que vivem, quem mora por lá e como é a vida dessas pessoas.

Vou contar agora um pouco do que eu faço com minha turma pra trabalhar isso aí na prática. É tudo coisa simples, mas funciona bem.

Primeiro, uma atividade que faço é um mural comunitário. Basicamente, eu peço pra galera trazer fotos ou desenhos das comunidades onde moram ou de outras partes da cidade. Aí, durante as aulas de história, a gente monta um mural na sala com essas imagens. As crianças se organizam em pequenos grupos e discutem entre si o que tem de parecido e diferente entre as imagens. Uso cartolina grande pro mural e cola pra colocar as fotos e desenhos. Essa atividade leva umas duas aulas, porque na primeira eles trazem e discutem as imagens e na segunda a gente monta o mural juntos. A reação deles é sempre de curiosidade. Na última vez que fizemos, a Ana trouxe uma foto da feira do bairro dela e o Pedro trouxe um desenho do parque onde ele vai nos finais de semana. Foi engraçado quando o João disse que não sabia que feiras existiam em outros bairros além do dele!

Outro dia fizemos uma espécie de feira cultural dentro da sala. Pedi pra cada aluno escolher uma comunidade diferente da nossa região e trazer alguma coisa que representasse essa comunidade: pode ser uma comida típica, uma música, uma dança ou até um jeito de vestir. Eles se organizavam em grupos novamente e cada grupo apresentava sua escolha pro resto da turma. Não precisei de muito material além de algumas mesas pras apresentações e um celular pra tocar as músicas. Essa atividade foi feita ao longo de três aulas pra dar tempo de todo mundo se apresentar e mostrar suas pesquisas. Na última edição dessa feira cultural, teve bolo de arroz trazido pela Mariana representando uma comunidade quilombola aqui perto. O Gustavo escolheu falar sobre a música sertaneja por causa da família dele que vive no interior. Foi muito bacana ver como eles se interessaram pelas apresentações uns dos outros.

Por fim, gosto também de fazer um passeio pela cidade com os alunos. Claro, isso precisa ser planejado com antecedência e precisa ter ajuda dos pais ou responsáveis pra sair tudo direitinho. A ideia é levar os meninos pra conhecer alguns bairros diferentes daqui de Goiânia pra verem ao vivo essas semelhanças e diferenças nas comunidades. A gente organiza um roteiro simples, escolhe dois ou três lugares pra visitar num mesmo dia, tipo um bairro mais antigo no centro da cidade e outro mais novo na periferia. Só levo eles com caderninhos pra anotarem o que acham interessante e discutimos depois em sala. Esse passeio costuma durar a manhã toda, mas vale muito a pena! Na última vez saímos pra visitar o Setor Central e depois fomos até Aparecida de Goiânia. A Júlia ficou surpresa ao ver os prédios antigos no centro dizendo "Nossa! Parece outro mundo". Enquanto o Miguel comentou como o comércio no centro era diferente do shopping perto da casa dele.

Essas atividades acabam conectando bem com o conteúdo previsto porque mostram na prática como é rica a diversidade cultural da nossa região e ajudam os alunos a compreenderem melhor onde vivem e como cada grupo social tem seu papel na formação dessa identidade. Eles ficam mais curiosos sobre suas próprias origens e aprendem a valorizar as diferenças culturais entre cada comunidade.

É isso aí pessoal! Espero ter ajudado vocês a entenderem melhor como trabalhar essa habilidade em sala! Se tiverem ideias ou sugestões também manda aí, sempre bom trocar experiências! Até mais!

E aí, gente! Continuando aqui minha prosa sobre essa habilidade de História pro 3º ano. Eu tava contando como gosto de ver os meninos comparando as comunidades, mas agora quero compartilhar como percebo que eles realmente aprenderam, sem precisar de uma prova formal.

Olha, nem sempre é fácil saber se eles entenderam só pelo que falam quando você pergunta diretamente. Mas se você prestar atenção no dia a dia da sala, dá pra perceber pelos detalhes. Tipo, quando estou circulando pela sala enquanto eles fazem atividades em grupo ou mesmo naqueles momentos que parecem menos formais, como no intervalo ou na hora da saída. Às vezes eu ouço uma conversa entre dois alunos e ali tá o sinal de que a coisa pegou.

Teve uma vez que a Júlia tava explicando pro João como as festas juninas numa comunidade rural de Goiás têm tradições diferentes das festas que a gente vê aqui na cidade. Ela falou assim: "Sabe, lá eles ainda fazem muita coisa com dança de quadrilha e fogueira, enquanto aqui a gente vai mais nas barracas de comida e brincadeiras". Na hora pensei: "Ah, essa entendeu". Ela conseguiu pegar a essência do que a gente discutiu na aula e aplicar na conversa dela.

Outro exemplo é quando um aluno ajuda o outro. Teve um dia que o Lucas tava com dificuldade pra entender como a economia das duas comunidades podia ser diferente. Aí a Mariana foi lá e falou: "Olha, Lucas, pensa que lá no campo tem gente que planta e vende pra cidade. Aqui na cidade, eles compram essas coisas pra vender no mercado". Aí vi que ela tinha sacado bem o conceito.

Agora, falando dos erros comuns, é engraçado como os meninos às vezes se confundem com coisas simples. O Felipe, por exemplo, sempre trocava as bolas quando falava das tradições religiosas das comunidades. Ele misturava o que era praticado numa área rural com o que via aqui na cidade. Isso acontece porque eles ainda tão aprendendo a separar o que ouviram em casa do que a gente discute na escola. Quando eu pego esse tipo de erro, tento não corrigir de forma muito direta pra não desanimar. Gosto de perguntar mais sobre o que ele sabe pra ir guiando ele até chegar na resposta certa.

Sobre o Matheus e a Clara, é sempre um desafio e um aprendizado lidar com as necessidades especiais deles. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e variadas pra manter o foco. Uma coisa que funciona bem é dividir as atividades em partes menores e dar intervalos curtos entre elas. Às vezes uso jogos educativos ou vídeos curtos pra prender a atenção dele. Material visual é ótimo pra ele. Mas também já errei feio tentando usar atividades mais longas sem intervalos – não deu certo!

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais estruturado e previsível. Pra ela, é importante ter uma rotina clara e menos mudanças abruptas nas atividades. Uso muito material visual com ela também, tipo quadros e figuras que ajudam a organizar as ideias dela. Tem dias em que ela fica um pouco perdida se tem muita movimentação ou barulho na sala. Então tento sentá-la num lugar mais tranquilo e próximo de onde vou estar explicando as coisas.

Ambos me ensinaram muito sobre adaptação e paciência. Nem sempre acerto de primeira, mas vou ajustando conforme vejo o que funciona ou não. O importante é não desistir e sempre buscar maneiras novas de incluir todos os alunos no aprendizado.

Bom, por hoje é isso! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias da minha sala de aula. Se alguém tiver algo pra compartilhar ou perguntar, tô por aqui! Até a próxima!

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