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EF67EF19Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar os riscos durante a realização de práticas corporais de aventura urbanas e planejar estratégias para sua superação.

Práticas corporais de aventuraPráticas corporais de aventura urbanas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67EF19, que fala sobre identificar riscos em práticas corporais de aventura urbanas e planejar estratégias pra suplantá-los, é meio que ensinar os meninos a se cuidarem enquanto se divertem. A ideia é que eles consigam perceber o que pode dar errado, tipo, qual é o risco de cair, se machucar, coisas assim. E aí, depois que eles identificam esses riscos, precisam pensar em maneiras de evitá-los ou lidar com eles se acontecerem. Parece simples, mas pra essa turma do 6º ano, isso pode ser um baita desafio.

Na prática, os alunos precisam começar a ter uma percepção melhor do ambiente ao redor quando estão fazendo atividades físicas. Se no ano passado eles já aprenderam o básico de como se movimentar de forma segura, agora a gente aprofunda esse olhar crítico sobre o ambiente. Por exemplo, se vão andar de skate na pracinha ali perto da escola, eles têm que ver se o chão tá liso ou cheio de buraco, se tem muita gente passando por ali, essas coisas todas. E mais importante ainda é que eles aprendam a pensar numa estratégia: como eu posso evitar cair aqui? Se cair, o que eu faço?

Uma das atividades que eu costumo fazer com a turma é um circuito de obstáculos no pátio da escola. O material é simples: cones, fitas pra marcar o chão e alguns almofadões pra simular obstáculos maiores. Divido a turma em grupos de cinco ou seis e cada grupo tem que montar um circuito, identificando os pontos onde há mais risco de queda ou colisão. Depois, eles trocam de circuito com outro grupo e têm que fazer o percurso planejando como evitar os riscos que identificaram. Essa atividade leva uns 45 minutos no total. A última vez que fizemos isso, o João ficou super empolgado e saiu apontando pro resto da galera: "Cuidado aqui, ó! Se não pular direito vai tropeçar!" Foi bem legal ver ele tão engajado.

Outra atividade bacana é um jogo de perguntas e respostas sobre situações hipotéticas de risco. Pra esse eu uso cartõezinhos onde escrevo situações tipo "você tá andando de bicicleta e vê um buraco", "tá chovendo e você quer andar no parque", coisas assim. A turma fica em círculo e cada aluno tira um cartão e lê pra turma. Eles discutem em grupo quais são os riscos envolvidos e como poderiam superá-los. Esse jogo leva uns 30 minutos e sempre rola muita discussão saudável. Da última vez, a Maria levantou uma questão ótima sobre andar perto de trânsito movimentado e como tem sempre que ficar atento mesmo quando se tá com fone de ouvido.

E uma terceira atividade bem envolvente é uma mini expedição pela quadra da escola e arredores. A ideia é que eles façam um percurso observando tudo ao redor e listando quais são os possíveis riscos de cada local por onde passam. Pra essa atividade, a gente só precisa de papel e caneta. Em duplas, eles anotam tudo e depois compartilham com a turma inteira. Dá uns 50 minutos pra cobrir tudo direitinho. Uma vez, durante essa caminhada, o Pedro notou que tinha uns galhos baixos de árvore na calçada e falou "Isso aqui alguém vai enroscar fácil!". Ele ficou todo orgulhoso por ter identificado algo que ninguém mais tinha visto.

O interessante dessas atividades é ver como as crianças vão desenvolvendo essa consciência corporal e espacial. No começo do ano eles estavam muito naquela fase do "tô nem aí", sabe? Agora já consigo perceber um cuidado maior nas ações deles durante as atividades físicas do dia a dia. Acho que isso vem muito do fato de passarmos tempo discutindo esses riscos juntos.

E é isso na prática: fazer com que eles vejam as situações de forma mais crítica e consigam pensar em soluções por conta própria ou em grupo. Tudo isso enquanto ainda estão curtindo participar das atividades da escola. É um equilíbrio entre ensinar responsabilidade e deixar espaço pra diversão.

Aí, claro que nem sempre tudo sai perfeito. Às vezes alguém escorrega mesmo depois da gente ter falado sobre os cuidados todos, mas faz parte do aprendizado também entender que nem tudo pode ser previsto ou evitado.

Por enquanto é isso aí sobre essa habilidade! Se alguém tiver ideias novas ou outros jeitos legais pra trabalhar essa questão dos riscos nas práticas urbanas, sempre tô aberto pra ouvir!

Na prática, os alunos precisam começar a ter uma percepção melhor das situações a sua volta, sabem? E pra ver se eles estão realmente pegando o jeito da coisa, eu dou uma boa circulada pela sala durante as atividades. Aí você vê na cara deles quando a ficha cai. É tipo quando tô andando ali pelo canto, observando, e percebo que o Lucas tá explicando pro Joãozinho como segurar o balanço pra não escorregar e cair de cara no chão. Aí você pensa: "Ah, esse aí entendeu!". Ou quando a Carol tá lá no meio da atividade e solta: "Gente, melhor esperar a chuva passar antes de subir lá, tá escorregadio demais." Nesse momento, sei que ela captou a mensagem.

Tem também aquelas conversas que eu pego no meio do caminho, sem querer. Às vezes paro um pouco e só fico ouvindo. Outro dia ouvi a Gabriela dizendo pra turma dela: "Ó, se a gente for pular daquela altura, é melhor ter alguém esperando lá embaixo pra ajudar a gente a não cair torto." Cara, nessas horas eu vejo que tão começando a entender o conceito do risco e da segurança. E tem aquela clássica cena onde um aluno tá tentando convencer o outro lá na hora: "Não, cara, segura firme com as duas mãos, senão cê vai se arrebentar!" E aí você percebe que ele tá aplicando o que aprendeu.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, geralmente os meninos subestimam os riscos. Tipo o Felipe. Ele vive achando que dá conta de tudo sozinho. Uma vez tava numa atividade de escalar uns caixotes empilhados e ele foi subindo, subindo, sem pensar direito no que poderia dar errado. Resultado? Os caixotes começaram a balançar e ele desceu num pulo só — por sorte sem se machucar. Aí eu sempre tento trazer ele de volta pra realidade: "Felipe, pensa aí em quantas vezes você já viu isso dar errado?" E faço ele listar exemplos. Isso ajuda a criar uma consciência maior.

E o contrário também acontece. Tem aqueles que ficam paralisados pelo medo de se machucar, tipo a Samanta. Ela sempre acha que qualquer coisa é perigosa demais. Pra ela, eu tento quebrar essa barreira mostrando exemplos seguros: "Samanta, vamos tentar juntos aqui? Olha como dá pra fazer de um jeito tranquilo." Daí vou fazendo junto com ela até ela perceber que tem formas seguras de participar.

Quanto ao Matheus e a Clara... Bom, cada um tem seu jeitão de aprender e participar nas atividades por causa das suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos mais focados e diretos. Com ele, o negócio é manter as instruções bem claras e dividir as tarefas em passos pequenos. Tipo assim: primeiro vamos chegar até ali devagarinho; depois ajuda ele a planejar qual será o próximo movimento. Outro dia mesmo tava ajudando ele numa atividade tipo um parkour simplificado e funcionou quando juntos traçamos um caminho curto e direto.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso garantir que as atividades sejam mais previsíveis e estruturadas. Sei que mudanças repentinas podem deixar ela bem desconfortável. Então o que faço é mostrar o passo-a-passo antes da atividade começar e uso apoio visual sempre que possível, tipo cartões com imagens do que vai ser feito. Semana passada mesmo, quando fomos explorar com segurança os brinquedos do parquinho da escola, levei uns cartazes mostrando o circuito de escadas e rampas que iríamos usar. Assim ela já sabe o que esperar.

Agora, nem tudo sai perfeito sempre, né? Tentei uma vez usar música como pano de fundo pra ajudar na concentração do Matheus durante uma atividade mas foi um desastre porque ele ficou ainda mais agitado! Vivo aprendendo com essas tentativas e erros.

E no final das contas é isso aí... Cada aluno tem seu jeitinho próprio de aprender e interagir com essas atividades mais práticas. E vou te falar: é um baita aprendizado pra mim também! Espero que essas histórias ajudem vocês a enxergar como lidar com essas situações na sala de aula. Qualquer coisa tamo aí pra trocar ideia!

Até mais!

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