Olha, essa habilidade EF01HI05 da BNCC, que é sobre identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de agora e de outras épocas, na prática, é um exercício de observação e comparação. É importante pra gurizada entender como a infância e a cultura mudam ao longo do tempo e em diferentes lugares. Na real, o aluno precisa saber olhar pra uma brincadeira que ele adora hoje, tipo pega-pega, e perceber que ela pode ter alguma versão parecida que os avós deles brincavam lá atrás. Também é legal eles sacarem que certas brincadeiras que eles acham comuns podem ser bem diferentes em outros países.
No primeiro ano, a molecada já vem com uma noção de brincar em grupo e de algumas brincadeiras passadas pelos pais ou avós. O desafio é amarrar isso tudo com o tempo e com diferentes culturas. A identificação das semelhanças e diferenças ajuda eles a desenvolver um senso crítico desde cedo. Eles já sabem brincar e interagir, então agora é pegar essa base e aprofundar.
Uma atividade que faço, e os meninos adoram, é o "Brinca ou Não Brinca". Eu levo fotos impressas de várias brincadeiras antigas, tipo amarelinha de 1920 ou um grupo de meninos jogando bolinha de gude. Aí misturo com fotos atuais, tipo uma galera jogando videogame ou brincando de slime. Uso imagens grandes, coloridas, que imprimo no A4 mesmo. Divido a turma em mini grupos de quatro ou cinco alunos pra eles discutirem entre si. Dou uns 15 minutos pra cada grupo falar sobre as imagens: se já conheciam, se brincam hoje em dia, se acham parecidas com algo que fazem. Depois juntamos tudo numa roda de conversa onde cada grupo compartilha suas descobertas. Na última vez que fizemos isso, a Ana Luiza ficou toda empolgada ao ver uma foto de bambolê dos anos 60 e disse que a avó dela ainda tinha um guardado em casa!
Outra atividade bacana é o "Dia das Brincadeiras dos Avós". Peço pros alunos conversarem com avós ou parentes mais velhos pra descobrir quais eram as brincadeiras preferidas deles quando crianças. No dia seguinte, cada um conta pro resto da turma o que descobriu. E a gente tenta reproduzir algumas dessas brincadeiras na sala ou até no pátio. Só precisa de espaço livre e algumas coisinhas simples como bola, corda, pedrinhas. Levamos uma aula inteira pra isso porque a diversão toma conta! Da última vez, o João Pedro trouxe a ideia do jogo de "Cinco Marias" que a avó ensinou e foi hilário ver a turma tentando pegar as pedrinhas no ar.
E tem também o "Mural das Brincadeiras", que deixa todo mundo envolvido por mais tempo. Cada aluno escolhe uma brincadeira atual ou antiga pra pesquisar em casa junto com a família. Eles trazem as informações num pedacinho de papel: nome da brincadeira, como se joga, de onde vem. E desenham ou colam uma imagem relacionada. Todo esse material vira um mural na sala que fica exposto por algumas semanas. Assim eles podem revisitar as informações sempre que quiserem. Na última edição desse mural, o Miguel trouxe informações sobre "Jogo da Peteca", dizendo que era comum na aldeia dos indígenas kaiapó quando ele visitou em férias.
Acho importante essas atividades porque os meninos ficam muito animados em descobrir não só as diferenças mas também semelhanças inesperadas entre as gerações ou culturas. É interessante como às vezes eles se enxergam nas histórias dos outros tempos e lugares. E dá pra ver nos olhinhos deles o quanto eles começam a valorizar mais essas experiências compartilhadas.
Bom, fico por aqui! Espero ter ajudado algum colega a pensar em boas ideias pro primeiro ano! Se alguém aí tiver mais ideias ou quiser trocar figurinhas sobre como faz aí na sua sala, só mandar mensagem. É sempre bom aprender junto!
Então, continuando sobre como percebo que os alunos entenderam essa habilidade sem precisar de prova formal... É tipo assim, a gente vai percebendo no dia a dia, nas conversas que eles têm entre eles, como eles se expressam sobre as atividades. Por exemplo, quando tô circulando pela sala e escuto a Juliana explicando pro amigo que amarelinha que eles brincam hoje não é tão diferente da que a mãe dela falava, só que agora tem umas regras diferentes, aí eu penso "ah, ela entendeu". É aquela coisa de ver o aluno fazendo essas conexões e conseguindo colocar em palavras o que tá na cabeça dele. Outra vez eu vi o Pedro, todo animado, contando que pesquisou com a avó sobre as brincadeiras dela e como ele percebeu que, apesar das diferenças, a essência de brincar junto e se divertir é a mesma. Esse tipo de coisa me mostra que eles pegaram a ideia.
Agora, falando dos erros mais comuns, tem aquela dificuldade de achar que a brincadeira de hoje e a do passado são completamente diferentes só porque têm nomes ou detalhes diferentes. Tipo, o Lucas uma vez falou que jogar bola na rua hoje em dia é super diferente do "jogar bola" do pai dele, só porque hoje tem videogame e outros tipos de jogos. Eles às vezes não percebem que a essência da brincadeira pode ser a mesma, mesmo com as mudanças ao redor. Outro erro comum é misturar tudo e achar que uma brincadeira nova é antiga só porque ouviu alguém mais velho mencionando. A Ana Clara, por exemplo, confundiu uma brincadeira que aprendeu no YouTube com aquelas tradições antigas só porque ouviu o tio falando sobre isso.
Esses erros acontecem muito por causa da ansiedade em querer acertar ou por não terem referência clara do passado. A solução é mostrar pra eles exemplos concretos e dar tempo pra conversar sobre as experiências familiares. Eu costumo dar espaço pra eles compartilharem essas histórias em rodas de conversa – é incrível como eles aprendem uns com os outros. Quando pego um erro na hora, tento não corrigir de forma direta; prefiro perguntar "mas você acha que no fundo é tão diferente assim?" ou "será que não tem alguma semelhança aí?" Aí eles mesmos vão refletindo e ajustando o pensamento.
Agora, sobre lidar com o Matheus e a Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. O negócio com ele é variar o ritmo das atividades pra ele não perder o foco. Então, eu faço uma mistura de atividades rápidas com aquelas que exigem mais concentração, mas sempre dou um tempo pra ele se movimentar entre elas. Como ele gosta muito de desenhar, às vezes deixo ele representar as brincadeiras do passado em papel – isso ajuda ele a processar melhor.
Já a Clara tem TEA e precisa de uma abordagem mais visual e previsível. Eu uso muitos cartões com imagens das brincadeiras antigas e atuais pra ela poder visualizar essas diferenças e semelhanças de forma clara. As histórias sociais também ajudam muito. E sabe o que funcionou bem? Fazer um quadro na sala com fotos dos pais dos alunos brincando quando eram pequenos – isso deu um contexto visual maravilhoso pra ela entender as mudanças no tempo.
O que não funcionou tão bem foi quando tentei fazer uma atividade toda oral com os dois sem suporte visual ou físico. Percebi rapidamente que tanto o Matheus quanto a Clara se perdem um pouco nesses momentos sem suporte concreto ou visual. Então aprendi que preciso sempre estar atento e adaptar as estratégias conforme observo seu engajamento.
Bom, esse é um pouco do meu dia a dia lidando com essa habilidade específica e as peculiaridades dos meus alunos. É sempre um desafio inspirador ver como cada um deles aprende de maneiras diferentes. E vocês aí? Como têm lidado com essas diferenças nos seus contextos? Amanhã vou tentar outra atividade nova – quem sabe não trago mais novidades! Grande abraço!