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EF03HI06História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.

O lugar em que viveA produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF03HI06 da BNCC é bem legal de trabalhar com os meninos do 3º Ano. Basicamente, a ideia é fazer com que eles entendam por que as coisas na cidade têm os nomes que têm, né? Tipo, por que aquela rua chama "Dom Pedro II"? Ou por que tal praça é "da Independência"? Aí a gente leva eles a identificarem esses registros de memória, ajudando eles a perceberem como a história tá ali, presente no dia a dia deles. É como se a cidade contasse uma história, e eles precisam aprender a ouvir.

O aluno precisa conseguir olhar pra um nome de rua e pensar: “Será que essa pessoa fez algo importante?”, ou olhar pra um monumento e se perguntar: "Por que isso tá aqui?". Eles precisam entender que esses nomes e lugares não são escolhidos à toa, tem todo um critério por trás. E isso já começa lá no 2º Ano quando a gente fala sobre as características da nossa comunidade, explorando o bairro em que a escola tá inserida. Agora, no 3º Ano, a gente aprofunda mais nessa questão da memória e dos marcos históricos.

Vou contar pra vocês umas atividades que faço na minha turma. Elas são bem simples, mas funcionam direitinho.

A primeira coisa que sempre faço é um passeio pela escola e arredores pra observarmos os nomes das ruas e dos prédios próximos. Pra isso, só preciso de autorização dos pais e um mapinha básico do bairro pra cada aluno. Divido a turma em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos, pra ficar mais fácil de manejar. Geralmente leva uma manhã inteira. Os meninos adoram sair da sala de aula — ficam super empolgados! Só que tem uma regra: cada grupo precisa escolher pelo menos dois nomes de ruas ou prédios pra investigar depois. Da última vez, o João resolveu perguntar por que a escola tinha o nome de uma tal de "Professora Maria Antônia" — foi uma ótima escolha! Depois descobrimos juntos que ela foi uma professora muito querida da região.

Outra atividade que faço é um projeto de pesquisa em sala sobre os nomes das ruas do nosso bairro. Não precisa de muita coisa além de acesso à internet e livros sobre história local que pego emprestado na biblioteca municipal. A organização é em duplas desta vez. Dou uma semana pra eles pesquisarem e montarem um cartaz com o resultado das suas descobertas. Cada dupla escolhe um nome de rua e investiga quem foi essa pessoa ou o evento homenageado. Os alunos ficam bem curiosos! Lembro que numa dessas atividades, a Ana descobriu que uma das ruas do bairro homenageava um antigo morador que ajudou a construir a primeira escola daqui. Isso gerou uma baita discussão sobre como as pessoas comuns também contribuem para a história do lugar onde vivem.

Aí tem também uma atividade mais criativa, onde peço pra galera inventar um nome novo pro parque ou praça do bairro com base em algo ou alguém importante que eles acham que merece ser lembrado. Nessa atividade não precisa de material especial, só folha de papel e lápis de cor pros desenhos e legendas. Faço essa atividade individualmente porque gosto de ver como cada um pensa diferente. Costumo dar uma aula inteira pra isso e depois fazemos um mural com todas as sugestões na sala de aula. Uma vez o Pedro sugeriu “Praça dos Sonhos” em homenagem aos moradores antigos que ele imaginou terem sonhado com o bairro como ele é hoje. A criatividade deles me surpreende sempre!

Essas atividades ajudam bastante na prática porque conectam o conteúdo histórico com algo palpável no cotidiano deles. E mais importante: faz eles perceberem que fazem parte de algo maior. Percebo que depois dessas experiências eles passam a olhar pras ruas e prédios com outros olhos — mais críticos, mais curiosos.

É massa ver como as crianças começam a reconhecer o valor histórico desses marcos ao redor delas e como isso enriquece o entendimento delas sobre identidade e memória coletiva. E o bom é saber que isso vai além da sala de aula, porque eles levam essas conversas pras casas deles também.

Bom, acho que é isso! Adoro trabalhar esse tipo de conteúdo porque sinto que faz diferença na vida dos meninos e ajuda a formar cidadãos mais conscientes do mundo ao redor deles. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui curioso pra saber também! Valeu!

Continuando aqui, galera... Então, pra perceber se os meninos realmente entenderam essa habilidade EF03HI06 sem ter que aplicar uma prova formal, eu fico muito atento ao jeito que eles interagem entre si e com o tema. Primeiro, durante as aulas, eu circulo bastante pela sala. Tá rolando aquela atividade de grupo e é ali que a gente pesca uns insights. Aí, tô andando ali entre as mesas e pego o João e a Mariana conversando sobre como a Rua Dom Pedro II deve ter o nome de alguém importante porque a avó do João falou algo sobre isso uma vez. Quando eles começam a fazer essas conexões com o que já ouviram fora da escola, aí eu sei que tá funcionando.

Outra coisa é quando eles explicam uns pros outros. Teve um dia que o Lucas tava meio perdido e a Ana tentou ajudar dizendo que o nome da Rua Barão do Rio Branco tem a ver com um homem que ajudou o Brasil numa guerra ou coisa do tipo. Mesmo com os detalhes meio bagunçados, já é um sinal de que ela tá começando a pegar a ideia de que esses nomes carregam histórias.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, tem uns clássicos! Tipo o Pedro, que às vezes misturava tudo e achava que o nome da Rua Tiradentes tinha a ver com dentista! Eu entendo, né? Porque Tiradentes realmente parece com algo relacionado a dentes. Isso geralmente acontece quando eles focam muito em palavras conhecidas e acabam fazendo associações erradas. Quando eu percebo isso na hora, tento perguntar algo como: “E você acha que outras ruas têm nomes de profissões também?” A ideia é fazê-los refletirem um pouco mais antes de darem uma resposta apressada.

E tem também aquelas confusões porque os nomes de algumas ruas são bem parecidos, ou porque são personagens históricos que eles nunca ouviram falar. Tipo, aconteceu com a Juliana, que confundiu a Rua José Bonifácio com Bonifácio de Andrada. Nesse caso, costumo usar um mapa da cidade e mostrar onde essas ruas estão pra ajudá-los a conectar as histórias com os locais.

Agora sobre adaptar as atividades pro Matheus, que tem TDAH, e pra Clara, que tem TEA... Bom, com o Matheus, eu percebi que ele precisa de um pouco mais de movimento durante as aulas. Então, o que funciona muito é ter atividades práticas onde ele possa se levantar e buscar informações pela sala. Às vezes faço tipo uma caça ao tesouro com perguntas sobre as placas das ruas e ele adora! Isso ajuda ele a se concentrar mais porque tá sempre em movimento. Mas olha... já tentei fazer ele só desenhar e colorir os nomes das ruas e não deu certo. Ele logo se distraiu.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer na aula, então sempre preparo uma lista visual do que vamos fazer no dia pra ela acompanhar. Ajuda bastante também usar materiais visuais bem organizados. Certa vez usei fotos das placas de rua junto com imagens das pessoas ou eventos históricos correspondentes e isso fez uma diferença enorme na maneira como ela conseguiu se engajar. Tentei uma vez usar só áudio explicativo e aí não rolou... ela ficou perdida.

Bom, acho que é isso por enquanto. Esse trabalho de adaptar as coisas pra cada criança dá um pouco mais de trabalho sim, mas vale muito quando você vê aquela carinha de “ahá!” quando eles finalmente entendem. É mesmo muito gratificante.

Vou ficando por aqui, pessoal. Espero ter ajudado alguém aí com essas ideias. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar experiências, tô por aqui! Até mais!

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