Olha, pessoal, quando a gente fala dessa habilidade EF15AR07 da BNCC, parece um bicho de sete cabeças à primeira vista, mas no fundo é bem simples. A ideia aqui é ajudar os pequenos a entenderem o que são essas categorias do sistema das artes visuais. Em vez de saberem só que tal artista fez tal obra, eles começam a entender onde essas obras ficam, quem ajuda a organizar tudo isso, como museus e galerias são diferentes e por aí vai. É como abrir um novo mundo pra eles, além da sala de aula e dos desenhos que eles fazem no caderno.
Pra turma do 1º Ano, que ainda tá começando nessa jornada escolar, eu penso que é fundamental conectar isso com o que eles já conhecem. Ano passado, as crianças estavam mais focadas em explorar o próprio jeito de criar arte: desenhar, pintar, brincar com texturas. Então, quando chegam no meu 1º Ano, eu pego essa curiosidade natural e ampliaço mostrando quem são as pessoas por trás das artes que eles veem no dia a dia. Tipo quando você olha pra um quadro e começa a pensar sobre o artista que criou aquilo ou onde você pode ver esse quadro fora dos livros. Eles não precisam saber o nome de todos os grandes museus do mundo, mas se entenderem que um museu é um lugar onde arte é guardada e exposta, já é um passo enorme.
Uma das atividades que faço é a "Galeria na Sala". Cada aluno traz uma obra de arte de casa: pode ser um desenho que eles mesmos fizeram ou uma imagem impressa de um quadro famoso que gostam. Eu peço para os pais ajudarem a escolher e imprimir se for preciso. Daí na sala, a gente organiza uma "exposição" nos murais. Eles colocam a obra e depois falam pros colegas por que escolheram aquilo. Isso leva umas duas aulas de meia hora cada, porque na primeira só temos tempo pra começar a montar tudo. Na última vez que fizemos isso, a Letícia trouxe um desenho dos Minions e explicou toda feliz que achava eles engraçados demais. Teve também o Caio que trouxe uma foto da Mona Lisa impressa e disse: "Acho ela misteriosa, prof!". Os olhinhos curiosos brilham quando veem suas obras expostas, como se fosse uma mini Bienal.
Outra atividade bem legal é o "Dia do Artista". Pra essa eu trago algumas biografias simples de artistas famosos ou mesmo artistas locais e conto pra turma um pouco sobre cada um. Uso folhas A4 com algumas informações e imagens coloridas dos trabalhos deles. A ideia é apresentar diferentes estilos e áreas da arte: pintores, escultores, fotógrafos. Dividimos a leitura em três partes de 20 minutos ao longo da semana, então dá pra fazer isso em três dias diferentes. Na última vez que fizemos isso, a Mariana ficou fascinada com Tarsila do Amaral e seus quadros cheios de cores. Ela disse: "Nossa professora, queria morar numa pintura dessas!". E os meninos adoram fazer perguntas sobre as coisas mais inusitadas: "Será que ele tinha gato?", "Quantas tintas ele usou?", "Eles eram ricos?". Isso abre espaço para falarmos também sobre como nem todo artista famoso foi reconhecido em vida.
A terceira atividade é fazer uma visita virtual a museus pelo projetor da sala ou no laboratório de informática da escola (se disponível). Usamos sites que oferecem tours virtuais gratuitos. Organizo a turma em duplas para compartilhar o computador e dou uma lista de lugares para explorarem juntos por uns 30 minutos. Depois discutimos o que viram e aprenderam nos últimos 15 minutos da aula. A última vez que fizemos isso foi incrível porque vários nunca tinham visto algo assim antes. O Lucas ficou impressionado com o tamanho do Louvre: "A gente podia morar lá dentro! Será que tem TV?".
Essas atividades são simples, mas fazem uma diferença enorme na forma como os alunos se conectam com a arte. Eles começam a perceber o quanto ela está presente no cotidiano e como existe todo um mundo por trás das obras que vemos penduradas ou nos livros escolares. Acho essencial mostrar essa diversidade desde cedo pra abrir horizontes novos pras crianças.
E aí gente? Como vocês trabalham isso na sala de vocês? Tem outras ideias boas? Vamos trocar figurinhas porque essas crianças merecem tudo!
Então, continuando aqui, galera, acho que o mais bacana é quando você consegue perceber que os meninos realmente entenderam o que você tá falando sem precisar daquela prova tradicional, sabe? Tipo assim, na hora que tô circulando pela sala e vejo eles lidando com o material, colocando em prática o que discutimos. Às vezes, tô lá andando entre as mesas e escuto a Ana explicando pro Pedro que o quadro tá numa "galeria" e não num "museu", por causa do que elas aprenderam sobre as diferenças entre esses espaços. É bem legal ver quando eles passam a usar o vocabulário certo, parece que caiu a ficha!
Teve uma vez que vi o João, um garoto esperto mas meio distraído, comparando os desenhos dele com o de um artista que estudamos. Ele tava tentando identificar se o estilo dele se parecia mais com uma pintura de galeria ou uma peça de museu. Imagina só, João, que nem sempre prestava atenção nas aulas teóricas, aplicando aquele conhecimento prático ali na hora. É quando você percebe: "Ah, esse entendeu mesmo".
E na hora que eles começam a se corrigir também é um sinal positivo. Lembro de uma conversa entre a Laura e a Sofia sobre onde ficaria melhor expor uma obra que elas inventaram. Laura dizia “na galeria porque é mais moderna” e Sofia argumentava “mas no museu seria legal porque tem coisa histórica”. E aí viram pra mim e perguntam qual seria a diferença exata, mostrando que tão interessados em aprofundar ainda mais. É aí que a gente vê no dia a dia se a coisa tá fluindo.
Agora, sobre os erros mais comuns, um clássico é confundir os conceitos básicos de museu e galeria. A Júlia sempre perguntava se uma instalação poderia estar num museu ou se era só coisa de galeria. Isso acontece porque eles ainda estão entendendo como funciona essa classificação das obras. Outras vezes é a questão de achar que tudo que é arte é pintura; quando falamos de uma escultura ou instalação, às vezes ficam um pouco perdidos sobre onde aquilo se encaixa. Quando pego esses erros na hora, eu paro e explico de novo, sempre com exemplos. “Imagina que essa escultura aqui é como uma peça de lego grande”, aí a molecada entende rapidinho.
Ah, e tem o Matheus e a Clara, né? O Matheus tem TDAH e precisa de coisas que chamem muita atenção pra ele ficar focado. Então tenho uns materiais coloridos, tipo papéis bem vibrantes e canetinhas grossas pra ele usar nas atividades. Com ele, divido as tarefas em passos pequenos pra não se perder no meio do processo. E sempre dou um tempo a mais se ele precisar. Já com a Clara, que tem TEA, o esquema é outro. Com ela eu preciso ser bem claro no que vou pedir e como vou pedir. Costumo usar cartões visuais pra mostrar as etapas do que ela precisa fazer.
Uma vez tentamos fazer uma atividade em grupo maior e não rolou muito bem pra ela. Aí mudei pra grupos menores ou duplas e funcionou melhor. Ela se sente mais à vontade quando tem previsibilidade e menos barulho. Pra ela também funciona ter um canto da sala onde possa ficar mais tranquila se precisar dar uma pausa.
Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que essas experiências possam ajudar alguém por aí. E vocês, como fazem pra perceber quando os alunos aprenderam algo novo? Vamos trocar umas ideias!
Até mais!