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EF04CI09Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon).

Terra e UniversoPontos cardeais Calendários, fenômenos cíclicos e cultura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF04CI09 na prática, estamos falando de fazer os meninos entenderem como os pontos cardeais funcionam ao observar o Sol e as sombras. Eu costumo explicar pros alunos que esse negócio de pontos cardeais não é só coisa de bússola ou mapa, mas algo que eles podem ver no dia a dia, tipo, usando o Sol como referência. O que eles precisam conseguir fazer é basicamente olhar para o céu e pensar: "Beleza, ali tá o leste porque o Sol nasce ali" ou usar uma sombra pra saber onde tá o norte. É um jeito bem bacana deles perceberem o mundo à volta e se localizarem.

Esse conteúdo se conecta bastante com o que eles já têm na cabeça das séries anteriores, sabe? Lá no terceiro ano, por exemplo, eles já falam um pouco sobre o movimento da Terra, sobre o dia e a noite, então quando chegam no quarto ano estão prontos pra aprofundar esse conhecimento observando os efeitos práticos disso. Eles já têm aquela noção de que o Sol aparece em pontos diferentes do céu ao longo do dia e isso é um ótimo ponto de partida pra gente trabalhar essa habilidade.

Agora vou compartilhar umas atividades que tenho feito com a turma e que têm dado certo.

Uma das primeiras atividades que fazemos é usar um gnômon, que nada mais é do que uma vara fincada no chão. É bem simples, não precisa complicar. A gente pega um graveto ou até um lápis mais grosso e finca numa área aberta do pátio da escola. Eu organizo a turma em grupos de três ou quatro alunos. Essa atividade vai ao longo do dia, então começamos logo pela manhã. Cada grupo observa e marca a sombra da vara em intervalos regulares de tempo – de meia em meia hora, por exemplo. Eles fazem anotação num caderninho ou numa folha.

Na última vez que fizemos isso, a turma ficou super empolgada. Teve uma hora que o Lucas falou: "Professor, isso é igual ao relógio de sol que minha avó tem na casa dela!", aí contou pra galera toda como funciona aquilo e deu um show à parte. É legal quando eles fazem essas conexões com a vida fora da escola. Com essas marcações, eles conseguem ver como a sombra vai se movendo e daí tiramos as direções dos pontos cardeais.

Outra atividade interessante é usar mapas simples impressos com bússolas desenhadas. A galera adora mapa! E nesse exercício a ideia é eles trabalharem em pares, cada dupla ganha um mapa da escola e uma bússola de verdade (que conseguimos emprestado com a coordenação). Aí eu dou uns 20 minutos pra eles se localizarem no mapa usando a bússola. Isso geralmente termina com uma mini caçada ao tesouro – eu escondo uns bilhetinhos pelo pátio e dou pistas baseadas nos pontos cardeais pra eles encontrarem.

Na última vez que fizemos isso, a Ana ficou maravilhada quando conseguiu encontrar um dos bilhetes sozinha! Ela disse: "Nossa, achei mesmo! Eu sempre me perco, mas agora entendi direitinho!" É gratificante ver como algo tão simples pode aumentar a confiança deles em se orientar.

Pra fechar esse ciclo de atividades, a gente faz uma roda de conversa onde cada grupo apresenta suas descobertas sobre a posição do Sol e das sombras ao longo do dia. Cada um comenta o que achou mais interessante. Isso dura uns 30 minutos e é uma parte muito rica porque eles trocam muito entre si – é um aprendizado colaborativo mesmo.

Me lembro que na roda de conversa da última vez, o João comentou algo bem legal: "Aí professor Carlos, eu nunca tinha parado pra pensar que todos os dias tem esse movimento do Sol! Parece coisa de filme!" E é isso que eu gosto de ver: quando eles começam a perceber coisas comuns sob uma nova perspectiva.

Enfim, essas atividades são maneiras práticas de ensinar essa habilidade da BNCC e os meninos acabam se divertindo bastante enquanto aprendem. É importante deixar as coisas leves e criar situações onde eles possam fazer relações com a vida real deles. No fim das contas, acho que mais do que saber apontar onde fica o norte ou o sul, é interessante ver como eles passam a observar mais o ambiente ao redor.

Então é isso! Espero ter ajudado com essas dicas práticas das minhas aulas. Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar experiências sobre esse tema, bora conversar!

Olha, perceber que os meninos aprenderam mesmo sem aplicar uma prova formal é uma coisa que a gente vai pegando com o tempo, né? É aquela percepção que vem do dia a dia, daquele contato constante com eles. Quando eu tô circulando pela sala enquanto eles fazem alguma atividade prática, dá pra ver claramente quem entendeu o lance dos pontos cardeais. Um exemplo concreto: teve um dia que eu propus que eles saíssem lá fora e observassem as sombras dos postes no pátio da escola ao longo do dia. Aí, teve um momento em que vi a Ana explicando pro Pedro que a sombra tava mudando de lugar porque o Sol também mudava sua posição no céu, e por isso, o norte não era mais onde tava antes. Olha, aí eu pensei “ah, ela pegou a ideia”.

Outro sinal claro é quando escuto as conversas entre eles, tipo quando alguém fala “Ei, vamos ver onde tá o oeste pra saber pra onde a gente tá indo”, durante alguma atividade externa ou mesmo numa brincadeira. Isso aconteceu com o João e a Sofia durante uma atividade de observação. O João tava com dificuldade e aí a Sofia começou a explicar pra ele usando um exemplo do próprio quintal de casa, falando que a avó dela sempre usava o Sol pra saber onde ficava o portão leste. Nessa hora, deu aquele estalo: ela entendeu e tá conseguindo relacionar com o dia a dia.

Agora, não dá pra dizer que tudo são flores. Tem uns erros comuns que aparecem sempre. Um erro clássico que os meninos cometem é confundir direção por causa da referência do espaço em que estão. Tipo assim, já peguei várias vezes o Gustavo apontando pro lado errado achando estar certo porque "sempre era ali" na visão dele, quando na verdade ele tava usando uma referência fixa do ambiente que mudou. Acontece muito deles se confundirem se não prestarem atenção em como o Sol realmente tá se movendo no céu ao longo do dia. Pra corrigir isso, eu paro na hora e faço eles olharem de novo, pergunto sobre onde o Sol tá agora comparado ao início do dia e faço eles pensarem no caminho percorrido.

Quando chega nessa parte de adaptação para o Matheus e a Clara, cada um tem suas necessidades específicas e eu procuro dar uma atenção mais personalizada. Com o Matheus, que tem TDAH, o negócio é manter ele engajado sem perder o foco. Eu uso uns cronômetros visuais pra ele saber quanto tempo ainda tem na atividade e faço pausas frequentes pra ele não ficar sobrecarregado. Além disso, dou tarefas mais curtas e objetivas porque ele tende a se perder em explicações longas. O que funcionou muito bem foi dar a ele um papel de liderança, tipo ser responsável por explicar ou desenhar alguma coisa no quadro, isso traz ele de volta pro foco da aula porque ele se sente importante.

Com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser mais visual e consistente nas instruções. Uso muitos cartões visuais com ela e rotinas bem definidas. Por exemplo, para ela entender melhor sobre as sombras e os pontos cardeais, colocamos desenhos no chão da sala marcando direções. Ela responde muito bem a essas referências visuais constantes e previsíveis. E olha como são as coisas: uma atividade que achei que ia dar super certo — tipo um jogo de perguntas rápidas sobre a movimentação do Sol — acabou não funcionando porque foi rápido demais pra ela processar toda a informação.

Acho que adaptar nossa forma de ensinar é uma das coisas mais desafiadoras e gratificantes dessa profissão. Ver os meninos crescendo em compreensão é demais! Bom galera, acho que por hoje é isso. Espero ter ajudado vocês com essas ideias e relatos de sala de aula. Vamos continuar trocando experiências? Abraços!

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