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EF01MA09Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Organizar e ordenar objetos familiares ou representações por figuras, por meio de atributos, tais como cor, forma e medida.

ÁlgebraPadrões figurais e numéricos: investigação de regularidades ou padrões em sequências
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF01MA09 com os meninos do 1º Ano é um desafio, mas é também uma das partes mais divertidas das aulas de matemática. Essa habilidade, na prática, é quando a gente ajuda os alunos a olharem pro mundo ao redor e perceberem que as coisas têm ordem e organização - mesmo que a gente não perceba de cara. É como quando a gente arruma os lápis por cor, ou organiza os brinquedos do menor pro maior. Os alunos precisam ser capazes de olhar pra um monte de coisas, sejam objetos ou figuras, e conseguir agrupar, ordenar, achar um padrão. Eles já chegam no 1º ano meio que mexendo com isso, porque no pré eles sempre trabalham com cores e formas, mas agora é hora deles começarem a perceber padrões mais complexos e entenderem que esse tipo de organização pode ser feito de várias maneiras.

A primeira atividade que eu curto fazer é com tampinhas de garrafa. Fácil de conseguir e sempre tem alguém disposto a doar um monte pra escola. Eu peço pros alunos trazerem de casa também. Aí a gente junta um monte e leva pra sala. Eu divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e dou uns 20 minutos pra eles inventarem maneiras diferentes de organizar as tampinhas. É legal porque cada grupo vê as tampinhas de um jeito. Tem grupo que começa a classificar por cor primeiro, outros por tamanho (tem umas tampinhas maiores de garrafas de refrigerante), outros inventam umas categorias doidas tipo “tampinhas com ou sem rótulo”. Na última vez que fizemos isso, o Joãozinho soltou "Professor, olha só! Eu fiz uma fileira só das tampas com letra dentro!”. A galera achou o máximo e todo mundo quis ver.

Outro exercício bacana é usando cartas de baralho. Aqui não tem baralho completo mesmo, uso aqueles que tão faltando cartas, sabe? A gente trabalha em duplas e cada dupla recebe um monte das cartas embaralhadas. O desafio é eles encontrarem o padrão que eu peço. Pode ser organizar as cartas do menor pro maior número, ou só pelas figuras (copas, ouros...), ou ainda por cor preta/vermelha. Dá pra gastar uns 30 minutos nessa atividade e a reação geralmente é bem animada. Da última vez, a Maria ficou super empolgada porque ela percebeu que dava pra organizar as cartas do jeito dela bem diferente do jeito que o Pedro tava fazendo na outra dupla, e os dois começaram a argumentar qual tava mais certo, foi engraçado!

Uma terceira atividade é com formas geométricas de papel colorido. Aqui eu mesmo preparo umas cartelas com triângulos, quadrados, círculos em várias cores e tamanhos diferentes. A turma faz em trios e cada trio recebe uma cartela pra recortar as formas antes de começar. Eles têm uns 15 minutos pra discutir entre eles como vão agrupar as formas de acordo com o critério que eu dou: pode ser por cor, depois por forma. E depois eles têm que fazer uma apresentaçãozinha rápida pro restante da turma explicando o critério que usaram. É interessante porque eles começam a ver como escolher critérios muda completamente a ordem da coisa toda. Na última sessão dessa atividade, teve um momento hilário quando o Lucas disse que tava separando as figuras "pelas cores mais legais", mas aí o Gustavo tirou sarro dizendo que "marrom nunca é legal". Acabou que eles decidiram usar marrom como critério especial e fizeram uma pilha só pras figuras marrons.

A verdade é que essas atividades não são só sobre matemática pura e simples, mas sobre percepção e criatividade também. Os meninos aprendem sem nem notar que estão aprendendo, sabe? E no fim das contas eles sempre acabam entendendo que essa história de organizar não tem só uma maneira certa; dá pra fazer muitas combinações e ainda assim tá tudo certo.

Aí é isso pessoal, se alguém quiser trocar ideia sobre essas atividades ou contar como fazem aí na escola de vocês eu tô à disposição! É sempre bom saber novas maneiras de trabalhar as habilidades dos pequenos! Valeu!

E aí, gente! Continuando o papo sobre a habilidade EF01MA09, vou contar como percebo que os alunos realmente absorveram o conteúdo. Olha, não tem nada melhor do que ver a luzinha acendendo na cabecinha deles. E isso acontece de várias maneiras que não necessariamente exigem uma prova formal.

Na verdade, eu noto muito isso enquanto circulo pela sala durante as atividades. Por exemplo, quando estou passando pelas mesas e vejo a Maria explicando pro Joãozinho como organizar os carrinhos do menor pro maior, sem eu ter pedido. Ou quando escuto o Pedrinho falando pra Ana "olha, assim fica mais fácil de contar se a gente colocar tudo na mesma linha". Nessas horas, dá aquele clique de que eles estão captando a ideia sem precisar da formalidade de um teste.

Outra coisa que me ajuda é quando eles começam a usar o vocabulário correto sem perceber. Tipo, outro dia o Lucas comentou "professor, eu agrupei esses desenhos porque são todos animais". Aí você percebe que eles entenderam o conceito por trás da atividade. E quando um aluno ajuda o outro, aí sim é sucesso! É aquela história de "um ensina o outro e os dois aprendem", e você vê que a turma tá realmente integrada no processo.

Agora, os erros mais comuns... Isso é interessante. Às vezes vem da pressa ou da distração. Tem aluno que, na hora de agrupar figuras, faz isso só pela cor e esquece outros critérios. Uma vez o Daniel organizou tudo por cor e depois ficou confuso porque tinha tamanhos misturados. Aí eu chamei ele e falei: "Daniel, vamos pensar: além da cor, o que mais você tá vendo aqui?" E com um pouco de direcionamento ele conseguiu achar outros padrões.

Também tem a questão do João que sempre tenta organizar objetos sem muita lógica. Ele mistura bola vermelha com carrinho azul só porque gosta dos dois, mas não faz sentido dentro do exercício. Esses erros acontecem muito por falta de atenção ou até por criatividade demais - o que não deixa de ser bonitinho, mas precisa ser ajustado.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, as adaptações são essenciais. Eu sempre tento manter as atividades curtas e bem direcionadas pra ele não perder o foco rápido demais. Divido as tarefas em partes menores e sempre deixo claro qual é o próximo passo. Um desafio foi usar aquelas fichas coloridas pra ele perceber padrões sem se distrair com figuras complexas. E olha, tem dado certo! Ele se engaja mais quando tem algo visual pra seguir.

Com a Clara, que tem TEA, o esquema é diferente. Pra ela, eu uso muito material visual estruturado e previsível. A Clara responde bem a rotinas claras e repetitivas. Então criei umas tabelinhas onde ela pode ir encaixando as figuras seguindo um padrão já familiar pra ela. Outra coisa que ajuda é dar tempo extra a ela pra que possa processar as informações no ritmo dela.

O que não funcionou tão bem foi quando tentei uma atividade mais bagunçada, tipo montar um quebra-cabeça em grupo. A Clara ficou perdida com a movimentação e as vozes ao redor, então voltei pras estratégias mais silenciosas e controladas.

No fim das contas, cada aluno aprende no seu tempo e do seu jeito. Cabe a nós observarmos atentamente e ajustarmos nossas abordagens conforme necessário. E é isso gente! Espero que vocês tenham gostado das histórias e experiências. Qualquer dúvida ou troca de ideias tô por aqui! Até a próxima!

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