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EF04CI03Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento ou resfriamento são reversíveis (como as mudanças de estado físico da água) e outras não (como o cozimento do ovo, a queima do papel etc.).

Matéria e energiaMisturas Transformações reversíveis e não reversíveis
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04CI03 é uma daquelas que a gente precisa meio que "descomplicar" pra galera do 4º ano. É sobre entender as mudanças que a matéria pode sofrer quando a gente esquenta ou esfria. A ideia é que os meninos percebam que tem coisa que dá pra reverter, tipo a água que vira gelo e depois volta a ser água, e tem coisa que não dá, tipo o ovo cozido. Eles já vêm com uma noção básica de mudanças de estado, porque lá no 3º ano eles estudam a água, então eles sabem bem o lance de sólido, líquido e gasoso. O desafio agora é ir além: é fazer com que eles saquem essa parada do que volta e o que não volta ao estado original.

E aí, como a gente faz isso na prática? Bom, vou contar três atividades que faço com os meninos e funcionam que é uma beleza.

A primeira atividade é clássica: o experimento do gelo. Todo mundo adora porque envolve mistério e um pouco de bagunça boa. Eu levo umas bandejas de gelo lá da cozinha da escola mesmo e uns potes transparentes. A turma se divide em grupos, normalmente uns cinco alunos por grupo pra não virar muvuca. Aí cada grupo fica com um pote com uns cubos de gelo dentro. Peço pra eles observarem e anotarem tudo o que veem: como é o gelo, o que acontece quando fica fora da geladeira... E aí vem a parte interessante: eles vão se dar conta que o gelo derrete e vira água! Leva uns 15 a 20 minutos pra tudo derreter se o dia estiver quente. Nesse momento sempre rola aquela interação boa, eles começam a perceber sozinhos que essa mudança é reversível. Da última vez, o Pedro começou a brincar de cientista e disse "Profe, vou colocar na geladeira de novo pra ver se fica igual antes". E é isso mesmo que eu queria que eles sacassem!

A segunda atividade é uma experiência mais "radical", digamos assim: o ovo cozido. Aqui eu preciso da ajuda da merendeira pra cozinhar os ovos antes da aula começar. Deixo uns ovos crus e outros cozidos em cima da mesa. Chamo a turma toda pra perto e mostro os dois tipos de ovo. Pergunto o que acham que acontece se eu quebrar um ou outro. A curiosidade já bomba! Depois disso, peço pra eles escreverem no caderno o que acham que vai acontecer se eu tentar "descozinhar" um ovo cozido. É claro que todo mundo já sabe a resposta, mas descrever o processo estimula eles a entenderem o porquê de não ser reversível. Numa dessas atividades, a Júlia levantou a mão e mandou: "Ah professor, tipo, não dá pra 'descozinhar' porque virou outra coisa". Achei genial! Essa atividade costuma levar uns 30 minutos porque rolam muitas perguntas e muita curiosidade.

Agora vem a terceira atividade, essa envolve papel e fogo (com toda segurança do mundo). Eu levo umas folhas de papel sulfite (sempre peço pras crianças trazerem mais de casa porque né...). Essa eu faço no pátio ou na quadra da escola, onde tem espaço aberto e seguro. Com o auxílio da direção da escola, faço uma pequena demonstração: acendo um fósforo e queimo um pedaço do papel (já aviso sempre para nenhum aluno tentar isso sozinho depois!). Pergunto pra turma: "E agora, dá pra voltar atrás? Dá pra ter esse papel inteirinho de novo?" Todo mundo fica meio impactado na hora por ver o papel virar cinza rapidinho. Nessa última vez, o Lucas olhou fixo pras cinzas e disse: "Agora virou outra coisa mesmo, professor Carlos". Aí discutimos sobre por que algumas coisas não têm retorno mesmo.

Essas atividades são simples mas muito eficazes. Elas ajudam os alunos a conectarem teoria com prática de um jeito bem claro. Além disso, quando eles veem com os próprios olhos as mudanças acontecendo, fica muito mais fácil entender conceitos meio abstratos como reversibilidade e irreversibilidade.

O legal é ver como cada aluno reage diferente. O João é sempre mais quietão, mas no final das atividades vem me perguntar algo curioso que ele pensou durante os experimentos; já a Ana adora compartilhar as descobertas com os colegas em voz alta mesmo. E aí é nessas interações em sala de aula que você vê eles construindo conhecimento juntos, um complementando o entendimento do outro.

Bom, essa é minha experiência trabalhando essa habilidade por aqui. Fico por aqui por hoje! Se alguém tiver outras ideias ou sugestões de como trabalhar esse tema, manda aí que vou adorar saber! Valeu!

E aí, continuando a conversa sobre a habilidade EF04CI03, quero contar como eu percebo que os meninos realmente entenderam o conteúdo sem precisar lançar mão de uma prova formal. Sabe, é aquela coisa de sentir a turma, prestar atenção nas conversas e nos olhares deles.

Quando estou circulando pela sala durante uma atividade prática, por exemplo, dá pra ver nos olhos deles quando a ficha cai. Teve uma vez que a Ana estava explicando pro Pedro como o chocolate derretido pode voltar a endurecer se esfriar. Ela usou as palavras dela, mas fez uma comparação com sorvete que derrete no sol e depois vira só água. Quando eles começam a fazer essas conexões por conta própria, sem eu precisar guiar tanto, sei que entenderam.

Outra hora é quando escuto eles conversando entre si. Dou aquela paradinha discreta pra escutar e muitas vezes o próprio colega corrige ou complementa o outro. Tipo o Lucas e o João, que estavam discutindo se um papel queimado era mudança reversível ou não. O Lucas insistia que dava pra reverter se apagasse o fogo rápido, mas o João explicou que mesmo apagando, aquele pedaço queimado não volta a ser papel como antes. Esse tipo de interação mostra que eles estão pensando criticamente sobre o tema.

Mas não é sempre flores, né? A galera erra bastante também. Um erro bem comum é confundir mudança física com química. O Felipe, outro dia, disse que dissolver açúcar na água era uma mudança química porque "o açúcar sumiu". Eles têm essa tendência de achar que tudo que envolve misturar ou mudar de aparência já é químico. Então eu sempre volto nos exemplos simples: faço eles pensarem no sal na água do mar e como ele "volta" quando a água evapora. O desafio é fazer eles perceberem que nem toda transformação visível significa reação química.

Outra confusão é achar que todo sólido derretido vai voltar ao estado original depois de esfriar. A Sofia me falou uma vez que derreter cera e virar vela de novo provava isso. Eu expliquei que com a cera até funciona, mas nem tudo é assim tão simples – tipo vidro derretido precisa de um processo muito mais controlado pra voltar ao estado original.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, o manejo na sala precisa ser diferenciado mesmo. Com o Matheus eu preciso ser bem flexível no tempo das atividades — ele às vezes perde o foco e precisa daquele empurrãozinho pra retomar. Já percebi que dividir as tarefas em partes menores ajuda bastante. Dou um passo por vez e sempre dou um feedback positivo quando ele conclui uma parte.

Pra Clara, as instruções precisam ser bem claras e visuais ajudaram muito também. Uso cartazes com desenhos e sequências de passos. Ela tem um interesse particular por dinossauros, então sempre tento puxar exemplos relacionados — tipo falar das mudanças climáticas na época deles e como isso afetou a matéria orgânica daquela era.

O que não funcionou muito bem foi tentar manter uma só estratégia fixa pra cada um deles. Percebi que precisava adaptar constantemente porque num dia funciona uma coisa e no outro já tenho que pensar em outra abordagem. E paciência é chave – tanto pra eles quanto pra mim.

Bom, acho que já compartilhei bastante sobre essa habilidade específica e como ando lidando com isso em sala de aula. Se alguém aí tiver dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui pra gente trocar ideias! Até mais!

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