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EM13LGG601Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13LGG601 da BNCC, eu penso que é mais sobre abrir a cabeça dos meninos e meninas pra entender que a arte não é só o que tá nos livros ou nos museus. É perceber que o patrimônio artístico é um trem bem diverso, que envolve diferentes tempos e lugares. Tipo, não é só sobre conhecer a Monalisa ou o Carnaval do Rio; tem coisa do Brasil, da África, da Ásia, de tudo quanto é canto. E também é sobre entender como essas manifestações artísticas se tornam importantes, como são legitimadas pela sociedade. Sabe quando uma música de 50 anos atrás ainda faz sucesso hoje? Então, por quê? Como a sociedade decide o que é arte boa ou ruim? E tudo isso com um olhar crítico e histórico.

Quando os alunos chegam no 2º ano do Ensino Médio, eles já têm uma certa noção do que é arte, mas muitos ainda têm uma visão meio fechada. Eles vêm de um 1º ano onde a gente começa a explorar esses conceitos, mas agora é hora de aprofundar. O que eu quero é que eles consigam olhar pra uma pintura antiga ou um grafite na rua e consigam entender o contexto daquela obra, questionar seu valor na sociedade e até discutir por que certas obras são mais lembradas que outras.

Pra fazer isso na prática, eu gosto de criar algumas atividades bem bacanas. Vou contar três delas que têm funcionado bem com a minha turma.

Primeiro, eu organizo o "Café com Arte" na sala. Funciona assim: eu trago algumas reproduções de obras de arte famosas e outras nem tanto, de diferentes épocas e lugares. Coisa simples mesmo – imprimo umas imagens coloridas e coloco em mesas diferentes pela sala. A turma é dividida em pequenos grupos e cada grupo fica responsável por "investigar" uma dessas obras. Dou uns 30 minutos pra eles pesquisarem na internet (usando o celular mesmo) sobre a obra, o artista, a época em que foi feita e qualquer curiosidade que acharem interessante. Aí vem a parte do café: cada grupo faz uma apresentação pros colegas enquanto todos tomam um cafezinho (a gente improvisa com café solúvel mesmo). Nas últimas vezes, foi engraçado ver o Pedro todo empolgado falando sobre um quadro do Van Gogh e a Marina se apaixonando pelas cerâmicas japonesas. Os alunos costumam gostar muito dessa dinâmica porque sai daquela coisa tradicional de aula expositiva e se sentem meio como detetives da arte.

Outra atividade que sempre rende boas discussões é quando passamos um filme. Escolho algo que tenha ligação com movimentos artísticos ou históricos importantes. Recentemente assistimos "Frida", sobre a artista Frida Kahlo. Antes do filme, converso com os meninos sobre o contexto social e político da época dela no México e como isso influenciou sua arte. O filme leva umas duas horas e depois fazemos uma roda de conversa pra discutir o que viram e o que acharam mais marcante. Lembro bem do João comentando como achava incrível a força da Frida em expressar suas dores através da pintura. Esse tipo de atividade ajuda muito eles a perceberem como a biografia do artista e o contexto histórico influenciam diretamente na arte produzida.

Por último, uma atividade que curto muito é o "Projeto Arte de Rua". Divido a turma em grupos novamente e peço pra eles saírem pela cidade – pode ser no bairro mesmo – pra fotografar grafites, estátuas ou qualquer outra manifestação artística de rua. Depois, eles precisam apresentar essas fotos para a turma e contar sobre o significado dessas artes no contexto atual. Quanto tempo isso leva? Ah, pelo menos duas semanas pra dar tempo deles tirarem boas fotos e pesquisarem sobre as obras escolhidas. Na última vez, a Júlia trouxe uma foto de um grafite incrível no muro de uma escola pública aqui perto e falou tão bem sobre como aquilo representava resistência na educação pública... foi emocionante! Essa atividade sempre gera muita empolgação porque eles se sentem parte daquele patrimônio artístico e entendem que não precisa ser algo distante ou elitista.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é mostrar pro aluno que ele tá inserido num mundo rico culturalmente e que ele pode – e deve – fazer suas próprias interpretações sobre esse mundo. E o mais legal é ver eles se apropriando disso tudo com olhar crítico e curioso. É isso aí, galera! Até a próxima!

Então, como eu percebo que os alunos entenderam a habilidade EM13LGG601 sem precisar de uma prova formal? Cara, é observando mesmo, no dia a dia, ali entre uma atividade e outra. Quando eu circulo pela sala, fico de olho nas interações entre eles. Às vezes, o que mais me dá certeza de que eles entenderam é quando um aluno explica pro outro um conceito que a gente viu na aula passada. Teve uma vez que o João tava explicando pra Maria a diferença entre arte rupestre e grafite moderno. Ele tava lá, usando exemplos que a gente discutiu em sala e ainda completou dizendo como ambos representam o contexto social do seu tempo. Aí eu pensei: "ah, esse entendeu!"

Outro momento que eu percebo o aprendizado é nos debates que faço com a galera. Eles começam meio tímidos, mas aí soltam as vozes. A Júlia, por exemplo, ela é super tímida na hora das provas, mas no debate sobre como a música pode ser um patrimônio artístico e cultural, ela defendeu bem firme as raízes culturais do samba na sociedade brasileira. Quando os alunos conseguem ligar o conteúdo da aula com as próprias vivências ou referências culturais, eu sei que a habilidade tá encaixando.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, tem uns escorregões que acontecem bastante. Um erro típico é achar que arte é só pintura ou escultura famosa. O Lucas um dia virou pra mim e disse que não entendia o porquê de considerar o filme Cidade de Deus como patrimônio cultural. É comum essa visão limitada. Isso acontece porque muitas vezes eles não tiveram contato com uma variedade de manifestações artísticas antes. Quando pego esse erro na hora, tento puxar um papo sobre outras formas de arte que fazem parte do nosso dia a dia, como literatura de cordel ou até o funk carioca.

Outra coisa é quando se confundem nos contextos históricos. A Ana misturou os períodos artísticos do Renascimento com o Barroco numa discussão e isso é normal. Aí eu aproveito essa confusão pra revisitar esses conceitos com a turma toda. Gosto de usar linha do tempo visual ou até exemplos práticos como comparar artistas desses períodos.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu acabo adaptando bastante as atividades pra ele não se perder no meio do caminho. Eu percebi que ele funciona melhor quando tem algo concreto nas mãos, então uso muito material visual e manipulativo pra ajudar ele a focar. Por exemplo, nas aulas sobre arte africana, trouxe várias máscaras pra turma explorar — o Matheus ficou fascinado com isso e foi um jeito legal dele se conectar com o conteúdo.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso manter uma rotina bem estruturada e previsível. As surpresas não funcionam muito bem pra ela, então sempre deixo claro o cronograma da aula logo no começo. Além disso, faço questão de checar se ela tá confortável com o barulho nos debates ou se prefere trabalhar numa tarefa mais tranquila num canto da sala. E funcionou bem quando pedi pra ela fazer uma pesquisa sobre um artista específico e depois compartilhar com a turma — ela adorou falar sobre Frida Kahlo.

É engraçado como coisas diferentes funcionam pra cada um né? Já tive que ajustar bastante até encontrar os jeitos que ajudam cada aluno a se desenvolver dentro dessa habilidade tão rica.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Volto logo mais pra contar outros causos de sala de aula ou pra trocar dicas com vocês sobre essas aventuras pedagógicas. Se tiverem alguma experiência ou dica pra compartilhar também tô sempre por aqui! Abraço e até a próxima!

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