Olha, essa habilidade EF05MA18 aí da BNCC é um bicho que parece complicado no papel, mas quando a gente leva pra sala de aula, dá pra deixar bem tranquilo pros meninos. Basicamente, o que a gente quer que eles aprendam é como as formas se comportam quando a gente amplia ou reduz elas. Imagina assim: se você tem um desenho de um quadrado e vai aumentar ele, os ângulos continuam os mesmos, mas os lados crescem proporcionalmente. É isso que a gente chama de congruência dos ângulos e proporcionalidade dos lados. E a ideia é os alunos reconhecerem isso nas figuras, mesmo quando estão mudando de tamanho naquelas malhas quadriculadas ou usando algum aplicativo.
Pra eles entenderem isso, primeiro a gente revisa o que já viram antes. No 4º ano, os meninos já estavam pegando as noções básicas de ângulos e lados, desenhando formas, vendo o que é um triângulo, um quadrado e tal. Daí, a gente só leva isso adiante e começa a mexer com as figuras, aumentar, diminuir. Aí eles precisam perceber que, mesmo aumentando ou encolhendo, as formas continuam tendo características que não mudam.
Uma atividade que eu gosto de fazer é o "Desenho Expandido". É bem simples: uso papel quadriculado e lápis de cor. Divido a turma em duplas ou trios pra eles se ajudarem e terem alguém pra discutir as ideias. Leva uma aula inteira pra fazer com calma. Primeiro, cada grupo desenha uma figura bem simples num quadrado pequeno da malha. Pode ser um triângulo ou um quadrado. Depois eles têm que ampliar essa figura pra ocupar mais quadrados, tipo dobrar o tamanho dela. Aí vem o desafio: será que os ângulos continuaram iguais? E os lados? Eles começam a ver na prática que sim! Na última vez, a Júlia ficou impressionada quando viu que o triângulo dela continuou "de pé" direitinho mesmo depois de ampliado. O Matheus deu aquela risada meio nervosa quando percebeu que o triângulo dele tinha virado algo parecido com uma pirâmide porque ele não seguiu bem as linhas.
Outra atividade bacana é usar tecnologia. Na última aula de geometria, levei os tablets da escola (a gente se vira com o que tem) e usamos um aplicativo que simula essas ampliações e reduções. Dá pra fazer eles desenharem qualquer figura e depois brincar de ampliar ou reduzir com dois dedos na tela. A turma adora porque é meio mágico pra eles verem a figura crescendo e diminuindo na tela. E o mais importante: eles podem conferir num piscar de olhos se os ângulos estão batendo certo. O Pedro tava todo empolgado mexendo no app e me chamou pra mostrar como "o quadrado não entorta nem um pouquinho". Essa atividade costuma levar uns 40 minutos, mas eles ficam tão envolvidos que passa voando.
Uma última atividade que curti muito foi fazer projeções no chão da sala com lanternas. Fui numa loja de utilidades e comprei umas lanternas pequenas e baratas. A turma ficou dividida em grupos pequenos, uns três ou quatro por lanterna, e cada grupo tinha um recorte de papelão em forma de triângulo ou retângulo. No escuro (janelas fechadas e luzes apagadas), eles projetaram as sombras das formas nas paredes ou no chão em tamanhos diferentes. Conforme aproximavam ou afastavam a lanterna, aquelas sombras iam mudando de tamanho mas continuavam sendo triângulos e retângulos com os mesmos ângulos internos. Essa atividade dura uns 30 minutos porque eles não querem parar de brincar com as sombras! Na última vez, a Ana começou a criar formas meio monstruosas e todo mundo caiu na gargalhada.
No fim das contas, essas atividades ajudam demais os meninos a entenderem o conceito sem ficar só na teoria chata do livro. Eles veem as transformações acontecendo bem na frente deles e conseguem relacionar isso com algo concreto do dia a dia, tipo entender como uma foto aumenta num painel publicitário ou num aplicativo de desenho que eles têm no celular.
Enfim, essas são algumas das formas que eu trabalho essa habilidade com minha turma do 5º ano. Quem tiver mais ideias ou varia essas atividades de algum jeito diferente, compartilha aí! Trocar essas experiências sempre ajuda a gente a melhorar nosso jeito de ensinar. Bom mesmo é ver os meninos entendendo e se divertindo ao mesmo tempo!
E aí galera, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF05MA18, depois que eu monto as atividades e solto a galera pra trabalhar em dupla ou em pequenos grupos, eu fico circulando pela sala, que é onde mora a mágica de perceber quem tá pegando o jeito da coisa. Você sabe que o aluno entendeu quando ele começa a usar as palavras certas nas conversas, tipo "professor, se eu dobrar esse lado aqui, o outro dobra igual, né?". E é mais legal ainda quando você vê um aluno explicando pro outro. Outro dia a Luana tava explicando pro Pedro que o triângulo que eles desenharam no papel quadriculado tinha que ter os lados proporcionais ao original. Aí eu pensei: "Ah, a Luana pegou mesmo!"
Agora, um momento bacana foi quando eu tava andando pela sala e ouvi o João conversando com a Ana sobre como eles podiam dobrar uma figura no meio e ainda assim manter os ângulos iguais. Na hora, deu pra ver que eles já tinham entendido bem a questão dos ângulos permanecerem congruentes. Isso é um baita sinal de aprendizado acontecendo diante dos meus olhos.
Por outro lado, os erros mais comuns que vejo surgem da confusão entre áreas e proporções. Tipo assim, a Júlia uma vez aumentou o tamanho dos lados de um quadrado mas não sacou que a área ia crescer mais do que o dobro. Ela achou que era só dobrar tudo e pronto. Esse tipo de erro acontece porque eles ainda estão formando a ideia de como as medidas se relacionam entre si. Então, quando eu pego um erro desses, eu paro na hora e mostro concretamente usando material concreto mesmo, como aqueles blocos de montar ou até mesmo recortes de papel.
Teve também outra vez que o Luís ficou meio confuso com a ideia de proporcionalidade dos lados e acabou desenhando uma figura onde um lado crescia muito mais que os outros. Aí eu fui lá e sentei com ele pra desenhar junto no papel milimetrado e mostrar como cada quadradinho representava um crescimento igual pra todos os lados.
Agora falando dos alunos com necessidades especiais, como o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, preciso adaptar algumas coisas na sala pra ajudar eles a entender melhor. Pro Matheus, o negócio é dividir as atividades em partes menores e dar pausas regulares. Ele se distrai fácil, mas se estiver com uma tarefa clara e curta ele se concentra melhor. Tipo assim: ao invés de pedir pra ele completar todo um exercício sobre aumento de figuras, eu divido em passos: primeiro só aumentar os lados, depois só verificar os ângulos.
A Clara já precisa de um ambiente mais estável e previsível. Então deixo ela sentar num lugar mais tranquilo da sala e dou as instruções por escrito junto com figuras coloridas. O uso de cores é super importante pra ela identificar as proporções e ângulos. Uma vez tentei usar jogos online com ela mas não deu muito certo por causa do excesso de estímulo visual. O que realmente funcionou foi material concreto mesmo: usar peças geométricas que ela pode tocar e manipular no tempo dela.
Mas acho que o principal é sempre estar ali, disponível pra eles, oferecendo suporte e adaptação conforme o necessário. Cada aluno é único e essas adaptações são essenciais pra garantir que todo mundo tenha chance de aprender do seu jeito.
Bom pessoal, acho que por hoje é isso! Espero ter dado umas ideias úteis pra vocês lidarem com essa habilidade aí na sala de aula. Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui pra ouvir! Abraço!