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EM13MAT502Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Investigar relações entre números expressos em tabelas para representá-los no plano cartesiano, identificando padrões e criando conjecturas para generalizar e expressar algebricamente essa generalização, reconhecendo quando essa representação é de função polinomial de 2º grau do tipo y = ax2.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

E aí, pessoal. Hoje quero falar um pouco sobre como trabalho a habilidade EM13MAT502 com a galera do 3º ano do ensino médio. Sei que esses códigos da BNCC às vezes confundem, mas na prática essa habilidade é mais simples do que parece. Basicamente, o aluno precisa conseguir pegar tabelas com dados numéricos, jogar isso num gráfico no plano cartesiano e perceber padrões ali. A ideia é que eles identifiquem se tem uma função polinomial de 2º grau, do tipo y = ax², envolvida na situação.

Então, traduzindo tudo isso pro dia a dia da sala de aula: o aluno precisa entender como pegar uma tabela cheia de números (tipo dados de uma pesquisa ou medição), jogar esses dados num gráfico e ver se forma uma parábola. A partir daí, eles têm que pensar se dá pra criar uma regra geral (a tal da função) que explique aqueles dados. Isso aí se conecta muito com o que eles já viram em anos anteriores sobre equações de 1º e 2º grau. Então, se eles já têm uma ideia de como esses gráficos são visualmente (reta e parábola), a coisa flui melhor.

Agora, vou contar um pouco das atividades que faço com a turma e como isso rola na prática.

Primeira atividade: eu gosto de usar algo bem visual e concreto. Costumo pegar uma tabela de dados reais sobre alguma coisa que interessa a eles. A última que usei foi sobre a quantidade de seguidores de um influenciador digital ao longo dos meses. Usei papel quadriculado e lápis de cor pra fazer o gráfico. A turma fica em duplas pra um ajudar o outro, e geralmente esse trabalho leva uma aula inteira, uns 50 minutos. A reação dos alunos? Bom, eles curtem porque conseguem relacionar com o que veem nas redes sociais. Teve uma vez que o João e a Maria ficaram discutindo qual influenciador bombava mais e até pesquisaram no celular durante a atividade quem tinha mais crescimento exponencial nos últimos tempos. Aí eu aproveitei pra explicar que eles estavam tentando achar um padrão nos dados e generalizar isso numa função.

Na segunda atividade, trago um pouco mais de matemática pura pra eles. Faço isso com um jogo bem simples: dou pra cada dupla um conjunto de cartas com pares ordenados prontos (tipo (1,1), (2,4), (3,9), etc) e eles têm que montar isso num plano cartesiano usando papel quadriculado também. Depois, têm que tentar descobrir qual é a regra que transforma o primeiro número no segundo (a tal da função y = ax²). Pra isso, dou uns 30 minutos da aula. Essa atividade sempre gera umas descobertas interessantes – lembro que na última vez o Pedro gritou do nada "Professor! Parece mágica! É só elevar ao quadrado!", todo animado por ter percebido o padrão. A turma toda começou a discutir as diferentes formas de chegar na mesma conclusão.

A terceira atividade é mais desafiadora: proponho um problema aberto onde eles precisam criar suas próprias tabelas a partir de situações hipotéticas do dia a dia deles. Por exemplo, calcular quanto custaria montar uma pequena festa dependendo do número de convidados e ver se isso forma uma parábola quando jogado no plano cartesiano. Esse leva umas duas aulas, porque envolve planejamento, pesquisa (às vezes uso internet) e execução do gráfico. Eles trabalham em grupos maiores pra ter mais ideias rolando na discussão. Lembro da última vez que fizemos isso: a Júlia criou uma tabela super complexa pro aniversário fictício dela e todo mundo quis participar sugerindo preços diferentes pra bolo, decoração, música... É engraçado porque aí eles começam a perceber que nem tudo é uma função de segundo grau e dá pra ter discussões bem legais sobre limites e possibilidades das funções.

E assim vou costurando as atividades práticas com teoria em sala de aula. O legal é ver como muitos alunos conseguem conectar o conteúdo à vida real e acabam dando mais valor à matemática quando percebem que ela tá ali no dia a dia deles sem eles nem perceberem. A galera sai meio confusa às vezes depois de tanta matemática aplicada, mas feliz por ter aprendido algo novo. É sempre bom ver os olhos deles brilhando quando entendem algo difícil!

Bom, por hoje é isso! Espero que essas ideias possam ajudar quem tá aí quebrando cabeça com essas habilidades da BNCC. Qualquer coisa to por aqui pra trocar mais ideias!

E aí, continuando aqui sobre como eu vejo quando os meninos estão pegando a EM13MAT502 sem precisar fazer aquela prova formal, sabe? Bom, no dia a dia da sala é assim: enquanto eu circulo pela sala, dá pra perceber quem tá entendendo de verdade só de ouvir as conversas. Tipo, quando um aluno começa a explicar pro outro como ele chegou num determinado valor do gráfico ou como resolveu alguma equação, é aí que eu vejo que a coisa tá indo bem. Teve um dia que o João tava explicando pra Maria como ele percebeu que a parábola do gráfico tava abrindo pra cima por causa do sinal positivo do "a" na fórmula. Ele falou com tanta segurança e clareza que eu fiquei ali só escutando, pensando "ah, esse entendeu."

Outra situação foi com a Ana. Tava rolando um trabalho em grupo e ela comentou algo sobre como a mudança nos valores da tabela afetava o vértice da parábola no gráfico. Ela não só entendeu como sabia aplicar o que aprendeu em diferentes situações. Aí eu fico feliz, porque sei que ela tá começando a dominar aquele conteúdo.

Agora, sobre os erros mais comuns. Olha, o Pedro vive confundindo quando o "a" é positivo ou negativo. Teve uma vez que ele insistiu que uma parábola abria pra baixo porque ele olhou rápido demais e não conferiu direito o sinal na equação. Acho que esses erros acontecem porque eles tão acostumados a resolver as coisas no automático e esquecem de conferir os pequenos detalhes. Quando vejo isso na hora, chamo o Pedro discretamente e faço umas perguntas tipo "E aí, confere esse sinal ali? Tá batendo com o que você viu no gráfico?" Isso ajuda ele a pensar de novo sem dar aquela bronca.

A Júlia também tem suas dificuldades com interpretar a tabela antes de passar pro gráfico. Ela às vezes solta uns pontos avulsos no gráfico sem perceber o padrão primeiro. Isso geralmente rola porque ela quer correr pras respostas sem analisar calmamente os dados que tem na mão. Com a Júlia, eu costumo sentar do lado dela e mostrar como anotar os passos todos num rascunho antes de ir pro gráfico. Funciona bem pra dar aquela desacelerada.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, tenho minhas estratégias pra eles também. O Matheus precisa de mais movimento durante as aulas, então tento incluir atividades em que ele possa levantar e ir até o quadro ou trocar materiais entre colegas enquanto resolve os problemas. Isso ajuda ele a se concentrar melhor na tarefa. Já tentei deixá-lo só sentado resolvendo exercícios e não funcionou muito bem porque ele se dispersa fácil.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela se dá bem com rotinas bem definidas e previsíveis. Então sempre aviso antecipadamente o cronograma da aula e o que vamos fazer em cada etapa. Nas atividades, uso material visual mais colorido e lúdico para ajudar na compreensão dela. Uma vez tentei só usar texto nos exercícios e vi que não surtiu tanto efeito quanto as imagens e cores.

Pra ambos, ajustar o tempo das atividades também é crucial. Dou um tempo extra quando noto que eles precisam, principalmente em avaliações mais complexas ou quando a atividade envolve mais leitura e interpretação.

Bom, é isso por hoje pessoal. Espero que essas experiências possam ajudar vocês de alguma forma aí nas suas salas de aula também. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências, tô por aqui pra trocar ideia! Até mais!

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