Ah, essa habilidade EF01MA22 da BNCC é bem interessante de trabalhar com os pequenos do 1º Ano. Basicamente, ela quer que os meninos consigam fazer uma pesquisa sobre algo que eles têm interesse — mas tem que ser algo simples, né? — e depois que eles organizem os dados dessa pesquisa de um jeito que faça sentido pra eles. Pra você ter uma ideia, se a gente perguntasse pra turma qual o sabor de sorvete preferido deles e quantas crianças gostam de cada sabor, a gente estaria justamente colocando em prática essa habilidade. E olha, eles precisam conseguir olhar para esses dados e conseguir tirar alguma conclusão, mesmo que seja básica. A ideia é que eles já venham daquela curiosidade natural do 1º Ano, de querer saber sobre o mundo deles, e agora a gente canaliza isso numa pesquisa estruturada.
Bom, deixa eu contar como eu coloco isso em prática com a minha turma. Primeiro, é importante lembrar que eles já vêm com alguma noção de contar coisas e perceber diferenças e semelhanças entre itens. Lá no infantil, eles já começam a observar e a comparar objetos. Tipo “ah, quem tem cabelo curto levanta a mão” ou “quantos meninos e quantas meninas temos hoje?”. Agora no 1º Ano, a gente só dá uma sofisticada nisso.
Uma das atividades que eu faço é o famoso “Gráfico dos Animais Preferidos”. Olha só, é bem simples: eu peço pra cada aluno escolher um animal favorito. Com papel cartolina e canetinhas coloridas em mãos (bem básico mesmo), eles desenham ou escrevem o nome do animal. Depois disso, a gente monta um gráfico na parede da sala. Organizo a turma em pequenos grupos e cada grupo cuida de uma parte do gráfico, assim todo mundo participa. Essa atividade leva mais ou menos uma aula inteira, porque além de fazer o gráfico, ainda conversamos sobre ele no final. Eles adoram! Na última vez que fizemos isso, a Mariana ficou super empolgada porque descobriu que três amigos também escolheram o cachorro como animal preferido. Ela saiu falando pra todo mundo que “cachorro é o melhor de todos”! Aí entra aquela parte de comunicar as informações coletadas, né? E eles sempre ficam impressionados ao ver qual animal foi escolhido por mais gente.
Outra atividade legal é o “Cores das Camisetas”. Um dia da semana peço pra galera vir com camisetas coloridas pro bem da atividade (e claro, aviso os pais antes). Quando chegam na escola, coloco todo mundo em círculo e vamos discutindo as cores das camisetas que estão usando. Pergunto: “Quantas azuis? Quantas vermelhas?” E vou anotando no quadro. Depois, dividimos as crianças em grupos pra contar as cores juntas e verificar se batiam com as minhas anotações iniciais. Essa atividade não precisa mais do que uns 30 minutos, mas garanto que eles saem dali com uma boa noção de coletar dados simples e organizar mentalmente informações através da observação direta! O Joãozinho sempre acaba puxando a fila das camisetas verdes porque “verde é cor de super-herói!” Ele diz isso mesmo quando tá usando outra cor.
A terceira atividade é sobre “Frutas Favoritas”. Peço para cada aluno trazer sua fruta preferida ou uma imagem dela pra sala. Aí vira aquela festa! A gente organiza as frutas na mesa da professora e começa a contagem. Esse cenário muda um pouco porque envolve até sentir o cheiro das frutas, o que deixa as crianças bem animadas. Dividimos as frutas em categorias tipo “cítricas”, “doces” ou “vermelhas”, sei lá, depende do interesse deles na hora. Essa atividade aí demora um pouquinho mais porque depois a gente faz um lanche coletivo com as frutas (sempre tem um espacinho pra aproveitar, né?). Na última vez que fizemos essa atividade, a Sofia trouxe uma manga enorme e ficou toda orgulhosa quando viu que mais colegas também adoravam manga como ela.
Enfim, essas atividades são maneiras super práticas de desenvolver essa habilidade nos alunos. A chave é mexer com o interesse deles e usar materiais simples pra não complicar muito o processo. E aí você consegue ver claramente como eles vão absorvendo o conceito e começando a entender como essas categorias funcionam no dia a dia deles. E olha só, até eu saio aprendendo um pouco mais sobre os interesses dos meus alunos! Bom demais ver esses pequenos se descobrindo na matemática!
Quando eu tô andando pela sala, observando os meninos, é assim que eu sinto se eles realmente estão pegando a matéria. Tipo, eu tô ali circulando e percebo quando alguém tá com aquela cara de "ah, entendi!". Tem uma coisa que sempre me faz perceber: quando os alunos começam a explicar pra um colega do lado. Isso é um sinal claro pra mim. Outro dia teve o João, que tava todo empolgado explicando pro Pedro como ele tinha contado quantos gostavam de sorvete de chocolate só olhando pro gráfico que a gente fez. Aí você vê que rolou o entendimento. Outra situação é quando eu ouço eles conversando entre si sobre os resultados, tipo a Sofia comentando com a Ana que o sabor morango tinha mais votos e por isso ganhou. Essas pequenas interações me mostram que eles não só entenderam, mas também tão conseguindo aplicar o que aprenderam de uma forma natural.
Agora, os erros comuns... Ah, esses são inevitáveis, né? Mas fazem parte do aprendizado. Tem um caso clássico: os meninos confundem as colunas quando tão organizando os dados. Tipo, o Lucas uma vez colocou o número de crianças no lugar dos sabores de sorvete. Dá um nó na cabeça deles de vez em quando, principalmente no começo. O erro acontece muito porque eles ainda tão se adaptando à ideia de categorizar as informações em tabelas ou gráficos simples. Quando eu pego isso na hora, eu gosto de sentar do lado e mostrar de novo como a gente organiza. Faço junto com eles e às vezes uso uns exemplos bem visuais, tipo desenhar caixinhas com as palavras dentro pra ajudar a fixar.
Com o Matheus, que tem TDAH, é sempre um desafio interessante. Ele se distrai fácil, mas com algumas adaptações a gente consegue fazer ele se envolver mais. Por exemplo, uso muito material colorido e texturizado pra chamar a atenção dele. Já testei várias coisas e descobri que ele responde bem a atividades onde pode mexer fisicamente com os dados – tipo usar cubinhos coloridos pra representar cada categoria da pesquisa. Outra coisa é que eu tento quebrar as atividades em partes menores e dou tempo pra ele fazer pausas quando precisa. Isso ajuda a manter o foco dele sem sobrecarregar.
A Clara, que tem TEA, também precisa de umas adaptações específicas. Com ela, a chave é organização e previsibilidade nas atividades. A Clara funciona melhor quando tem uma rotina bem definida. Então, sempre aviso antes qualquer mudança ou passo novo na aula. Outra coisa é usar materiais visuais claros e objetivos. Os gráficos e tabelas pra ela são ainda mais simples e com menos informação visual excessiva. Às vezes também faço cartões com imagens que representam cada categoria pra ela poder associar mais facilmente.
Uma vez tentei usar música durante uma atividade pra ver se animava a turma toda – mas pro Matheus não deu muito certo porque ele acabou ficando mais agitado do que concentrado. Já com a Clara, às vezes levo uns brinquedinhos sensoriais porque ela gosta de ter algo nas mãos enquanto ouve as explicações.
E a prática vai mostrando o que funciona melhor com cada um deles. O importante é manter sempre esse olhar atento às necessidades individuais e tentar personalizar ao máximo possível o aprendizado pra cada aluno.
Bom, gente, acho que era isso que eu queria compartilhar sobre essa habilidade EF01MA22 e como a gente percebe o aprendizado dos meninos na prática diária – fora das provas formais – e também sobre como lido com as necessidades especiais na turma. A sala de aula é sempre um espaço de desafios e aprendizados tanto pros alunos quanto pra gente como professor. Cada dia é uma descoberta nova! Espero ter ajudado aí vocês com essas ideias e experiências. Vamos trocando figurinhas por aqui! Até mais!