Olha, pessoal, vou contar pra vocês como eu entendo e aplico essa habilidade da BNCC no meu dia a dia com a turma do 1º Ano. Quando a BNCC fala de "identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas", eu entendo que é a gente mostrar pros meninos que arte não é só o que tá no livro, ou aquela pintura famosa lá do museu. É abrir os olhos deles pra perceber que a arte tá em tudo quanto é canto e de vários jeitos. A ideia é que eles consigam olhar pra uma escultura, um grafite na rua, ou até uma colagem feita por eles mesmos e enxergar aquilo como uma forma de expressão do artista. Cada aluno precisa conseguir ver isso e começar a formar o próprio repertório visual, tipo assim, criando uma 'biblioteca' na cabeça com tudo que ele vai vendo e achando legal ou interessante.
Essa habilidade tem uma conexão direta com o que os meninos já vêm aprendendo desde o infantil, onde eles já mexeram muito com tintas, colagens e descobertas de formas. A diferença agora é que eles começam a entender mais o significado por trás das obras e que existem muitas maneiras de fazer arte, além de começar a valorizar as diferentes formas de expressão cultural.
Vou contar aqui como eu trabalho isso em sala com algumas atividades que rolam bem e a galera gosta.
A primeira atividade é bem simples, mas super eficaz: o "Museu da Sala". Eu peço pra cada aluno trazer de casa algum objeto que eles acham bonito ou interessante — pode ser um brinquedo, uma foto, uma embalagem diferente — qualquer coisa mesmo. A turma fica dividida em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. Eles apresentam os objetos uns pros outros e explicam por que escolheram aquilo. Isso leva cerca de duas aulas de 50 minutos porque todo aluno adora falar do próprio objeto. A reação dos alunos é maravilhosa! Na última vez que fizemos isso, o João trouxe uma pedra pintada que ele pegou numa viagem com a família e disse que achava ela especial porque parecia ter um rosto desenhado naturalmente nela. Os outros ficaram super interessados em achar formas na pedra também.
A segunda atividade é a "Oficina de Grafite". Essa é um pouco mais elaborada. Eu levo algumas imagens impressas de grafites famosos pelo mundo afora e a gente discute o que eles transmitem. Aí a galera faz os próprios grafites no papel craft com giz pastel colorido. Divido a sala em duplas ou trios pra essa tarefa e levo uma aula inteira de 50 minutos só pra eles criarem e mais uma pra apresentarem as obras pros colegas. Eles ficam todos engajados, principalmente porque podem se expressar livremente. Uma vez, a Maria desenhou um grafite cheio de cores fortes representando um arco-íris com palavras como 'amor' e 'paz'. Ela explicou pros colegas que queria mostrar como todo mundo precisa dessas coisas na vida.
A terceira atividade é "Explorando Texturas". Pra essa, eu trago materiais variados: papelão, tecido, folhas secas, areia colorida, papel crepom — tudo fácil de achar e barato. Os alunos fazem colagens misturando esses materiais pra criar quadros com diferentes texturas. Organizamos numa grande mesa coletiva no centro da sala pra todo mundo ter acesso a tudo e cada aluno pode criar o próprio painel. Eles têm duas aulas pra fazer isso: uma pra colar tudo e outra pra observar os trabalhos dos outros e conversar sobre as impressões que tiveram. Na última vez, o Pedro fez uma colagem usando areia colorida e papelão em camadas pra criar uma paisagem de praia que ele disse sentir saudades porque foi pra lá nas férias.
Essas atividades não só ajudam os meninos a perceberem formas diversas nas artes visuais mas também incentivam muito a criatividade deles. O legal é ver como cada um traz um pedaço da própria história pras atividades. E quando você vê aquela empolgação no brilho dos olhos deles ou na maneira como explicam suas criações pros colegas, dá aquele orgulho de professor, sabe? É aí que percebo como esse tipo de aula faz diferença pro desenvolvimento deles.
Bom, gente, essas são só algumas das coisas que faço aqui com meus alunos do 1º Ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Espero que tenham curtido as ideias! Se alguém já tentou algo parecido ou tiver outras sugestões, manda aí! Abraço!
arte, né? E olha, eu te conto que não tem satisfação maior do que ver o brilho no olho dos meninos quando eles começam a perceber isso.
E como é que eu sei que eles aprenderam mesmo, sem aplicar uma prova formal? É no dia a dia, gente! Quando eu tô circulando pela sala, eu fico esperto nas conversas entre eles. Às vezes vejo a Sofia explicando pro Joãozinho como ela fez aquela colagem usando papel de revista e cola. Aí ela fala: "João, olha só esse recorte aqui, eu usei porque tem um monte de cor vibrante que parece com as obras do Romero Britto!" Quando eu ouço uma dessas, eu penso: "ahá, essa menina entendeu o lance das cores e da inspiração!"
Tem também aqueles momentos que não dá pra não perceber, tipo quando o Pedro tá lá rabiscando no canto da folha durante uma atividade e depois me mostra um desenho incrível dizendo que fez inspirado na música que a gente ouviu na aula. E ele começa a explicar porque escolheu aqueles traços e aquelas cores. Nessas horas, eu vejo que ele internalizou bem a ideia de arte como expressão pessoal.
Agora, falando dos erros mais comuns que a galera comete nesse conteúdo, a coisa começa quando eles tentam copiar exatamente algo que a gente estudou em vez de se inspirar e criar algo novo. Teve a Laurinha que tentou replicar uma pintura famosa nos mínimos detalhes e ficou frustrada porque não saiu igualzinho. Aí é natural explicar pra ela que tá tudo bem ser diferente, que o importante é ela colocar a visão dela naquilo. Outro erro comum é achar que se não tá bonito pra eles, não é arte. Tipo o Gabriel uma vez quase rasgou um trabalho porque achava feio. Aí tive que intervir rapidinho e mostrar pra ele como a arte pode ser subjetiva e pessoal.
E claro, tem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na turma. Com o Matheus, eu sempre dou uma adaptada nas atividades pra serem mais curtas e divido em partes menores. Ele se distrai fácil, então fazer uma atividade longa não rola. Costumo usar materiais bem coloridos e diferentes texturas pra prender mais a atenção dele. Já testei uns fones com música calma enquanto ele trabalha e parece ajudar também.
A Clara é um caso diferente. Ela tem mais dificuldade em expressar o que sente sobre a obra ou no próprio trabalho. Então procuro sempre dar um tempinho extra pra ela terminar as atividades, sem pressão. Coloco perto dela materiais visuais que tenham uma sequência clara do que fazer. E assim, aprendi que fazer perguntas diretas e simples ajuda bastante. Tipo "Clara, qual cor você quer usar agora?" ou "O que você quer desenhar aqui?". Deixei de lado atividades com muita instrução verbal porque vi que não funcionavam bem pra ela.
Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado vocês com essas dicas de como perceber se os meninos estão pegando o jeito da habilidade EF15AR01 e como lidar com as diferenças na turma. Sempre digo aqui no fórum: cada aluno é único e tem seu jeito de aprender e de se expressar. E nós estamos aqui justamente pra apoiar isso.
Qualquer dúvida ou sugestão de novas estratégias, tô por aqui pra gente trocar mais ideia! Grande abraço!