Voltar para Computação Ano
EF01CO06Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer e explorar artefatos computacionais voltados a atender necessidades pessoais ou coletivas.

Cultura digitalUso de artefatos computacionais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF01CO06 da BNCC é meio que ensinar os meninos a entenderem que os computadores e outras tecnologias estão aí pra ajudar a gente no dia a dia, sabe? Quando a gente fala de artefatos computacionais, não estamos falando só do computador que fica na sala de informática, mas de qualquer tecnologia que eles possam usar pra resolver um probleminha do cotidiano ou só pra facilitar a vida. Então, o que eu tento fazer na prática é mostrar pras crianças que desde um simples aplicativo no celular até os tablets e os próprios computadores podem ser ferramentas super úteis.

A ideia é que eles consigam olhar pra essas ferramentas e pensar "Como eu posso usar isso pra fazer algo?". Tipo, se eles querem desenhar, talvez um app de desenho seja legal. Ou se precisam fazer uma pesquisa simples, entender que podem usar o Google – claro, com supervisão. Eles precisam conseguir pensar: "Ah, eu tenho uma necessidade ou um problema, como a tecnologia pode me ajudar aqui?". E isso vai além do uso pra brincadeira, é mais sobre perceber o potencial dessas ferramentas.

Agora, sobre como isso se conecta com o que eles já aprendiam na série anterior... Bom, os pequenos vêm lá do jardim de infância já meio familiarizados com alguns aparelhos. Eles sabem mexer num celular ou tablet porque veem os pais e até já jogam coisas simples. O que a gente faz no 1º ano é expandir esse conhecimento: tiramos eles do uso passivo dessas tecnologias e começamos a mostrar que podem ser criadores com elas.

Vou contar como faço isso na minha sala. Tenho três atividades que gosto bastante de fazer com a turma:

A primeira é uma atividade de desenho digital. Eu uso um app bem simples que se chama "Paint Junior" – é gratuito e dá pra baixar nos tablets da escola. Aí, divido a turma em duplas porque gosto de trabalhar o lado colaborativo também. Eles ficam lá por uns 30 minutos explorando o aplicativo. Eu dou um tema: “Desenhem como vocês imaginam uma cidade do futuro”, por exemplo. Aí, olha, é incrível ver as ideias deles! Na última vez que fiz isso, o João e a Maria inventaram uns carros voadores super coloridos e até puseram uns robôs professores (alô futuro!). Dá pra ver como eles ficam empolgados e não querem largar o tablet depois.

Outra atividade que bomba é um jogo educativo online chamado “ABC do Zoo”. É tipo um jogo de palavras cruzadas com temas de animais. Uso isso pra trabalhar vocabulário, então conectamos uns seis computadores na sala de informática e faço rodízio entre os grupos – cada grupo joga por cerca de 15 minutos. Na última vez, a Sofia ficou toda animada quando conseguiu completar sozinha uma palavra difícil. Ela voltou pro lugar dela já querendo contar pros colegas como fez.

E agora uma das minhas favoritas: a construção de histórias em quadrinhos digitais. Aqui usamos um programa chamado “Pixton” – tem uma versão gratuita bem legal pras crianças. Damos um tempo maior pra essa atividade porque é mais complexa; geralmente levamos umas duas aulas de 50 minutos cada. Divido a turma em grupos de três ou quatro e peço pra criarem uma historinha própria. O legal é que eles precisam pensar não só nas imagens, mas no texto também, então acabam desenvolvendo várias habilidades ao mesmo tempo. Da última vez que fizemos isso, o Lucas e a Ana criaram uma saga intergaláctica com heróis espaciais! Eles ficaram tão orgulhosos que pediram pra apresentar pros colegas no final.

É bacana ver como essas atividades incentivam os alunos a pensarem além do uso básico das tecnologias. Eles começam a perceber que têm o poder de criar também! E quando você vê seus alunos felizes e dizendo que querem ser programadores ou engenheiros quando crescerem, você percebe que tá no caminho certo. E vou te falar: esses momentos de brilho nos olhos fazem todo o esforço valer a pena.

Então é isso, galera. Espero que essas ideias sejam úteis pra vocês também. E contem aí como vocês têm trabalhado essa habilidade nas suas salas! Abraço!

E então, como é que a gente sabe que os meninos pegaram o jeito da coisa sem precisar aplicar aquela prova formal, hein? Bom, eu sempre digo que o lance é ficar de olho mesmo. Quando estou circulando pela sala, gosto de prestar atenção na interação deles, sabe? Tipo, quando eles estão mexendo nos tablets ou nos computadores, dá pra ver quem tá manuseando a tecnologia de um jeito mais natural, como se fosse uma extensão do que já fazem no dia a dia. Aí, às vezes, eu paro e ouço as conversas entre eles. Teve um dia que o Joãozinho tava explicando pro Lucas como usar um aplicativo de desenho que a gente tinha mostrado na aula anterior. Ele falava: “Olha, você clica aqui e depois puxa pra cá, igual a gente faz quando quer desenhar no caderno”. Foi ali que pensei: “Ah, o Joãozinho entendeu a lógica da coisa”.

Outra situação bacana foi com a Mariana. Durante uma atividade em que pedi pra eles criarem uma pequena apresentação no computador sobre qualquer tema da escolha deles, ela não só fez isso como também ajudou a amiga Ana a formatar o texto e colocar imagens. Mariana dizia: “Viu? É só arrastar e soltar assim”. E a Ana, num instante, pegou o jeito também. Nesse tipo de troca entre eles é que dá pra perceber quem tá sacando a ideia de usar as tecnologias como ferramenta.

Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem... Ah, tem uns clássicos! O Pedrinho, por exemplo, toda vez que vai abrir um programa novo é um sufoco. Ele sempre clica mil vezes no mesmo ícone e acaba travando tudo. Isso acontece porque ele ainda não entende direito o tempo de resposta das máquinas. Aí, quando pego ele na hora fazendo isso, eu falo: “Calma aí, Pedrinho! Lembra que o computador precisa de um tempinho pra pensar também”. Já a Sofia vive trocando o nome dos arquivos e não acha depois. Ela salva tudo na pasta errada e não lembra onde guardou. Com ela, tenho trabalhado a importância de escolher os nomes certos e organizar tudo direitinho.

Agora sobre o Matheus e a Clara... cada um tem suas necessidades especiais e olha, tem sido um aprendizado constante pra mim. O Matheus tem TDAH e é um menino muito esperto, mas às vezes ele se distrai fácil demais. Então, procuro fazer atividades mais curtas e bem divididas pra ele. Tipo assim: se a turma vai fazer algo em 20 minutos, divido em blocos de 5 minutos com pequenas pausas no meio pra ele conseguir focar melhor. Além disso, uso muito vídeos curtos porque ele presta mais atenção em coisas visuais.

Com a Clara, que tem TEA, a abordagem é diferente. Ela funciona super bem com rotina e previsibilidade. Então sempre explico antes o que vamos fazer no dia e às vezes até mostro fotos das atividades ou do ambiente em si. Organizo as atividades de maneira visual também, com cartões ou desenhos indicando cada etapa. Uma coisa que deu certo foi usar aplicativos educacionais com sons suaves e imagens claras porque ela responde bem a isso.

O que não funcionou? Bom, uma vez tentei fazer uma atividade em grupo maior achando que seria legal pra Clara socializar mais. Foi um caos! Muita informação ao mesmo tempo deixou ela ansiosa. Desde então prefiro trabalhar em duplas ou trios pequenos quando possível.

E assim vou aprendendo com eles também, ajustando aqui e ali até encontrar o caminho certo pra cada um. Cada dia é um passo diferente nessa caminhada educativa.

Bom, acho que é isso pessoal! Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, estamos aí pra aprender sempre juntos! Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF01CO06 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.