Olha, essa habilidade EF01HI08 da BNCC, pra mim, é sobre ajudar os pequenos a entender o que são as comemorações e festas na escola. Tipo assim, eles precisam sacar que tem coisas que a gente comemora ali na sala ou na escola que não são as mesmas que eles comemoram em casa ou no bairro. Então, é mostrar pros meninos que tem uma diferença entre, sei lá, uma festa junina da escola e o aniversário deles que eles fazem com a família.
Quando os meninos chegam no 1º ano, muita coisa ainda é novidade. Eles estavam no infantil, onde tudo é mais voltado pro brincar e pro aprender de um jeito mais solto. Agora eles começam a ter mais contato com essas ideias de comunidade, escola, horários... aí essa parte das festas fica interessante porque eles já participaram de algumas, mas ainda não entenderam de verdade o significado.
Por exemplo, quando falamos de festa junina na escola, não é só sobre dançar quadrilha ou comer pipoca. É sobre como isso faz parte da nossa cultura e como a escola tem um papel em manter essa tradição viva. Já em casa, uma festa pode ter um significado bem diferente, mais íntimo ou religioso. Isso que a gente precisa trabalhar com eles: o olhar pra essas comemorações com uma perspectiva mais ampla.
Uma das atividades que eu sempre faço é a "linha do tempo das festas". É o seguinte: pego uma folha grande de papel kraft e espalho pela sala. Aí cada aluno desenha uma festa que já participou na escola e outra em casa ou na comunidade. A gente vai colando os desenhos nessa linha do tempo. Não precisa de muito material além do papel kraft, canetinhas e lápis de cor. Sempre leva umas duas aulas pra dar tempo de todo mundo participar. O legal é ver como cada um representa a festa de forma diferente. Na última vez que fizemos isso, a Ana desenhou uma festa junina da escola com todos os amigos dançando e uma árvore de Natal da casa dela cheia de presentes. Ela ficou toda empolgada explicando pra turma que o Natal dela é especial porque reúne toda a família.
Outra atividade bacana é o "caderno das histórias de festas". Cada aluno traz fotos ou desenha momentos das festas que participou. Aí eles escrevem (ou ditam pra gente escrever) um pouquinho sobre cada uma dessas festas: onde foi, quem tava lá, o que comeram... Esse caderno vai sendo construído ao longo de algumas semanas. Não precisa de muito além de um caderno simples e materiais de desenho. É interessante ver como eles se envolvem. O João Pedro trouxe uma foto da festa de fim de ano da escola e escreveu sobre como ele adorou cantar no coral. Ele contou pra turma sobre isso com tanto entusiasmo que acabou inspirando outros meninos a participarem do coral também.
A terceira atividade que faço é o "dia de contar histórias". Tudo começa com eu contando uma história minha sobre alguma festa escolar bem marcante. Depois, abro pra quem quiser compartilhar alguma experiência pessoal. E olha, sempre chove história! Pra essa atividade não precisa de nada além da nossa voz e disposição pra ouvir. Dá pra fazer em uns 40 minutos numa aula só. Na última vez, a Larissa contou sobre a festa de aniversário surpresa que fizeram pra ela em casa e como isso foi inesperado porque ela achava que aniversário era só quando tinha festa na escola com bolo e parabéns.
No geral, os meninos curtem muito essas atividades porque elas trazem à tona memórias boas e permitem que eles vejam as diferenças entre o que acontece na escola e fora dela. E acho que é aí que realmente tá o aprendizado: quando eles conseguem articular essas diferenças e começar a entender melhor o mundo ao redor deles.
Essas atividades ajudam muito na integração da turma também porque cada um traz um pedacinho da sua vivência e compartilha com os outros. Então além de trabalhar a habilidade específica da BNCC, a gente acaba também fortalecendo os laços entre os alunos. No fim das contas, eles saem dali não só conhecendo mais sobre as festas escolares e familiares, mas também se conhecendo melhor uns aos outros.
Bom, é isso aí! Espero que essas ideias possam inspirar vocês também nas suas salas de aula. Bora trocar figurinhas!
E aí, galera! Continuando o papo sobre a habilidade EF01HI08, eu queria falar um pouco sobre como a gente, como professor, percebe que os alunos realmente aprenderam algo, sem precisar botar eles numa prova formal. Olha, eu acho que a chave tá na observação do dia a dia, sabe? Enquanto eu tô circulando pela sala, dá pra pegar várias pistas. Tipo assim, quando você vê um aluno explicando alguma coisa pra outro, é um ótimo indício de que ele realmente entendeu o negócio. Esses dias eu vi a Larissa explicando pra Sofia por que a gente faz festa junina na escola e não só em casa. Ela disse que é porque na escola a gente comemora juntos, todos como uma comunidade, e é um jeito de mostrar pras outras crianças como é a tradição dela. Aí eu pensei: "Pronto, essa pegou direitinho o espírito da coisa!"
Outro momento bacana é quando você escuta as conversas entre eles durante as atividades. Tem vezes que parece que eles estão só conversando fiado, mas se você prestar atenção, dá pra pegar umas pérolas. O João tava contando pro Pedro outro dia sobre a festa do Dia da Árvore que fizemos na escola. Ele disse que lá na casa dele ninguém ligava muito pra isso, mas na escola ele aprendeu a plantar uma muda e agora ele tá tentando convencer os pais a fazerem o mesmo no quintal. Quando você ouve esse tipo de conversa, dá aquele clique: "ah, esse entendeu!"
Agora, falando dos erros mais comuns que vejo nesse conteúdo... Olha, tem umas confusões clássicas. Por exemplo, muitos alunos acham que todas as festas têm que ser iguais às que eles fazem em casa. A Ana Clara, uma vez, ficou intrigada porque na escola a gente não tinha bolo de chocolate no Dia do Índio. Expliquei que cada comemoração tem seu jeitinho especial e nem tudo precisa seguir as mesmas regras das festas de aniversário em casa.
Outra coisa comum é eles misturarem as datas comemorativas. O Miguel certa vez achou que o Dia das Mães acontecia no mesmo dia do carnaval, porque na cabecinha dele tudo era festa! Esses erros acontecem geralmente porque as crianças estão começando a entender a noção de tempo e tradição de forma mais estruturada. O que eu faço nesses casos é usar bastante material visual – tipo calendários com imagens – e criar histórias em quadrinhos onde eles mesmos desenham as comemorações do jeito que entenderam. Assim fica mais fácil organizar as ideias.
Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento adaptar as atividades pra manter ele focado e engajado. Ele se dá muito bem com tarefas mais curtas e com intervalos frequentes. Tipo assim, durante uma atividade sobre festas da escola, a gente fez um jogo de cartas onde cada carta tinha uma dica sobre uma festa diferente e ele adorou! Já percebi também que quando ele pode se mexer um pouco mais durante as atividades – tipo se tiver algum movimento envolvido – ele participa muito melhor.
A Clara, que tem TEA, já precisa de outra abordagem. Com ela funciona bem quando eu tenho imagens grandes e coloridas pra ilustrar as festas e os costumes. Ela se comunica melhor quando tem um suporte visual pra ajudar. Uma vez fizemos um mural colaborativo sobre como cada aluno comemorava o Dia da Criança e ela participou super bem pintando e colando figuras. Agora, o que não rolou muito foi tentar forçar ela a participar de roda de conversa sem preparo prévio; ela fica mais à vontade quando já sabe o que esperar.
E bom, é isso aí! O legal de ser professor é justamente ver essas pequenas vitórias no dia a dia e aprender junto com os meninos como tornar cada aprendizado significativo pra eles. A gente vai testando, errando às vezes, mas acertando também! Espero que essas dicas ajudem vocês aí nas salas de aula. Vamos trocando essas experiências porque é assim que todo mundo cresce junto. Abraço pra vocês e até a próxima!