Olha, pessoal, ensinar a habilidade EF67EF21 da BNCC é uma das partes mais legais e desafiadoras do currículo de Educação Física, principalmente quando falamos do 6º ano. Essa habilidade fala sobre identificar a origem das práticas corporais de aventura e recriar essas práticas reconhecendo as características delas, tipo os instrumentos, equipamentos de segurança, indumentária e organização. Parece complicado, né? Mas vamos descomplicar!
Na prática, isso significa que os meninos e as meninas precisam entender de onde vem essas práticas, como o skate, o parkour ou até mesmo a escalada urbana. Eles têm que saber que tem todo um contexto por trás dessas atividades que não é só sair por aí se aventurando. Por exemplo, o skate não é só subir numa tábua com rodinhas e sair deslizando. Tem toda uma cultura envolvida, além de equipamentos de segurança que são super importantes, como capacete e joelheiras. E quando a gente fala em recriar essas práticas, estamos incentivando eles a pensar em como poderiam adaptar ou criar suas próprias versões dessas atividades com o que têm disponível aqui na nossa cidade.
O que eu percebo é que os alunos já chegam no 6º ano com alguma noção sobre essas práticas. Muitos assistem vídeos na internet ou têm amigos mais velhos que praticam. Só que a diferença é que agora eles vão começar a entender de verdade o porquê das coisas e aprender a fazer de um jeito seguro e organizado.
Agora vou contar sobre três atividades que faço com os alunos pra trabalhar essa habilidade.
A primeira é uma introdução ao skate. Eu levo alguns skates velhos (uns 3 ou 4) que consegui doações e improviso uma mini pista no pátio da escola com umas rampas feitas de madeira. Primeiro, a gente senta no chão em roda pra falar um pouco sobre a história do skate, como ele surgiu na Califórnia, nos anos 60, quando os surfistas queriam algo pra fazer nos dias sem ondas. Falo dos equipamentos de segurança e mostro como usar cada um deles. Depois disso, divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos e cada grupo tem um tempo pra experimentar subir no skate, primeiro segurando na parede pra ganhar confiança. Isso leva uns 40 minutos no total. Da última vez que fizemos, o Pedro ficou tão empolgado que quis tentar uma manobra sozinho! Tive que lembrar ele da importância da segurança antes de qualquer coisa.
A segunda atividade é sobre parkour. Essa é uma atividade mais teórica no começo e depois prática. Uso vídeos curtos do YouTube mostrando atletas profissionais e também amadores praticando parkour em ambientes urbanos. A gente discute sobre como o parkour nasceu na França como uma maneira dos jovens explorarem seu ambiente urbano de forma criativa e segura. Depois levamos essa ideia pra prática fazendo um circuito simples na quadra da escola usando cones, cordas e bancos como obstáculos. A turma toda participa ao mesmo tempo nesse circuito, com umas 3 ou 4 rodadas pra cada aluno experimentar diferentes formas de superar os obstáculos. Leva cerca de 1 hora. Da última vez, a Mariana ficou com medo de pular de um banco pro outro e o pessoal todo começou a incentivar ela até que conseguiu vencer o medo. Foi um momento bem legal!
A terceira atividade é criar uma "aventura urbana" usando apenas o material escolar disponível, como cordas de pular, bastões e bolas. Aqui eles têm que ser criativos mesmo! Cada grupo cria sua própria trilha ou atividade e depois apresenta pros colegas testarem. Essa atividade geralmente ocupa uma aula inteira porque envolve bastante planejamento do grupo e apresentação final. Os alunos adoram porque podem soltar a imaginação e fazer algo bem diferente do tradicional. Na última vez que fizemos isso, o Lucas inventou um jogo de "pega-pega" usando bolas onde quem era "pego" tinha que fazer um exercício específico pra voltar pro jogo. Foi super divertido ver as ideias deles tomando forma.
Enfim, pessoal, trabalhar essa habilidade é um jeito incrível de mostrar pros alunos que Educação Física não é só jogar bola ou correr na quadra. É uma oportunidade deles entenderem mais sobre cultura, história e segurança enquanto se divertem e exploram novas maneiras de usar o corpo! E essa turma do 6º ano tá sempre cheia de energia e criatividade pra aprender coisas novas.
Espero ter ajudado algum colega aí com essas ideias! Até a próxima!
Aí galera, continuando a conversa sobre a habilidade EF67EF21, uma das coisas mais legais de ser professor é perceber quando os alunos realmente entenderam o que a gente tá tentando ensinar, sem precisar de uma prova formal. É no dia a dia, nas pequenas coisas, que essas sacadas aparecem. Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala ou no pátio e escuto as conversas entre eles. Outro dia, ouvi a Júlia explicando pro Lucas que o parkour é uma prática urbana e que começou na França. Ela tava falando dos movimentos, do espaço urbano e como a galera usa o que tem ao redor como obstáculo. Na hora pensei: "ah, essa entendeu!". Sabe quando você vê que o aluno tá conseguindo ligar os pontos? É uma sensação boa demais.
Outro jeito de perceber é quando eles começam a fazer as conexões entre as coisas por conta própria. Tipo o Pedro, que chegou pra mim num intervalo e falou sobre como o skate nasceu na Califórnia por causa dos surfistas que queriam surfar no asfalto nos dias sem onda. Quando um aluno chega com uma informação dessas, mostra que ele foi além da sala de aula e buscou entender mais. Aí você sabe que tá no caminho certo.
Agora, falando dos erros mais comuns... Tem uns clássicos que sempre acontecem. Um bem frequente é a galera confundir os equipamentos de segurança ou a indumentária correta pra determinada prática. Tipo, teve o caso do João que achava que pra escalada urbana precisava usar aquelas roupas de alpinismo todo paramentado. É um erro comum, porque eles nem sempre têm a vivência das práticas e pegam algumas ideias erradas pelo caminho. Quando isso acontece, eu tento corrigir na hora. Costumo chamar eles numa roda e aí mostro umas imagens ou vídeos pra diferenciar. Assim eles conseguem visualizar melhor o que é necessário mesmo.
Outra situação foi com a Luísa, que tava toda animada falando sobre como queria usar capacete de moto pra andar de skate porque achava mais seguro. Aí tive que explicar que cada equipamento tem seu propósito e que o capacete de skate é diferente do de moto por causa do impacto e da maneira como se encaixa na cabeça. Isso geralmente acontece quando eles trazem coisas do dia a dia deles ou do que veem em casa.
Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um com suas particularidades, né? O Matheus tem TDAH e às vezes fica difícil ele focar nas atividades por muito tempo. O que faço é tentar dividir as atividades em partes menores e mais dinâmicas pra ele não perder o interesse. E outra coisa é sempre ter tarefas alternativas caso ele termine antes dos outros ou precise de um tempo extra pra acalmar. Já testei aquele esquema de dar intervalos curtos entre as atividades e funcionou bem pra ele se reorganizar sem perder o fio da meada.
Com a Clara, que tem TEA, eu tento fazer adaptações nas instruções e dar mais tempo pra ela processar as informações. Às vezes uso cartões visuais ou mesmo falo com ela antes da aula começar pra explicar o que vamos fazer. Isso ajuda ela a se situar melhor e participar ativamente das atividades. Tive uma experiência legal usando um aplicativo de imagens sequenciais que mostra passo a passo do que vamos fazer, e ela respondeu muito bem a isso.
Claro que nem tudo dá certo sempre. Teve uma vez que achei que um material audiovisual ia ajudar o Matheus a focar melhor, mas na verdade ele ficou meio sobrecarregado com tanta informação de uma vez só. Aí aprendi que menos é mais nesse caso.
Bom, pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado a clarear um pouco como percebo quando os meninos estão aprendendo e como lido com os desafios comuns da sala de aula. Fiquem à vontade pra compartilhar suas experiências também ou perguntar qualquer coisa! Abraço!