Olha, essa habilidade EF05MA25 é um bicho que, à primeira vista, parece complicado, mas na prática faz um sentido danado. A ideia é que os meninos do 5º Ano consigam pegar informações do dia a dia, que são aquelas coisas que eles já veem em casa ou na escola, e transformem isso em números e gráficos. A gente quer que eles saibam fazer perguntas, coletar dados, organizar tudo bonitinho em tabelas e gráficos e depois escrever um textinho explicando o que descobriram. É tipo pegar uma pesquisa e fazer ela de cabo a rabo.
Então, por exemplo, o aluno tem que saber perguntar quantas crianças preferem futebol ou vôlei na turma, contar certinho, botar isso numa tabela ou gráfico e depois conseguir falar ou escrever algo sobre isso. É importante eles entenderem o porquê de fazer isso, não só porque a professora mandou. E eles já vêm com uma base do 4º Ano, onde já começaram a trabalhar com tabelas mais simples e gráficos rudimentares. Agora a gente só complica um pouquinho mais.
Agora vou contar pra vocês três atividades que fiz com a minha turma que deram super certo.
Primeira atividade: A pesquisa das frutas preferidas. Eu começo essa atividade pedindo que cada aluno traga de casa uma fruta ou uma imagem dela. Aí na sala, organizo eles em grupos de quatro ou cinco, depende do tamanho da turma. Eles têm cerca de 20 minutos pra fazer uma pesquisa rápida entre eles sobre qual fruta é a preferida daquele grupo. As crianças anotam tudo num papel e aí vem a parte divertida: a gente faz uma tabela na lousa juntando todas as respostas dos grupos. Isso leva mais uns 20 minutos. Depois disso, vem o desafio de transformar essa tabela em gráficos. Normalmente faço um gráfico de colunas primeiro porque é o mais fácil pra eles entenderem.
Os alunos adoram! Quando fiz isso da última vez, o João ficou impressionado ao ver que a manga era a preferida da maioria. Ele até comentou: "Ué, achei que todo mundo gostasse mais de maçã!" Foi um momento massa pra eles perceberem a importância de não tirar conclusões sem dados.
Segunda atividade: O gráfico do tempo. Essa é uma atividade individual e envolve um pouquinho mais de tempo, geralmente uns três dias intercalados entre outras aulas. Peço pra cada aluno escolher uma cidade e acompanhar a previsão do tempo por cinco dias anotando as temperaturas máximas e mínimas. Eles podem usar o celular dos pais pra isso ou sites como Climatempo.
Depois que eles coletam os dados, trazem pra sala e começamos a trabalhar nos gráficos de linhas. Um dia desses, enquanto fazíamos essa atividade, a Maria percebeu que em Goiânia as temperaturas variavam muito pouco ao longo dos dias comparado com São Paulo. Isso abriu espaço pra uma discussão bacana sobre clima e temperatura!
Terceira atividade: O gráfico da tecnologia em casa. Essa é uma atividade dupla que leva cerca de duas aulas completas. Primeiro peço pros alunos fazerem um levantamento em casa sobre quantos eletrônicos têm: TVs, celulares, tablets etc. Na sala, duplas são formadas aleatoriamente pra juntar os dados e criar uma tabela.
Na segunda aula, transformamos essa tabela num gráfico pictórico. Uso papel quadriculado grande e adesivos coloridos pras crianças se divertirem montando os gráficos na carteira mesmo. Da última vez que fizemos isso, o Lucas ficou surpreso ao ver quantos celulares sua dupla tinha juntos; ele nem imaginava que poderia ter tanto na casa da colega.
O legal dessas atividades é ver como os meninos ficam animados pra participar! A Júlia veio falar comigo no final de uma dessas atividades agradecendo porque agora ela entendia melhor o que via nas revistas e jornais da mãe.
Acho que esse trabalho com tabelas e gráficos não só ensina matemática como também ajuda a galera a entender o mundo ao redor deles de forma mais crítica e analítica. E nós professores vemos como eles crescem em autonomia quando entendem como esses instrumentos podem ser poderosos pra analisar informações.
Enfim, essas atividades têm me ajudado bastante na sala de aula e espero que ajudem vocês também! Qualquer dúvida ou sugestão, estamos aqui pra trocar ideia!
Um abraço!
olha, perceber que um aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é olhar para aqueles pequenos sinais que eles dão no dia a dia. quando eu estou circulando pela sala, dá pra notar quem pegou a ideia e quem ainda tá meio perdido. às vezes, só de ouvir as conversas entre eles, enquanto trabalham em grupo ou discutem um problema, já dá pra sacar quem entendeu o lance. por exemplo, teve uma vez que a juliana tava explicando pro pedro sobre como organizar os dados da pesquisa que eles fizeram sobre frutas favoritas na turma. ela usou uma linguagem simples, mas foi direto ao ponto, mostrando como colocar tudo numa tabela. aí eu pensei "ah, essa entendeu direitinho".
outra coisa que acontece é quando um aluno resolve um problema por conta própria e ainda ajuda o colega do lado. o tiago, por exemplo, tava mexendo com os dados de uma pesquisa sobre quantos irmãos cada um tinha e ele percebeu que dava pra colocar todo mundo em categorias: quem era filho único, quem tinha um irmão, dois, e assim por diante. ele fez isso sem eu precisar dizer nada, e ainda mostrou pro lucas como ele podia fazer parecido com os dados dele. quando eles conseguem ensinar os outros do jeito deles, é porque entenderam mesmo.
agora, falando dos erros mais comuns, tem alguns que eu vejo direto. a clara, uma aluna super gente boa, vira e mexe confunde as colunas da tabela na hora de passar pras barras do gráfico. à vezes ela coloca as quantidades no eixo das categorias e vice-versa. normalmente isso acontece porque ela tá tão focada em preencher tudo rápido que não presta atenção nos detalhes. então eu fico atento quando ela começa a montar o gráfico. se vejo que tá indo pro caminho errado, eu me aproximo e pergunto "você tem certeza de que esse dado vai nessa coluna?". a ideia é fazer ela pensar novamente sobre as escolhas.
outro erro comum é das crianças quererem colocar todas as informações de uma vez só no gráfico, como fez o henrique uma vez. ele queria mostrar quantas crianças gostavam de várias coisas ao mesmo tempo: futebol, pipoca e desenhos animados. aí o gráfico dele ficou uma bagunça de tanta coisa junta. nesses casos, peço pra ele dar um passo pra trás e escolher só uma categoria de cada vez pra ver como fica mais claro.
com o matheus, que tem tdah, o desafio é segurar a atenção dele nas atividades sem deixá-lo perdido no meio do caminho. o que funciona bem com ele é dividir a atividade em passos menores. tipo assim: primeiro coletamos os dados juntos, depois organizamos num papel separado e só então montamos o gráfico. isso ajuda ele a se concentrar melhor em cada fase sem se sentir atropelado por tudo ao mesmo tempo. também uso algumas fichas coloridas pra chamar a atenção dele pros pontos importantes.
já com a clara, que tem tea, costumo usar materiais visuais bem definidos e organizados. quadros brancos com esquemas coloridos ajudam bastante pra ela enxergar as relações entre os dados. também deixo que ela use mais tempo se precisar pra entender o conceito antes de começar a atividade prática. mas olha, uma coisa que não funcionou foi tentar misturar ela com grupos muito grandes; ela se sente melhor trabalhando em duplas ou sozinha com supervisão.
bom, pessoal, esses são alguns dos jeitos que tenho de perceber como os meninos estão indo com essa habilidade de matemática sem ter que aplicar prova formal todo dia. acho que observando e participando das atividades deles dá pra sacar muita coisa sobre onde eles estão acertando ou errando. e claro, sempre tentando adaptar pros nossos alunos que têm necessidades diferentes pra que eles também tenham sucesso.
e aí? como vocês fazem isso nas salas de vocês? tô curioso pra saber! até mais!