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EF67EF20Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Executar práticas corporais de aventura urbanas, respeitando o patrimônio público e utilizando alternativas para a prática segura em diversos espaços.

Práticas corporais de aventuraPráticas corporais de aventura urbanas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF67EF20 com os meninos do 6º ano aqui em Goiânia é um desafio, mas também é uma baita diversão. Essa habilidade fala sobre práticas corporais de aventura urbanas, né? E quando a BNCC joga essa pra gente, eu entendo que é hora de tirar a galera da sala e explorar o que a cidade tem a oferecer. Não é só sobre meter o pé nas ruas, mas sim fazer isso de forma segura, respeitando o que é de todos.

A prática na real é o aluno conseguir se movimentar, explorar um espaço urbano, sem destruir nada, sem se machucar e ainda por cima respeitando quem tá por ali. Tipo, se a gente vai usar um parquinho ou uma praça, os meninos têm que entender que aquele espaço é de todo mundo. Então não dá pra deixar lixo, quebrar coisa ou incomodar quem tá usando aquele espaço pra outra coisa. No ano passado, quando eles tavam no 5º ano, já tinham começado a brincar de pega-pega na pracinha perto da escola. Aí no 6º ano a gente só incrementa isso com mais responsabilidade e umas práticas mais elaboradas.

Agora vou contar das três atividades que faço com eles pra trabalhar isso direitinho. A primeira atividade que adoro fazer é uma caça ao tesouro urbana. Olha só como funciona: antes da aula eu escondo alguns "tesouros" (que podem ser coisas simples como pedrinhas pintadas ou bilhetinhos) em um parquinho próximo da escola. A galera se divide em grupos e cada grupo recebe um mapa feito por mim com dicas de onde os tesouros estão. Uso papel e caneta mesmo, nada de complicação. Essa atividade dura uns 40 minutos, entre explicar as regras, dar os mapas e eles procurarem tudo. Os meninos ficam super animados, e sempre tem aquele que quer correr o tempo todo! Da última vez, o João achou um dos tesouros e começou a gritar "achei primeiroooo!" mas teve que esperar o resto do grupo chegar porque é trabalho em equipe, né? Eles vão aprendendo a importância de respeitar o espaço enquanto procuram pelas pistas.

Outra atividade legal é o parkour básico dentro do espaço urbano. Calma, não tô falando daqueles saltos malucos que a gente vê na internet! É tudo bem seguro. A gente usa bancos e muretas do pátio da escola. Falo pros meninos colocarem tênis confortáveis e uso umas almofadas velhas pra amortecer caso alguém caia (porque cair faz parte!). Primeiro mostro uns movimentos básicos: como subir em um banco sem usar as mãos ou pular de um lado pro outro sem perder o equilíbrio. Organizo eles em duplas pra um dar suporte pro outro. Essa atividade leva uns 30 minutos e sempre rola um "professor, olha isso!" porque eles querem mostrar que conseguiram fazer algo legal. Semana passada, a Ana era toda tímida e no começo nem queria participar, mas depois que viu a amiga Luiza conseguir pular uma muretinha, resolveu tentar também e saiu toda sorridente quando conseguiu.

Por último, gosto de levar a galera pra explorar uma trilha urbana que tem aqui perto da escola. Pode parecer meio exagerado chamar de trilha urbana, mas são caminhos entre as árvores que passam entre dois bairros aqui perto. Só levo quando tá todo mundo já mais consciente dos cuidados e já discutimos bastante sobre respeito ao patrimônio e segurança. A trilha leva uns 50 minutos pra completar ida e volta, então já aviso eles pra levar uma garrafinha d'água. Durante o trajeto, vamos conversando sobre as plantas, os bichos que aparecem no caminho (olha lá aquela borboleta!) e lembrando sempre de não deixar nada pra trás além das pegadas. Uma coisa bacana foi quando o Pedro começou a coletar umas folhas caídas dizendo que queria fazer um trabalho artístico com elas. Incentivei isso porque liga muito ao respeito pelo espaço e como ele pode ser parte do nosso aprendizado além da educação física.

E assim vou trabalhando essa habilidade com os meninos do 6º ano! É sempre bom ver como eles evoluem no respeito aos espaços públicos e a percepção de segurança aumenta também. Tem dias que é meio complicado manter todos na linha, mas faz parte do processo educativo deles entenderem suas ações e consequências. No final das contas, acho que tão aprendendo direitinho a ser mais responsáveis nas aventuras pela cidade. Bom demais ver esse crescimento aos poucos e saber que estamos formando cidadãos mais conscientes! Até a próxima, pessoal!

E aí, pra saber se os meninos realmente aprenderam, não tem jeito melhor do que observar bem. Não é só aplicar prova e pronto. A gente percebe mesmo é no dia a dia, na hora do vamos ver. Tipo assim, quando tô circulando pela quadra ou pelo pátio, noto como eles se comportam. Se estão conseguindo se organizar durante as atividades, se respeitam as regras e uns aos outros. Outro dia, vi o Pedro explicando pro João como fazer um movimento sem se machucar quando estavam praticando parkour. Ele disse: "Olha, tem que apoiar a mão assim pra não escorregar e cair feio". Nessa hora, pensei: "O Pedro pegou a ideia".

Mais uma situação aconteceu durante uma conversa no meio da atividade. A Luana comentou com a Mariana que não podia ficar correndo de qualquer jeito na praça porque tem gente que usa aquele espaço pra descansar. Aí, você vê que ela entendeu a importância de respeitar o espaço e as pessoas ao redor. É nessas horas que a gente percebe: os meninos tão sacando o recado.

Mas, claro, nem tudo são flores. Tem aqueles erros que aparecem bastante e são quase clássicos. O Rafael, por exemplo, sempre esquece de olhar pros lados antes de atravessar um espaço onde os colegas tão correndo. É um vacilo que pode gerar acidentes, né? Já conversei com ele algumas vezes e até fizemos uma dinâmica em que ele tinha que ser o "guia" de um grupo pequeno, cuidando pra ninguém esbarrar em ninguém. Isso ajuda a fixar a ideia.

A Sofia é outra que às vezes acha que pode subir em qualquer coisa sem pensar duas vezes. Já vi ela tentando escalar uma estrutura meio perigosa na pracinha da escola. Nessas situações eu paro tudo e chamo a atenção dela e dos outros pra gente discutir juntos sobre segurança e riscos. Tento fazer com que entendam não só o perigo imediato, mas também o impacto que essa atitude pode ter em outras pessoas e no ambiente.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, é importante manter as atividades dinâmicas e com variações rápidas. Tipo assim, não deixo ele numa atividade só por muito tempo porque ele perde o foco fácil. Então, a cada 10 ou 15 minutos, trocamos de tarefa ou mudamos um pouco a abordagem da mesma atividade. Um dia desses fizemos um circuito onde ele tinha que passar por obstáculos diferentes em intervalos curtos. Isso manteve ele animado e participando sem perder o fio da meada.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso ter uma abordagem mais estruturada e previsível porque mudanças repentinas podem deixá-la desconfortável. Sempre explico o que vamos fazer com antecedência e uso imagens ou cartões com sequências de atividades pra ela visualizar melhor o que vem pela frente. Um exemplo foi quando estávamos fazendo uma atividade de mapeamento da área da escola; dei pra ela um mapa simples com desenhos das áreas que visitaríamos e isso ajudou muito.

Claro que nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que tentei usar música pra marcar tempo nas atividades achando que ia engajar mais todo mundo, mas a Clara ficou incomodada com o som repetitivo e tive que ajustar rapidinho. Aí você aprende na prática mesmo.

Bom, é isso gente! As práticas corporais urbanas têm muitos desafios, mas também proporcionam aprendizados incríveis pros meninos – e pra gente também! Cada dia é um novo episódio nessa novela chamada educação. E vamos seguindo trocando ideias por aqui porque sempre rola uma dica esperta ou uma história engraçada pra compartilhar. Valeu demais pela companhia!

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