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EF04CI04Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos.

Vida e evoluçãoCadeias alimentares simples Microrganismos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF04CI04 da BNCC, que é sobre analisar e construir cadeias alimentares simples, a ideia é que os meninos consigam entender como que a natureza se organiza pra que todo mundo tenha o que comer e como cada ser vivo tem o seu papel nessa história toda. É como montar um quebra-cabeça onde cada peça tem seu lugar certo. E, claro, não dá pra esquecer do Sol, que é tipo o chefão dessa cadeia toda, porque é ele que fornece a energia necessária pros produtores, que geralmente são as plantas. Elas usam o Sol pra fazer aquela mágica da fotossíntese e a partir daí tudo começa a se desenrolar.

Os alunos precisam sair dessa aprendizagem sabendo que em uma cadeia alimentar tem sempre um início com os produtores de energia (as plantas), depois vêm os consumidores (como os animais herbívoros), seguidos pelos carnívoros que comem esses herbívoros, e assim por diante. Eles também têm que entender que essa cadeia é simples porque não envolve muitos elementos ou relações complexas de predadores e presas, sabe? No 3º ano eles já tinham uma noção básica de quem come quem na natureza e já sabiam que o Sol é importante pras plantas crescerem, então agora a gente só expande isso aí.

A primeira atividade que eu faço com a turma do 4º ano é uma simulação meio lúdica. Eu uso cartões com desenhos bem coloridos de diferentes seres vivos: planta, coelhinho, raposa e por aí vai. Esses cartões são bem simples, eu mesmo desenhei e plastifiquei pra durar mais. A turma fica em círculo na sala ou no pátio quando tá um solzinho gostoso lá fora. Distribuo os cartões entre eles e começo perguntando “Quem vocês acham que começa essa cadeia?” e a galera logo grita “A planta!”, porque lembram do lance do Sol. Aí um aluno com o cartão da planta levanta e diz o nome do próximo na cadeia, tipo “O coelho!” e assim vai até chegar num animal no topo. Essa atividade leva uns 40 minutos.

Uma vez teve uma cena engraçada com o Joãozinho. Ele tinha o cartão da raposa, mas tava tão distraído conversando com a Maria sobre o futebol do recreio que quase perdeu a vez de entrar na cadeia. Daí eu brinquei “Joãozinho já tá satisfeito, não quer comer ninguém hoje!” E ele riu todo sem graça.

Outra atividade legal é fazer um mural na parede da sala com toda a classe. Eu levo revistas velhas e cartolina pros meninos recortarem imagens de animais e plantas. A gente faz uma pesquisa rápida na internet também pra garantir que ninguém vai botar um tubarão do lado de uma floresta amazônica, sabe? Depois eles colam as figuras na cartolina formando cadeias alimentares diferentes. Cada grupo fica responsável por uma cadeia. Isso ajuda eles a visualizarem melhor as relações entre os seres vivos. Normalmente essa atividade leva duas aulas de 50 minutos.

Foi durante essa atividade que a Ana Paula soltou uma pérola: ela tava discutindo com o grupo dela se deviam colocar uma borboleta ou uma abelha como polinizador de umas flores ali no mural. Aí ela falou “Ah, mas no desenho animado as abelhas são amigas das flores!” E isso gerou uma discussão super produtiva sobre como ambos podem ser polinizadores.

E pra fechar com chave de ouro, eu faço um jogo de perguntas e respostas baseado na cadeia alimentar estudada. Divido a turma em dois grupos e fico lançando perguntas tipo “Quem é o consumidor primário numa floresta?” ou “O que aconteceria se não tivesse mais plantas?”. Os meninos adoram competir, então isso deixa eles mais animados. Cada resposta correta vale um ponto pro time. É coisa rápida, uns 30 minutos no máximo, mas eles saem da aula todos empolgados.

Teve uma vez que o Pedro inventou de responder todas as perguntas sozinho no grupo dele. Quando vi isso acontecendo, propus um rodízio nas respostas pra garantir que todos participassem. Foi bacana porque incentivou até os mais tímidos a se expressarem.

Enfim, trabalhar essa habilidade das cadeias alimentares é sempre interessante porque os alunos começam a ver a natureza com outros olhos. Eles passam a entender melhor como tudo está conectado e como cada ser vivo tem seu lugar nesse mundão aí fora. E você vê nos olhinhos deles aquele brilho de descoberta quando tudo começa a fazer sentido, sabe? É isso que faz valer a pena ser professor!

A parte mais gratificante de ensinar essa habilidade é observar os meninos no dia a dia, ver como eles vão se apropriando do conhecimento. Quando eu tô andando pela sala durante as atividades, dá pra perceber quem tá pegando a ideia. É muito legal quando o aluno tá lá, olhando pra imagem de uma cadeia alimentar e de repente solta um "Ah, entendi! A planta é comida pelo gafanhoto, que depois é comido pelo sapo". Isso já é um sinal de que ele tá começando a entender como funciona essa organização toda.

E o mais bacana é quando eles começam a explicar uns pros outros. Teve uma vez que a Mariana começou a falar pro Pedro assim: "Olha, o leão não vai comer a grama, ele come os bichos que comem a grama". Aí eu só fiquei ali de canto, ouvindo, porque ver esse tipo de troca de conhecimento entre eles é incrível. Pensar que ela internalizou esse conceito é o que me faz acreditar que a aula ta fazendo sentido.

Agora, claro, nem sempre tudo sai redondinho. Tem uns erros comuns que surgem direto. Muita criança confunde a cadeia com a teia alimentar e acha que tudo é uma bagunça só. Um dia desses, o Lucas desenhou uma teia toda confusa, com flechas indo e voltando. Ele não entendeu que as setas têm um sentido específico de quem come quem. Isso geralmente acontece porque eles ainda tão começando a lidar com essa ideia de relações diretas e indiretas na natureza. Quando eu vejo esses erros na hora, paro tudo e faço eles desenharem no quadro comigo, passo por passo, como se fosse um jogo de tabuleiro. Assim eles conseguem visualizar melhor.

Com o Matheus que tem TDAH, eu faço umas adaptações bacanas. Ele tem um jeito todo próprio de aprender e precisa de um pouco mais de movimento. Então sempre tento incluir atividades práticas e jogos, coisas mais dinâmicas pra não perder o foco dele. Por exemplo, se estamos montando cadeias alimentares usando figuras, coloco ele pra ser o líder do grupo que distribui as peças pros outros. Ele adora e isso ajuda ele a se concentrar mais.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais organizado e calmo pra conseguir absorver o conteúdo sem se perder nos detalhes. Com ela, uso materiais visuais bem claros e coloridos. Na hora da explicação, procuro falar de forma mais pausada e objetiva. Uma vez, fizemos uma atividade onde cada aluno desenhava sua própria cadeia alimentar num papel grande. Eu dei um papel diferente pra Clara, com menos elementos por vez. Isso ajudou muito ela a não ficar sobrecarregada.

Importante também é o tempo - deixar que tanto o Matheus quanto a Clara tenham seu próprio ritmo é fundamental. Se forçar muito ou pressionar pra terminar rápido só atrapalha. O Matheus até se beneficia das pausas programadas; quando vejo que ele tá começando a se inquietar demais, dou uma tarefa extra só pra ele. Já com a Clara, dou tempo extra nas atividades escritas sem pressa.

O que não funcionou tão bem foi tentar fazer com que participassem da mesma maneira em atividades em grupos grandes logo de cara. O Matheus ficava muito disperso e a Clara se sentia perdida na conversa dos outros. Aí ajustei pra grupos menores ou duplas e foi bem melhor.

Bom, espero ter dado uma ideia boa de como as coisas funcionam por aqui com essa habilidade EF04CI04! Cada turma tem suas particularidades e é exatamente isso que torna o nosso trabalho tão interessante e desafiador ao mesmo tempo. Ensinar é um eterno aprendizado também pra gente! Valeu pela conversa e bora compartilhar mais experiências por aqui depois!

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