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EM13LGG503Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Vivenciar práticas corporais e significá-las em seu projeto de vida, como forma de autoconhecimento, autocuidado com o corpo e com a saúde, socialização e entretenimento.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13LGG503 da BNCC, é tipo assim: fazer os meninos perceberem como as práticas corporais podem ser importantes na vida deles. Isso vai muito além de só mexer o corpo. É sobre entender como essas práticas ajudam a gente a se conhecer melhor, cuidar da saúde e, claro, interagir com a galera e se divertir. Na prática, é fazer o aluno perceber que essas atividades podem fazer parte do projeto de vida dele, seja pra ser mais saudável, pra trabalhar em equipe ou até pra desestressar.

Então, o que o aluno precisa conseguir fazer? Bom, é começar a enxergar como as atividades físicas estão conectadas não só com a saúde física, mas também com o bem-estar mental e emocional. Eles têm que ser capazes de identificar quais práticas fazem sentido pra eles e como podem integrar isso na rotina. No ano passado, no 1º ano do ensino médio, já introduzimos algumas práticas corporais mais básicas e discutimos a importância delas pro dia a dia. Agora, no 2º ano, a ideia é aprofundar isso e fazer com que eles vejam essas práticas como algo que pode ser levado pra vida toda.

Vou contar pra vocês três atividades que costumo fazer com a minha turma do 2º ano do ensino médio. Nada muito complicado, mas que sempre dá um bom resultado.

A primeira atividade é a "Jornada do Corpo". Eu peço pra eles criarem um diário simples de práticas corporais por uma semana. Não precisa ser nada rebuscado, pode ser um caderno qualquer ou até folhas soltas. A ideia é que cada um identifique quais atividades físicas faz no dia a dia (pode ser subir escada em vez de pegar elevador, andar de bike, jogar bola) e registrem como se sentiram antes e depois. Organizo isso numa roda de conversa no início da semana onde explico o propósito e dou exemplos do próprio cotidiano deles. Essa parte leva uns 30 minutos. Depois cada um faz o seu diário em casa durante uma semana. Na aula seguinte, discutimos os registros em grupo.

Na última vez que fizemos isso, o Lucas contou que percebeu que fica muito mais concentrado nos estudos depois que joga futebol à tarde. Já a Fernanda disse que achava chato andar com o cachorro da vizinha todo dia, mas viu que depois disso ela dorme melhor. Fazer essa atividade deixa claro pra eles como pequenas mudanças e observações podem impactar no bem-estar.

Outra atividade é uma oficina de dança improvisada. Não precisa de nada além de uma caixa de som e um espaço livre na sala ou no pátio. Eu sempre divido eles em grupos de cinco ou seis e coloco uma música animada. Aí peço pra cada grupo criar uma coreografia simples. Dou uns 20 minutos pra isso e depois cada grupo apresenta sua dança pros outros. No final das contas, o que era pra ser só dança vira uma baita oportunidade de rir junto e quebrar aquele gelo entre a turma.

Olha, quando fizemos isso da última vez, o grupo da Ana pegou uma música bem conhecida e fez todo mundo cantar junto enquanto dançavam. Foi uma bagunça organizada! E foi legal ver como todos deram risada e se soltaram aos poucos. Até aquele aluno mais tímido acabou dando risada e batendo palmas pros colegas.

Por fim, tem a atividade que eu chamo de "Circuito do Equilíbrio". É uma espécie de circuito funcional em que utilizamos materiais super simples: cones feitos de garrafa PET e cordas para demarcar os trajetos. Divido a turma em duplas e cada um tem que guiar o colega vendado pelo circuito. A ideia é trabalhar confiança e comunicação entre os pares. Levamos cerca de 45 minutos com montagem do circuito, explicação e execução.

Na última vez que fizemos isso, o Pedro estava vendado e quase pisou fora do circuito porque relaxou demais nos comandos da parceira dele, a Júlia. Foi engraçado porque ele fez gracinha fingindo que ia sair correndo vendado e todo mundo riu, mas no fim foi seguro porque eles estavam bem atentos um ao outro.

Bom, é isso aí! Essas são algumas das formas que eu trabalho essa habilidade com os meninos do 2º ano. Sempre tento trazer pro lado mais prático e divertido porque acho que assim eles absorvem melhor as ideias por trás das atividades. E o bacana é ver como isso realmente faz diferença na forma como eles enxergam as práticas corporais no dia a dia deles.

é importante integrar essas práticas no dia a dia dele, sabe? E na sala de aula, a gente tem várias formas de perceber se esse entendimento tá rolando sem precisar de uma prova formal. Quando eu to circulando pela sala, por exemplo, dá pra ver quem tá realmente captando a mensagem. Um dos momentos que eu mais curto é quando os meninos começam a explicar as coisas uns pros outros. Teve uma vez que o Lucas tava ajudando o João a entender como o futebol não é só chutar bola, mas tem toda uma questão de estratégia e trabalho em equipe. Escutar eles discutindo sobre isso, tipo “Ah, então quando a gente se organiza assim, a gente joga melhor”, me faz perceber que tão sacando a importância da coisa.

Outra situação que me ajuda a perceber que eles tão entendendo é na hora das conversas informais. Quando tô ali no meio deles e ouço eles comentando sobre como se sentem melhor depois das atividades físicas, ou que tão conseguindo dormir melhor depois de começar a fazer exercícios regularmente, é um sinal claro de que tão ligando os pontos entre a prática corporal e o bem-estar. E não é incomum ver a Ana, por exemplo, toda animada contando pra turma que começou a fazer yoga em casa e tá super relaxada. É aí que eu vejo que o aprendizado tá acontecendo de verdade.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso acontece demais! O Guilherme, por exemplo, sempre acha que só de correr rápido já tá tudo certo. Ele esquece totalmente de como posicionar o corpo pra evitar lesões ou de como respirar direito durante a corrida. Isso é um erro comum porque muitos deles têm essa visão imediatista das coisas, acham que só fazer a atividade já resolve tudo, sem pensar na técnica por trás. Quando eu pego um erro desses na hora, gosto de parar e mostrar na prática como faz diferença. Às vezes até peço pra um colega mostrar o jeito certo, porque eles aprendem muito uns com os outros.

E tem também o erro da interpretação das regras dos esportes. A Mariana sempre confunde as regras do handebol com as do futebol e acaba fazendo umas jogadas nada a ver. Isso acontece porque algumas regras são parecidas e acabam misturando tudo na cabeça deles. Nesses casos, eu procuro usar vídeos ou animações que mostram as regras de forma bem clara pra ajudar a fixar. Funciona melhor do que só falar.

E aí temos o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um jeito diferente de aprender. Com ele, eu sempre tento usar atividades mais dinâmicas e visuais pra manter o foco dele. Tipo jogos onde ele possa se movimentar bastante e interagir com os colegas. Uma coisa que funcionou bem foi usar cartões coloridos com instruções curtas sobre os passos da atividade. Ele consegue seguir melhor assim do que se eu ficar só falando.

Já com a Clara, que tem TEA, as coisas são um pouco diferentes. Eu preciso criar um ambiente mais previsível e seguro pra ela se sentir confortável. Então, antes de começar qualquer atividade nova, explico bem devagar e demonstro passo a passo o que vamos fazer. Também uso bastante imagens e símbolos pra ela associar com cada parte da atividade. Uma coisa que ajudou muito foi marcar espaços no chão com fitas coloridas pra ela saber exatamente onde ficar durante os exercícios.

Eu também adapto o tempo das atividades pra eles quando necessário. Se vejo que o Matheus tá ficando inquieto ou que a Clara precisa de mais tempo pra entender alguma coisa, ajusto o ritmo sem problema nenhum. O importante é eles participarem e aprenderem no tempo deles.

Claro que nem sempre dá certo na primeira tentativa. A gente experimenta uma abordagem nova e às vezes não funciona tão bem quanto esperava, mas faz parte do processo. Com paciência e observação, vou ajustando as estratégias até encontrar o que realmente funciona pra cada um deles.

Bom, gente, era isso que eu queria compartilhar com vocês hoje. Adoro esse espaço aqui no fórum pra trocar essas ideias e experiências com vocês. Qualquer hora volto com mais histórias da sala de aula! Abraços!

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