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EM13MAT103Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar e compreender textos científicos ou divulgados pelas mídias, que empregam unidades de medida de diferentes grandezas e as conversões possíveis entre elas, adotadas ou não pelo Sistema Internacional (SI), como as de armazenamento e velocidade de transferência de dados, ligadas aos avanços tecnológicos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13MAT103 tá na BNCC, mas na prática, o que significa? Bom, basicamente, é sobre fazer os alunos interpretarem textos que falam sobre medidas e entenderem como converter essas medidas. Tipo, eles precisam saber como "ler" essas medidas que aparecem em notícias ou artigos, sabe? Como quando a gente vê na mídia aquele papo sobre velocidade de internet: "200 megabits por segundo", ou armazenamento: "1 terabyte". Se a gente não souber o que isso significa ou não souber converter isso pra outras unidades, a gente tá perdido. E é claro, isso tem tudo a ver com tecnologia hoje em dia, né?

Lá no 9º ano, eles já viram algumas unidades de medida básicas e até algumas conversões, mas no ensino médio tem que aprofundar mais. Os alunos têm que sair do "decoreba" e realmente entender o que aquelas medidas significam no mundo real. Se eles lerem um texto sobre as novas velocidades de conexão 5G ou sobre capacidade de armazenamento de um celular novo, precisam saber de onde esses números vêm e como mexer neles.

Agora vou contar como eu trabalho isso na minha turma do 1º ano do ensino médio. Primeiro de tudo, nada muito complicado de material, viu? Eu gosto de usar coisas simples, tipo jornais velhos ou revistas que falam sobre tecnologia. Imprimo algumas matérias da internet também. Aí eu tenho três atividades que sempre dão certo.

A primeira atividade é a leitura e interpretação de texto. Eu pego uns recortes de jornais ou revistas que falam sobre alguma novidade tecnológica. Da última vez usei uma matéria sobre carro elétrico e sua autonomia em quilômetros por carga completa. Distribuo isso pros meninos em grupos de quatro ou cinco alunos. A ideia é que cada grupo leia e discuta entre si sobre o texto. Isso leva uma aula inteira geralmente, uns 50 minutos. E aí eu peço pra eles identificarem as unidades de medida no texto e discutirem o que cada uma representa. As reações são sempre boas porque eles acabam percebendo como isso tá presente na vida deles mais do que pensavam. A Clarinha, por exemplo, da última vez tava toda empolgada explicando pro grupo dela o que era um quilowatt-hora porque o pai dela trabalha numa usina termoelétrica.

Na segunda atividade a gente foca nas conversões entre as unidades. Essa leva uns dois tempos de aula porque é aí que a coisa começa a pegar. Uso uma tabela com as principais unidades de medida e suas conversões, algo bem visual mesmo. Aí, depois de explicar como usar a tabela, dou pra eles um exercício prático. Tipo: "Um vídeo de 2 gigabytes demora quanto tempo pra ser baixado se a velocidade da internet for 20 megabits por segundo?" Eles têm que fazer a conversão ali na hora e entender todo o processo por trás disso. A galera sempre trava na primeira vez, mas aí entra a colaboração entre eles e as coisas começam a fluir. O João sempre faz umas piadas dizendo que nunca vai precisar disso até perceber que tá usando isso todo dia no celular dele.

A terceira atividade é mais prática ainda: montar um projeto simples onde eles precisam calcular a capacidade necessária pra armazenar dados em algum dispositivo imaginário que teriam pra vender numa feira tecnológica. Eles têm que planejar desde o quanto um vídeo ou jogo ocupa até o quanto tem disponível no "aparelho" deles – tudo usando as conversões das aulas anteriores. Na última vez que fiz isso, cada grupo apresentou suas ideias em cartazes na sala mesmo. Leva umas três semanas ao longo do bimestre porque vamos trabalhando aos poucos nas aulas. O interessante foi ver a Mariana e o Pedro discutindo se valia mais a pena usar gigabytes ou terabytes na apresentação deles – e isso realmente mostrou que tinham entendido o conceito de converter entre diferentes unidades.

No geral, acho que quando os meninos percebem a utilidade prática dessas conversões e interpretações nas tecnologias do dia-a-dia deles, ficam muito mais engajados nas atividades. E aí o aprendizado não fica só no papel: vira parte da vida deles mesmo! E acho que esse é o grande ponto dessa habilidade – é trazer pra realidade deles algo que às vezes parece tão abstrato nos livros.

Bom, galera do fórum, espero ter dado uma luz aí pra quem tá meio perdido com essa habilidade da BNCC! Se tiverem dicas diferentes ou outras experiências parecidas pra compartilhar, tô aberto pra ouvir também! Até mais!

Agora, pessoal, como que eu sei que os meninos entenderam o que eu tô explicando, sem botar uma prova na mesa? Olha, é só dar uma volta pela sala. Quando a gente tá andando entre as carteiras, prestando atenção nas conversas deles, dá pra sacar muita coisa. Tipo assim, às vezes eu vejo o João explicando pro Lucas como ele entendeu a diferença entre megabytes e megabits. E ele fala com uma confiança, sabe? Quando o aluno começa a explicar pro outro, eu penso "ah, esse aí pegou o negócio".

Teve uma vez a Maria. Ela tava sentada na frente, meio quieta, mas eu vi que ela tava riscando um monte de coisa no caderno dela. Aí cheguei perto e vi que ela tava fazendo umas conversões de unidades que nem pedi ainda. Ela já tava adiantando parte do exercício que só ia rolar na aula seguinte. Pra mim é claro: se a Maria tá se antecipando e fazendo sozinha, é porque captou a ideia.

E quando eles tão falando entre eles, às vezes rolam umas pérolas. Tipo o Pedro e a Ana discutindo se terabytes são maiores que gigabytes. Eles tão ali discutindo, um convencendo o outro. É sinal de engajamento e de que tão pensando sobre o que aprenderam.

Agora vamos falar dos erros mais comuns. Os meninos acabam confundindo muito megabytes com megabits. O Lucas mesmo, num dia desses, tava todo confiante dizendo que seu celular tinha "200 mega de internet". Aí fui lá e expliquei a diferença entre MB e Mb. Esses erros acontecem porque na prática todo mundo fala "mega" pra tudo, né? E também porque a diferença tá nos detalhes técnicos que às vezes passam batido.

Outro erro comum é na conversão entre unidades menores e maiores. Tipo assim, a Beatriz uma vez confundiu completamente os cálculos de conversão de megabytes pra gigabytes. Isso é aquele vacilo básico que acontece quando a gente não tá atento aos zeros ou aos múltiplos de 1024. Nesses casos, eu paro tudo e volto no passo a passo junto com eles, explico de novo com exemplos práticos pra ver se agora vai.

Agora vou falar sobre o Matheus e a Clara, que têm suas particularidades na hora do estudo. Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento deixar as atividades mais dinâmicas. Aí o negócio é movimentar mesmo: muita coisa prática e menos blá-blá-blá. Descobri que usar aplicativos de conversão no celular ajuda demais ele a focar e entender enquanto interage com a tecnologia direto.

A Clara tem TEA e prefere ambientes mais organizados e previsíveis. Com ela, materiais visuais são essenciais. Uso tabelas coloridas pra ela ver as relações entre as unidades de medida. Isso ajuda muito no processo de memorização e entendimento dela. Ah, e ajustar o tempo é importante! Dou intervalos específicos pra ela descansar um pouco antes de voltar pro conteúdo.

Uma vez tentei fazer um esquema em grupo com o Matheus e a Clara juntos pra ver se rolava uma troca bacana entre eles. Mas acabou não sendo muito eficaz porque o Matheus dispersava fácil com tanto barulho, e a Clara ficou desconfortável com a bagunça toda da discussão em grupo. Foi um aprendizado pra mim também sobre como adaptar melhor as atividades.

Bom, é isso aí! Espero que esse papo sobre como percebo o aprendizado dos alunos tenha ajudado vocês de alguma maneira. Qualquer coisa tô por aqui no fórum pra trocar mais ideias ou ajudar no que precisar. Valeu!

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