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EF05MA05Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar e ordenar números racionais positivos (representações fracionária e decimal), relacionando-os a pontos na reta numérica.

NúmerosComparação e ordenação de números racionais na representação decimal e na fracionária utilizando a noção de equivalência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, sobre a habilidade EF05MA05 da BNCC, vou contar como eu trabalho isso lá com a galera do 5º Ano. Basicamente, a ideia é que os alunos consigam comparar e ordenar números racionais positivos, tanto em forma de fração quanto decimal. É um lance de saber ver esses números numa reta, como se você tivesse uma linha e precisasse saber onde cada um desses números cai. Então, o aluno precisa entender que 0,75 é o mesmo que 3/4 e saber colocar esses bichos na ordem certa, tipo um ranking de quem é maior ou menor.

Na prática, o que a gente faz é ajudar eles a fazer essa relação de equivalência. A turma já vem do 4º Ano sabendo um bocado sobre números inteiros e até sobre frações mais básicas. Então, eles têm uma noçãozinha de que números podem ser quebrados em pedaços menores. Agora que eles estão no 5º Ano, a gente começa a misturar frações com decimais. Por exemplo, em vez de só falar sobre 1/2, a gente coloca junto no contexto decimal como 0,5. E aí é legal ver quando cai aquela ficha na cabeça deles: "Ah, é tudo a mesma coisa!"

Bom, agora vou te contar três atividades que faço com eles pra ensinar tudo isso. A primeira é mais simples e usa um material fácil de achar: papel quadriculado e lápis colorido. Primeira coisa que faço é dividir a turma em duplas ou trios — depende do número de alunos naquele dia (às vezes tem um ou outro que falta). A ideia é que cada grupo desenhe uma reta numérica no papel quadriculado. Aí eu dou pra eles uma lista de números pra colocar na reta: uns em forma decimal e outros como fração. Eles têm uns 20 minutinhos pra fazer isso.

Os meninos ficam numa empolgação só, porque aí rola aquele desafio de "será que consigo colocar no lugar certo?". Na última vez que fizemos isso, o João e a Maria começaram a discutir onde colocar 0,4 e 2/5. Aí quando eles viram que era no mesmo lugar, foi aquela festa! Eles aprenderam na prática o lance da equivalência.

A segunda atividade envolve um jogo simples de cartas. Cada carta tem um número escrito — pode ser decimal ou fração — e o objetivo é ordenar as cartas na mesa da menor pra maior. Divido a turma em grupos pequenos de uns quatro alunos e dou um baralho pra cada. Eles têm uns 15 minutos pra jogar cada rodada, e vai passando as cartas até alguém terminar de ordenar tudo certo.

Os meninos adoram essa atividade porque transforma a matemática em algo parecido com jogo de tabuleiro, sabe? E ainda tem aquele clima de competição saudável. Teve uma vez que a Ana foi super rápida em ordenar as cartas e o Lucas ficou impressionado dizendo "Nossa, você é tipo uma calculadora humana!".

Por fim, tem uma atividade que eu gosto muito porque mexe com criatividade: fazer um mural da "Reta Numérica da Sala". A gente precisa só de um papel pardo grande ou cartolina e marcadores coloridos. A turma inteira participa dessa vez. A gente desenha uma reta bem grandona no papel pardo e vai preenchendo juntos com os números que os alunos trazem.

Costuma levar uma aula inteira porque fazemos questão de discutir bem sobre cada número que colocamos ali. O legal desse mural é que fica pendurado na sala por um tempo, então sempre volta à tona quando alguém quer tirar dúvida ou lembrar como se faz. Da última vez que montamos, o Pedro sugeriu desenhar pizza para representar as frações tipo 1/3 ou 3/4, aí foi aquela festa porque todo mundo quis desenhar também pedacinhos no mural.

E aí, depois dessas atividades todas, sinto que os meninos ficam mais confiantes em lidar com frações e decimais no dia a dia. Acho importante sempre trazer essas situações práticas porque ajudam muito eles a entenderem por que estão aprendendo isso tudo. E você vê claramente quando eles pegam o jeito: começam até a trazer exemplos do dia a dia deles pra sala — tipo quando vão na cantina comprar alguma coisa e percebem o troco fracionado ou decimal.

Enfim, é isso! Espero ter ajudado quem tá começando a trabalhar com essa habilidade agora ou procurando ideias novas pra sala de aula. Vamos trocando ideia por aqui!

Agora, como é que eu percebo que os meninos e as meninas estão começando a entender essa habilidade sem precisar de uma prova? É mais na conversa do dia a dia mesmo. Quando eu tô circulando pela sala, dá pra ver quem tá pegando a ideia. Eu gosto de prestar atenção nas conversas entre eles, sabe? É sempre interessante ver eles explicando um pro outro. Tipo, quando a Letícia vira pro Pedro e fala "Não, Pedro, 0,25 é o mesmo que 1/4, porque é um quarto de um inteiro", eu já penso: "Aí sim, Letícia, entendeu o conceito!"

Teve uma vez que o Gabriel me chamou pra mostrar como ele organizou uma lista de frações e decimais numa atividade. Ele tava todo animado, porque entendeu que 0,5 e 1/2 são a mesma coisa e foi logo explicando pros colegas. Pra mim, esse tipo de interação é um sinal claro de que a galera tá pegando o jeito da coisa.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, tem uns que sempre aparecem. Um erro clássico que a gente vê direto é na hora de converter frações pra decimais ou vice-versa. A Marcela, por exemplo, sempre confundia 0,2 com 2/10 e 1/5. Ela escrevia 2/10 quando queria dizer 1/5. Isso é normal porque, pra eles, às vezes é difícil ver que são equivalentes. O que eu faço nesses casos é pegar um pedaço de papel e desenhar. Mostro na prática como 2/10 e 1/5 ocupam o mesmo espaço numa reta ou num gráfico de pizza. Com o tempo e prática, eles vão pegando.

Outra situação interessante foi com o João, que insistia em dizer que 0,9 é maior que 1 só porque o 9 vem antes do 1 na leitura rápida dos números. Aí a gente para e faz uma comparação visual no quadro. Eu desenho uma reta numérica grandona e coloco os números lado a lado. Assim ele vê o erro na prática. Isso ajuda eles a perceberem onde tão escorregando.

Agora sobre o Matheus e a Clara, é sempre importante adaptar as coisas pra eles terem as mesmas oportunidades de aprender. O Matheus tem TDAH, então manter a atenção dele nas atividades às vezes é um desafio. Eu descobri que ele se sai melhor com atividades mais curtas e dinâmicas. Coisas como jogos rápidos ou atividades práticas onde ele pode mexer com objetos ajudam demais. Lembrar ele das tarefas aos poucos também funciona bem.

A Clara tem TEA e precisa de uma abordagem um pouco diferente. Eu tento usar materiais visuais mais claros e organizados pra ela: tabelas coloridas funcionam bem porque ela consegue ver as informações separadamente sem se perder no meio da confusão. E também dou mais tempo pra ela completar as atividades, porque pressão de tempo não ajuda em nada.

Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo com eles achando que ia funcionar legal pro Matheus e pra Clara, mas percebi rapidamente que não era a melhor ideia sem preparação extra. O Matheus perdeu o foco rápido demais com tanta coisa acontecendo ao redor e a Clara ficou desconfortável com o barulho e a dinâmica do grupo.

Então aprendi que com o Matheus eu preciso reduzir os estímulos ao redor dele pra ele não se distrair tanto enquanto tenta focar na tarefa. Já pra Clara, permitir que ela escolha trabalhar sozinha ou com apenas um colega de confiança dá resultados melhores.

Enfim, cada aluno é único e requer um olhar atento nosso pra entender suas necessidades específicas. No final das contas, é sobre adaptar as atividades pra incluir todo mundo e fazer com que cada um deles se sinta capaz de aprender no seu ritmo.

Bom, gente, era isso que eu queria compartilhar por hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês a pensar em novas formas de abordar essas habilidades na sala de aula. Até a próxima!

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