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EF04CI10Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar as indicações dos pontos cardeais resultantes da observação das sombras de uma vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola.

Terra e UniversoPontos cardeais Calendários, fenômenos cíclicos e cultura
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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF04CI10 da BNCC com a galera do 4º Ano é uma experiência que eu acho muito bacana. Quando a gente fala de comparar as indicações dos pontos cardeais usando a sombra de uma vara e a bússola, na prática, estamos falando de ensinar os meninos a entenderem como o Sol e os instrumentos podem nos ajudar a nos localizar. É mais ou menos assim: eles vão precisar observar a sombra de um objeto fixo, tipo uma vara, e ver como ela se move durante o dia. Com isso, eles conseguem identificar onde fica o norte, o sul, o leste e o oeste só olhando pro chão. Aí, quando eles pegam uma bússola, conseguem ver se o que observaram bate com as indicações do instrumento. É um exercício de observação e interpretação bem interessante.

Na série anterior, os meninos já tinham visto noções básicas de orientação e localização. Eles aprenderam tipo onde o Sol nasce, onde ele se põe, essas paradas mais intuitivas. Agora no 4º ano, a gente aprofunda isso usando métodos mais científicos, se é que dá pra chamar assim nesse nível. Mas enfim, é mostrar pra eles que a gente consegue se orientar usando tanto métodos antigos quanto modernos e como isso tudo se conecta.

Agora deixa eu contar pra vocês como eu faço isso na minha turma com algumas atividades simples. Primeiro de tudo, a gente precisa dos materiais básicos: vara de madeira (ou até um lápis grande já serve), papel, lápis pra anotar as observações e umas bússolas que peguei emprestadas na escola mesmo.

A primeira atividade é a famosa experiência do gnômon. Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. Peço pra cada grupo fincar uma vara no chão do pátio da escola num dia bem ensolarado. Eles fazem isso logo no começo da aula, tipo umas 8h30 da manhã. Aí o truque é ir observando como a sombra muda ao longo do tempo. A cada meia hora ou uma hora, dependendo da disposição do tempo disponível, eles fazem uma marcação no chão com giz mostrando onde tá a ponta da sombra e anotam essas observações num papel. Isso leva praticamente o dia inteiro porque precisam repetir várias vezes, mas durante esse tempo eles vão fazendo outras atividades relacionadas lá na sala, como discutir sobre o que estão observando.

Na última vez que fizemos isso, o João ficou maravilhado quando percebeu que a posição do Sol realmente muda durante o dia, algo que ele nunca tinha parado pra perceber antes.

A segunda atividade é justamente usar a bússola pra ver se as observações batem. Normalmente fazemos essa parte no dia seguinte à atividade do gnômon. Cada grupo pega uma bússola e vai até as marcações que fizeram no dia anterior. Eu ensino eles a segurarem a bússola direitinho e esperarem ela parar. A ideia é comparar onde eles acharam que era o norte só olhando a sombra com o que a bússola tá dizendo. É engraçado porque normalmente tem sempre um grupo que erra feio e outro que acerta quase em cheio. Isso gera altos debates na sala e muita risada também.

Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou todo orgulhoso porque o grupo dele conseguiu acertar direitinho onde era o norte com base nas sombras.

Por fim, fazemos uma roda de conversa na sala pra discutir tudo que rolou. Essa parte não tem material específico - é mais um bate-papo mesmo -, mas costuma ser bem rica. Eu começo perguntando o que eles acharam das duas experiências e como foi comparar os dois métodos. O legal é ver eles começando a entender que tanto as sombras quanto a bússola têm seus pontos fortes e fracos. Algumas crianças até começam a filosofar sobre como as pessoas faziam antigamente sem tecnologia moderna.

Lembro da Luiza dizendo que agora ela entende por que os navegadores precisavam tanto das estrelas e do Sol - algo que ela nunca tinha pensado antes.

No final das contas, dá pra ver como esse tipo de atividade ajuda os meninos não só a aprenderem sobre ciência e orientação mas também sobre trabalho em equipe e observação crítica. Eu sempre fico impressionado com as conclusões que eles conseguem tirar desses pequenos experimentos. E olha só, é tudo feito com material simples e muita criatividade da criançada. Então é isso, pessoal! Espero ter ajudado vocês com essas ideias aí pro 4º Ano. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências, tô por aqui! Abraço!

Olha, perceber que os meninos entenderam a habilidade sem aplicar prova formal é mais sobre observar as pequenas coisas do dia a dia. Sabe quando você circula pela sala e vê a galera interagindo? É aí que acontece. Por exemplo, quando estamos lá fora observando a sombra da vara, eu fico de olho em como eles reagem às mudanças. Se o Joãozinho tá lá explicando pra Maria que a sombra tá maior agora do que estava antes porque o Sol tá mudando de posição, é sinal que ele pegou a ideia. Outro momento é quando ouço eles conversando entre si, tipo o Pedro perguntando pro Lucas se ele também notou que a sombra foi pro outro lado à tarde. É nesses papos que você saca se o aluno entendeu ou se ainda tá perdido.

Teve uma vez que a Júlia me surpreendeu. A gente tava discutindo sobre como criar uma bússola básica e ela, do nada, virou e falou: "Professor, se o ponteiro sempre aponta pro norte, a gente vai saber que o sul é o lado oposto". Achei incrível porque ela conseguiu conectar as ideias de uma forma prática na cabeça dela. E quando ela começou a explicar isso pros colegas, ficou claro que tinha entendido bem.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso tem um monte! O Gabriel tem uma mania engraçada de confundir o leste com o oeste. É até curioso porque ele fala todo confiante "não, professor, esse lado é o leste". Aí eu pergunto: "Gabriel, e o Sol nasce onde mesmo?" e ele dá aquela risadinha percebendo o erro. Isso acontece muito porque, na prática, decorar essas direções é meio abstrato pra eles no começo.

Outro erro clássico é quando os meninos se atrapalham com o conceito de sombra maior ou menor dependendo da hora do dia. A Ana Clara sempre dizia que não entendia por que a sombra mudava tanto se a vara era do mesmo tamanho. Eu tive que mostrar várias vezes pra ela como a posição do Sol altera tudo isso. O negócio é pegar esses erros na hora e transformar em oportunidade de reforçar a explicação com paciência.

Agora, com relação ao Matheus que tem TDAH e à Clara com TEA, eu preciso adaptar bastante coisa nas atividades. O Matheus precisa de estímulos diferentes pra manter o foco. Então, eu costumo fazer rotações de atividades com ele, tipo dividindo o tempo entre observações práticas e tarefas curtas no caderno. Ele gosta quando usamos materiais concretos como uma mini bússola ou um mapa com ímãs coloridos pra indicar os pontos cardeais. Ajuda muito porque dá um visual mais interessante e dinâmico pra ele.

Já com a Clara, o desafio é diferente. Como ela tá no espectro autista, preciso ser bem claro e objetivo nas instruções. Uso cartões visuais pra mostrar pra ela qual vai ser a sequência das atividades do dia. Uma coisa que funcionou bem foi criar uma rotina mais previsível pro nosso projeto de ciências. Por exemplo, sempre começamos as aulas práticas no mesmo horário e terminamos com uma pequena sessão de perguntas onde ela já sabe que pode participar falando ou desenhando.

Teve uma vez que tentei usar um jogo em grupo envolvendo direção e pontos cardeais achando que seria legal pros dois, mas não funcionou tão bem pro Matheus porque ele se distraiu fácil demais e acabou se frustrando. Já com a Clara, deu certo porque ela gostou de seguir as regras claras do jogo.

Bom, essa é mais ou menos minha experiência lidando com esses desafios em sala de aula. Acho que entender cada aluno e adaptar nossos métodos faz toda diferença no aprendizado deles. E vocês aí? Como têm lidado com essas situações nas suas turmas? Um abraço!

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