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EF03HI05História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

O lugar em que viveA produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF03HI05, a ideia é que os meninos consigam se conectar com o lugar onde vivem, tipo, entender que a cidade onde moram tem uma história pra contar. Não é só saber que a praça existe ou que tem um monumento lá no centro, mas entender por que aquilo é importante. Então, na prática, eles precisam identificar esses marcos históricos e saber o significado deles. Por exemplo, uma coisa é saber que tem uma praça João Pessoa na cidade. Outra coisa é entender quem foi João Pessoa e por que a praça leva o nome dele. Eles já vêm do 2º ano com uma noção básica do bairro onde estão a escola e suas casas, mas aqui a gente quer dar um passo além e ver a cidade como um todo.

A primeira atividade que eu faço é um "tour histórico" pela própria sala de aula. A gente cria uma linha do tempo nas paredes com imagens e fatos importantes sobre a cidade. Uso imagens impressas em papel comum mesmo. A galera adora colar as figuras, e eu organizo tudo em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos pra ninguém ficar de fora. Isso leva mais ou menos uns 50 minutos, uma aula inteira. E é interessante porque enquanto estão colando as imagens, sempre rola uma curiosidade ou outra. Na última vez, o Pedro perguntou se as fotos eram da época em que eu já dava aula, só porque era tudo em preto e branco! Aí aproveitei pra explicar como a fotografia funcionava anos atrás e como isso mudou.

A segunda atividade é uma visita ao museu local. Sei que nem toda escola consegue fazer isso fácil, mas aqui sempre arranjamos um jeito de ir pelo menos uma vez por ano. É mais demorado, leva uma manhã inteira, mas vale muito a pena. Antes de ir, eu mostro pra turma algumas coisas que vamos ver lá, tipo fotos dos objetos ou das exposições. No museu, divido eles em duplas porque aí conseguem trocar ideia e prestar mais atenção no que estão vendo. E olha, os alunos ficam sempre animados – o Diego, na última visita, ficou encantado com uma espada antiga e não parava de perguntar se era igual às dos filmes! O legal é ver essa curiosidade deles crescendo ao longo do passeio.

Pra fechar esse ciclo de atividades sobre os marcos da cidade, faço um projeto final onde cada aluno escolhe um lugar ou monumento da cidade pra apresentar pra turma. Eles podem desenhar o lugar ou trazer alguma imagem impressa e contar porque escolheram aquilo e o que aprenderam sobre ele. Usamos papel sulfite mesmo pra desenhar e colorir. Dou uns 3 dias pra eles fazerem isso em casa com ajuda dos pais se precisar, e depois temos umas duas aulas pra cada um apresentar seu trabalho. É incrível como eles ficam envolvidos – na última vez, a Ana trouxe um desenho todo caprichado da igreja central da cidade e falou sobre as missas que ela vê com a avó. Aí o João complementou dizendo que foi lá num casamento do primo dele e todo mundo começou a contar suas experiências nos lugares escolhidos.

Essas atividades ajudam muito a fixar o conteúdo porque eles aprendem fazendo e interagindo com o ambiente à volta deles. E eu acho bacana quando eles começam a ver sentido naquilo que tão aprendendo na sala de aula, sabe? Não é só decoreba de livro, é algo que faz parte da vivência deles. É isso aí, qualquer dúvida podem perguntar!

Aí, gente, uma coisa que eu faço pra perceber se os alunos realmente entenderam o conteúdo, sem precisar de aplicar uma prova formal, é ficar ligado nas conversas deles enquanto estão fazendo atividades. Tipo assim, eu vou circulando pela sala e escuto o que eles falam entre si. Tem vezes que um aluno explica pro outro de um jeito tão natural que você percebe que ele realmente pegou a ideia. Teve uma vez que a Mariana tava contando pro Pedro sobre a praça da cidade e disse assim: "Ó, o nome João Pessoa tá lá porque ele foi importante na história do Brasil e tal, teve até a Revolta da Vacina nessa época". Eu só fiquei de canto ouvindo e pensando "nossa, entendeu tudo, menina!". Isso é muito legal de ver.

Outra coisa é quando eles começam a fazer perguntas mais profundas ou mostram curiosidade pra saber mais. Tipo o Rafael veio me perguntar se existia alguma outra cidade com nome de pessoa famosa e qual era a história dessas pessoas. Dá pra ver aí que ele já tá ligando os pontos e começando a pensar além do que tá nos livros.

Agora, sobre os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo, tenho algumas histórias. Um erro frequente é confundir o nome dos lugares com nomes de personagens famosos por motivos errados. A Larissa uma vez achou que a praça João Pessoa era em homenagem ao João Pedro, um colega deles que é super popular na sala. Aí, quando isso acontece, eu aproveito pra explicar direitinho quem foi a pessoa homenageada e por que é importante.

Esses erros acontecem porque às vezes eles misturam informações ou só decoram sem entender o contexto por trás das coisas. O que eu faço quando pego esses erros na hora é parar o exercício por um minuto e fazer todo mundo voltar na explicação, mas de um jeito mais simples ou usando um exemplo da vida real. Às vezes um desenho no quadro ajuda muito também!

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu preciso adaptar bastante as atividades. Com o Matheus, por exemplo, funciona super bem dividir as tarefas em partes menores e com intervalos. Assim ele consegue focar melhor e não se perde no meio do caminho. Eu também uso fones de ouvido com músicas calmas pra ajudar ele a se concentrar mais quando tá fazendo alguma atividade individual.

Já com a Clara, eu sinto que ela responde melhor quando tem materiais mais visuais. Então eu preparo cartões coloridos com imagens e palavras-chave sobre os marcos históricos da cidade. Isso ajuda ela a associar as informações e lembrar delas depois. É tipo um quebra-cabeça, e ela adora montar esses cartões.

Uma coisa que não funcionou tão bem foi tentar fazer atividades em grupo no começo do ano. O Matheus ficava muito agitado e acabava se distraindo ainda mais com a galera falando ao mesmo tempo. Pra Clara era complicado porque ela ficava desconfortável com tanta interação de uma vez só. Mas aí eu fui ajustando, botando eles em grupos menores ou só com mais orientação minha.

Bom, gente, é isso! Esse trabalho com as crianças é cheio de desafios mas também de momentos recompensadores. Quando vejo eles entendendo as histórias da cidade deles ou ajudando uns aos outros a aprender mais, meu coração fica quentinho! Espero que essas minhas experiências possam ajudar vocês também nas suas salas de aula. Vamos trocando ideias! Até mais!

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