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EF15AR08Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

DançaContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com a habilidade EF15AR08 da BNCC com os meninos do 1º Ano é uma experiência muito bacana. Pra começar, a ideia aqui é fazer os pequenos experimentarem e apreciarem diferentes formas de dança. Mas não é só sobre dançar por dançar, sabe? É mais sobre despertar a percepção deles, estimular o imaginário e ajudar na construção do repertório corporal. É tipo mostrar pra eles que a dança não é só uma coisa de festa ou de ver na TV. Tem dança em todo canto e cada uma conta uma história diferente.

Pra isso, primeiro a gente tem que lembrar que as crianças já vêm com um repertóriozinho dos anos anteriores. Elas já tiveram um certo contato com música e movimento, mas agora é hora de aprofundar. Elas precisam começar a entender que a dança pode ser uma forma de expressão, de contar uma história ou até de viajar pra outra cultura sem sair do lugar. Então, quando falo disso, penso que o aluno precisa conseguir identificar diferentes ritmos e estilos de dança, saber que cada um tem seu jeitinho e significado. Também quero que eles percebam como o corpo pode se expressar de várias formas, como cada movimento pode ter um significado diferente dependendo do contexto.

Agora, vou falar de três atividades que faço por aqui na sala com os pequenos pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é bem simples, mas faz sucesso. Chamo de "Dança das Culturas". Eu trago algumas músicas de estilos diferentes: samba, forró, frevo, e até um pouco de música indígena e africana. Arrumo um rádio ou até o celular mesmo com caixa de som e boto pra tocar. Primeiro a gente escuta cada música direitinho e eu vou explicando um pouco sobre o ritmo e quando ele é dançado. Aí vem a parte legal: cada um tenta imitar os movimentos típicos do estilo. Eu dou uns 15 minutos pra essa atividade completa. A turma reage super bem! É engraçado ver como a Larissa adora o frevo e já sai pulando cheia de energia, enquanto o João sempre fica mais quietinho com música indígena, como se sentisse mesmo a tranquilidade daquelas flautas.

Outra atividade que a gente faz é "Criação Coletiva". A gente forma grupos pequenos e cada grupo cria sua própria coreografia baseada em uma música que escolhemos juntos. Dou uns 20 minutos pra eles se organizarem e criarem algo pra apresentar pro resto da turma. O legal disso é ver como eles começam tímidos e vão se soltando. Na última vez que fizemos isso, o Pedro me surpreendeu demais! Ele é sempre tão quieto, mas quando chegou a hora de apresentar a coreografia dele com o grupo, ele estava todo animado e cheio de ideias! Os colegas ficaram bem impressionados também.

Por fim, adoro fazer uma atividade chamada "História em Movimento". Eu conto uma história curta pra eles e vamos transformando cada parte da história em movimento corporal. Não precisa ser nada muito elaborado; pode ser uma história inventada ou até mesmo um conto popular simples. Aqui eu uso uns 30 minutos porque gosto de dar bastante tempo pra eles pensarem nos movimentos e apresentarem depois. Tentei isso pela última vez contando uma história sobre animais na floresta, e foi um barato ver a Ana pulando como um coelho enquanto o Rafael tentava imitar o bicho-preguiça no canto da sala.

Essas atividades são ótimas porque ajudam cada aluno a perceber que não existe jeito certo ou errado de dançar; existe o jeito deles. Alguns são mais expansivos e adoram o movimento exagerado; outros são mais contidos, mas ainda assim encontram formas expressivas até nos gestos pequenos. E os materiais são super simples: músicas variadas que você pode encontrar fácil na internet ou naquele velho CD empoeirado que tem guardado na escola.

No fim das contas, o mais importante dessas atividades nem sempre é o resultado final da apresentação ou o quão bem eles conseguem seguir o ritmo. É mais sobre aquele momento em que você vê nos olhos deles aquele brilho de quem tá descobrindo algo novo. Quando eles percebem a dança como algo mais significativo do que pular ou girar sem sentido.

E assim termina mais um dia cheio de risadas e possibilidades na nossa sala de aula. Trabalhar essa habilidade é um jeito incrível de ver como os meninos podem se expressar tão livremente e encontrar suas próprias formas no mundo da arte. É isso aí! Se algum colega novo estiver lendo isso, espero que tenha ajudado a entender melhor como trazer essa habilidade pro dia a dia da sala! Até a próxima!

Aí, pessoal, continuando o papo sobre a habilidade EF15AR08, vou contar pra vocês como percebo quando os alunos estão realmente entendendo o que a gente tá fazendo nas aulas de dança, mesmo sem aplicar uma prova formal. Sabe, é mais sobre o dia a dia mesmo, aquelas pistas que eles vão deixando sem nem perceber.

Então, enquanto eu circulo pela sala durante as atividades, dá pra notar algumas coisas. Tipo, quando a gente tá numa roda e eu vejo a Luísa, que é bem tímida, começando a se soltar e a criar seus próprios movimentos inspirados nas danças que a gente viu, eu penso: "opa, ela tá pegando o espírito da coisa". E tem aquelas conversas entre eles que são valiosíssimas. Outro dia ouvi o Pedro explicando pro João que "o balé é tipo contar uma história com o corpo", e pensei: "puxa, ele entendeu!". Essas interações são ouro pra ver o entendimento deles.

Agora, sobre os erros mais comuns que aparecem... Bom, tem bastante coisa. O Miguel, por exemplo, sempre confunde os ritmos quando a gente está trabalhando com música. Ele tenta dançar samba no ritmo do funk e vice-versa. Isso acontece porque ele ainda tá desenvolvendo a percepção do tempo musical. Aí, quando percebo isso na hora, tento trazer ele pro ritmo certo batendo palmas junto ou dançando com ele até acertar o tempo. É um desafio constante corrigir isso de forma leve pra não desmotivar.

E a Júlia tem uma dificuldade com coordenação motora na hora de tentar movimentos mais complexos. Ela quer passar de fase rápido demais e aí tropeça nos próprios pés. Isso acontece porque ela quer fazer o movimento perfeito logo de cara. Eu sempre falo pra Júlia que cada passo é importante e que, antes de correr um quilômetro, a gente tem que aprender a andar direitinho.

Sobre a turma especial que preciso dar uma atenção diferenciada: o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. Olha, o Matheus é um menino cheio de energia e às vezes é difícil pra ele se concentrar por muito tempo na mesma atividade. Com ele, eu costumo quebrar as atividades em partes menores e colocar pausas onde ele pode gastar um pouco da energia extra dele sem sair do contexto da aula. Tem vezes que ele fica encarregado de ser o "líder do movimento" por um tempo curto; assim ele pode guiar os colegas por um momento e isso ajuda na autonomia dele.

A Clara já é diferente, né. Ela tem TEA e precisa de uma previsibilidade maior nas atividades. Eu sempre apresento as atividades do dia com antecedência pra ela: mostro fotos ou vídeos curtos do que vamos fazer. Pra ela é essencial entender o que vai acontecer pra não se sentir ansiosa. E também uso cartões visuais com ela durante a aula pra sinalizar mudanças de atividade ou quando uma pausa está chegando. Isso ajuda muito!

Com esses dois, também tento manter as coisas visuais bem organizadas. Tipo ter materiais coloridos ou texturas diferentes pra chamar a atenção deles de forma positiva pro que estamos fazendo. Importante lembrar: nem tudo funciona de primeira! Já testei usar fones de ouvido com música relaxante pro Matheus achar que podia ajudar com concentração, mas não deu muito certo porque ele acabou se distraindo ainda mais.

E aí assim vamos indo dia após dia. Cada criança tem seu jeitinho e seus desafios próprios, e cabe à gente encontrar formas de fazer tudo fluir melhor pra eles absorverem o aprendizado sem pressão.

Bom, galera, acho que é isso por hoje! Continuamos nossos papos depois em outros posts ou por aí afora no fórum. Qualquer experiência nova ou dúvida que vocês tiverem também quero saber! Até mais!

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