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EF01HI07História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar.

Mundo pessoal: eu, meu grupo social e meu tempoA vida em família: diferentes configurações e vínculos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01HI07 da BNCC, que fala de identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar, é meio que um exercício de olhar pro que tá à nossa volta e perceber como as coisas mudam ou ficam iguais. Isso na prática significa que os meninos precisam entender que as famílias não são todas iguais e que elas mudam com o tempo, mas também têm sempre alguma coisa que permanece, tipo o carinho, a união. Eles já têm uma noção disso desde a educação infantil, quando falamos de "quem mora na sua casa" ou "quem é da sua família", então a gente só vai aprofundar isso, né?

No primeiro ano, a garotada já entende que tem gente que mora com pai e mãe, outros com avós, outros só com a mãe ou só com o pai, enfim, várias configurações. O desafio é eles perceberem que essas diferenças e semelhanças são normais e fazem parte da vida de todo mundo. E é legal quando eles começam a perceber que algumas coisas nas famílias dos amigos são parecidas com as deles, mesmo que a composição seja diferente. Isso conecta eles de um jeito bonito.

Aí, uma primeira atividade que eu faço é o "Desenho da Família". A gente usa papel sulfite e lápis de cor. É bem simples mesmo. Eu peço pra eles desenharem como é a família deles, quem mora na casa deles. Essa atividade leva uns 30 minutos. Organizo eles em grupos pequenos pra poderem conversar enquanto desenham. Eles reagem super bem porque adoram desenhar e falar de casa! Da última vez que fizemos, o Lucas falou todo empolgado que desenhou o cachorro dele porque ele faz parte da família também. A Ana Luísa desenhou duas casas porque fica metade da semana com o pai e metade com a mãe. Isso já gera uma conversa bacana sobre tipos diferentes de famílias.

Outra atividade é a "Árvore Genealógica". A gente usa cartolina e canetinha. Eu explico primeiro o que é uma árvore genealógica, meio que uma linha do tempo das pessoas da família deles. Eles adoram esse termo "genealógica", ficam repetindo achando chique! Aí, cada um faz a sua árvore colocando as pessoas mais importantes, como pais, avós, tios e primos. Essa leva mais tempo, uma aula inteira de uns 50 minutos. Ponho eles em duplas pra um ajudar o outro a lembrar dos parentes. Na última vez, o Gustavo não lembrava o nome completo da avó dele e aí a Júlia sugeriu ligar pra casa dele pra perguntar! Foi um momento engraçado porque ele ficou todo envergonhado no telefone. Mas foi bom porque trouxe a família pra dentro da sala de aula.

A terceira atividade é um "Debate em Roda". Não precisa de material, só a sala arrumada em círculo. Eu começo contando uma história sobre famílias do passado e como eram diferentes das atuais em algumas coisas, tipo assim: antigamente era comum ter famílias bem grandes, mas hoje as famílias são menores ou diferentes na composição. Depois eu abro pra eles contarem histórias das famílias deles ou dos avós. Dá uns 40 minutos se deixar fluir bem. E olha que flui mesmo! Na última vez, a Isadora contou que a avó dela teve 10 irmãos, e aí começou um papo sobre como cuidavam de tanta criança assim naquela época! O João Pedro falou do bisavô dele que veio de outro estado pra Goiás pra trabalhar na roça e mandava dinheiro pra família.

A ideia dessas atividades é ir mostrando pras crianças como as famílias têm histórias próprias e ao mesmo tempo fazem parte da história maior do nosso país e do mundo mesmo. Eles vão se conectando com essas ideias aos poucos, sabe? E eu vejo muito progresso quando percebo eles falando naturalmente que "a família do fulano é diferente da minha" sem achar estranho ou anormal. Isso mostra respeito e aceitação pelas diferenças.

Enfim, esse trabalho é importante demais porque ajuda a formar cidadãos mais compreensivos e empáticos. No fim das contas, estudar História lá no começo da educação básica tem muito disso: entender gente, entender o outro e entender a si mesmo no mundo. E terminar uma aula vendo os meninos trocando experiências e respeitando uns aos outros é sempre gratificante demais! Aí fica aquela sensação gostosa de dever cumprido no coração desse professor aqui.

Olha, quando a gente tá na sala de aula, é incrível perceber como os meninos aprendem de jeitos diferentes. Eu sempre falo que não é só na hora da prova que dá pra ver se aprenderam ou não, a gente tem que prestar atenção no dia a dia. Tipo, quando tô circulando pela sala, dá pra perceber muito pelas conversas. Às vezes, um aluno tá explicando pro outro o que entendeu sobre as famílias e eu fico de ouvido, disfarçadamente, claro. Já teve uma vez que a Ana tava explicando pro João que, "mesmo que a família mude, igual a dela que se mudou pro bairro novo, o amor dos pais não muda". E aí eu pensei: "pronto, ela pegou a ideia!". Eles acabam ensinando uns pros outros também e isso é sinal de que tão entendendo.

Outro exemplo foi quando estávamos fazendo uma atividade em grupo e o Pedro falou pros colegas: "Gente, lá na casa da minha avó, a gente sempre se junta pra almoçar no domingo, igual meus pais faziam quando eram pequenos". Isso me mostrou que ele entendeu a ideia das permanências dentro das famílias. Às vezes não precisa de palavras formais; são essas falas do cotidiano que mostram se eles sacaram o conteúdo.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses vêm geralmente de confusões entre o que é mudança e o que é permanência. A Mariana, por exemplo, uma vez disse que porque morava com o tio agora, ela não tinha mais família. Aí eu precisei explicar pra ela que mesmo quando algumas pessoas entram ou saem da nossa casa, continuam sendo parte da família de alguma forma. Acho que isso acontece porque na cabeça deles mudanças são mais visíveis e eles ainda tão aprendendo a observar os aspectos menos óbvios das relações familiares.

Quando percebo esses enganos durante a atividade ou conversa, eu paro tudo e trago exemplos práticos pra eles. Sempre volto pras histórias deles mesmos ou conto alguma coisa da minha família. Tipo assim: "Lembra daquela vez que eu contei que meu irmão se mudou pra outra cidade? Ele continua sendo meu irmão mesmo longe!". É uma forma de relacionar com algo concreto e pessoal.

Agora sobre o Matheus e a Clara... Bom, com o Matheus, que tem TDAH, preciso fazer adaptações pro ritmo dele. Ele tem uma energia incrível mas às vezes se perde nas atividades. Então eu tento quebrar as atividades em partes menores e mais objetivas. Por exemplo, se estamos desenhando as famílias, dou um tempo menor pra cada parte do desenho — primeiro desenha quem mora com ele agora e depois quem costuma visitar. Isso ajuda ele a manter o foco.

Já com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Então eu sempre aviso antes o que vamos fazer na aula seguinte e tento seguir um cronograma previsível. Quando fazemos as atividades sobre famílias, eu uso cartões com imagens porque ela responde muito bem a estímulos visuais. Já tentei usar vídeos também, mas percebi que muitos sons juntos distraem ela mais do que ajudam.

O grande desafio é mesmo encontrar um meio termo entre adaptar as atividades individuais sem tirar todo mundo do ritmo coletivo da sala. E claro, sempre converso com os pais deles pra ver o que funciona em casa também.

Bom gente, acho que já falei um bocado! Espero ter ajudado compartilhando essas experiências do dia a dia na sala de aula. E vocês? Como fazem pra observar o aprendizado sem provas formais? Vamos trocar umas ideias! Valeu aí pela atenção e até a próxima!

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