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EF05MA09Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Resolver e elaborar problemas simples de contagem envolvendo o princípio multiplicativo, como a determinação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção com todos os elementos de outra coleção, por meio de diagramas de árvore ou por tabelas.

NúmerosProblemas de contagem do tipo: “Se cada objeto de uma coleção A for combinado com todos os elementos de uma coleção B, quantos agrupamentos desse tipo podem ser formados?”
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, vou contar pra vocês como eu trabalho a habilidade EF05MA09 com os meninos do 5º Ano lá na escola. Pra mim, essa habilidade tem tudo a ver com organizar coisas de um jeito que dá pra ver todas as possibilidades de combinação entre dois grupos diferentes. Na prática, é aquela história de ver quantas combinações dá pra fazer se você pegar um elemento de um grupo e combinar com todos do outro grupo. Então, os meninos precisam conseguir, por exemplo, ver quantos pares de camisetas e calças diferentes eles conseguem montar se têm 3 camisetas e 2 calças. É resolver esse tipo de problema com diagramas de árvore ou tabelas. O legal é que isso já conecta com o que eles aprenderam no ano anterior sobre multiplicação e agrupamentos simples.

Bom, uma das atividades que faço com eles é o famoso "lanche das frutas". Eu levo frutas de mentira, aquelas que usamos em atividades lúdicas mesmo: tipo banana, maçã, e pera. E aí também peço pra eles trazerem copos plásticos coloridos. O lance é combinar uma fruta com um copo e ver quantas combinações diferentes conseguimos. Divido a turma em grupos de três ou quatro, porque assim eles se ajudam e discutem mais. A atividade leva uns 30 minutos. Da última vez que fizemos, o Joãozinho não parava de rir porque toda hora ele fazia uma combinação errada e a Ana corrigia ele. No final, eles sempre acham incrível quando percebem que há mais combinações do que imaginavam no início.

Outra atividade que costumo fazer é o "desfile das cores". Aqui, usamos papéis coloridos e criamos roupas com eles: camisa azul, camisa vermelha, calça verde, calça amarela. Cada aluno desenha numa folha uma combinação diferente para um bonequinho desenhado no quadro e depois colamos tudo na parede. Cada um precisa fazer uma combinação única e diferente dos colegas. Essa atividade leva cerca de 40 minutos, porque além de pensar nas combinações eles ainda desenham e colorem. Os alunos adoram essa parte criativa! Uma vez, o Pedro fez uma combinação que ninguém tinha pensado e ficou super orgulhoso quando vimos que ele tinha criado algo único.

A terceira atividade é a "feira dos sabores". Eu levo pacotes pequenos de biscoitos variados (chocolate, morango) e sucos (laranja, uva). A ideia é ver quantos lanchinhos diferentes conseguimos montar combinando um pacote de biscoito com um suco. Aqui faço uma tabela no quadro para os alunos copiarem e preencherem enquanto experimentam (ou pelo menos cheiram heheh) as combinações possíveis. Deixo eles trabalharem em pares para facilitar a troca de ideias. Isso leva uns 20 minutos e sempre rende boas risadas. Teve uma vez que o Lucas não queria combinar suco de uva com biscoito de morango porque dizia que parecia nojento só de pensar. Mas depois que viu a tabela completa, ficou admirado como isso podia gerar tantas opções.

Essas atividades são bem simples mas eu acho que cumprem bem o objetivo da habilidade: fazem os meninos pensarem nas diferentes possibilidades de combinação usando coisas do dia a dia deles. E tipo assim, eles aprendem brincando e isso torna a aula mais leve e divertida.

No fim das contas, a ideia é sempre conectar o aprendizado a coisas práticas que eles entendem bem. E vou te dizer: apesar do trabalhinho a mais de preparar essas coisas, ver as carinhas deles entendendo esses conceitos compensa muito. É isso aí, galera! Espero que essas ideias ajudem vocês também! Até mais!

Então, galera, uma das maneiras mais legais de perceber se os meninos realmente entenderam a habilidade EF05MA09 é observando o dia a dia deles na sala. Eu gosto muito de circular pela sala durante as atividades, porque é ali que a mágica acontece. Às vezes, só de escutar as conversas entre eles, já dá pra sacar quem tá pegando a ideia. Tipo, outro dia eu tava passando pelas mesas e o João tava explicando pro Pedro como montar as combinações de roupas: "Olha, se você pega essa camiseta azul, dá pra usar com a calça preta ou a calça jeans. Aí já são duas combinações!" Quando um aluno consegue explicar pro outro com segurança e clareza, é um sinal forte de que ele captou o conceito.

E tem aquelas horas divertidas que surpreendem a gente. Como da vez que a Ana Laura tava toda empolgada mostrando pra Júlia como desenhar um gráfico bonitinho das combinações. Ela pegou duas cores de lápis e começou a traçar linhas entre camisetas e calças desenhadas no caderno. Eu fiquei ali só olhando, e pensei: "Ah, essa entendeu mesmo!"

Claro que nem tudo são flores, né? Os erros também fazem parte do processo de aprendizado e são super comuns. Um erro que acontece bastante é quando os meninos confundem as possibilidades com as repetições. O Gabriel, por exemplo, montou um conjunto com a mesma camiseta e calça duas vezes achando que eram combinações diferentes só por ter começado com peças diferentes no papel. Isso costuma acontecer porque às vezes eles se empolgam tanto em fazer logo todas combinações que acabam se perdendo no meio do caminho. Aí quando eu pego esses erros na hora, prefiro chamar o aluno pra pensar junto comigo. Pergunto: "Você usou as mesmas peças aqui? Vamos ver como podemos fazer diferente?" Essa troca ajuda eles a enxergar o erro e corrigir com mais autonomia.

E agora falando do Matheus, que tem TDAH, eu percebi que ele se beneficia muito quando a gente organiza atividades mais curtas e bem divididas. Ele tem dificuldades em focar por muito tempo em uma única tarefa, então eu costumo fragmentar a atividade em etapas menores e mais objetivos. Assim ele consegue se envolver sem ficar perdido ou disperso. Outro truque que funciona bem é usar material visual bem colorido e chamativo pra prender a atenção dele. Tipo cartões com imagens das roupas que ele pode manusear pra formar as combinações na prática.

Já com a Clara, que tem TEA, eu adotei um esquema onde ela pode trabalhar no ritmo dela, com menos interrupções. Eu percebi que ela responde melhor quando tem um espaço mais tranquilo e previsível pra estudar. Um dia usei um quadro branco só pra ela desenhar as combinações enquanto ela pensava nelas. Foi incrível ver como ela ficava concentrada! Também é importante dar instruções claras e diretas pra ela, às vezes usando imagens ou diagramas pra ajudar na compreensão.

Claro que nem tudo dá certo sempre. No começo eu achava que um cronômetro poderia ajudar o Matheus a entender quanto tempo ele tinha pra cada tarefa, mas acabei percebendo que isso deixava ele ansioso em vez de concentrado. Então troquei o cronômetro por pausas mais flexíveis.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que essas experiências possam ajudar vocês de alguma forma aí nas suas salas também. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar histórias parecidas, tô sempre por aqui pra bater papo. Até a próxima!

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