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EM13LGG202Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13LGG202 da BNCC, a ideia é meio que ajudar os alunos a entenderem como as palavras, as imagens e até o jeito que a gente se move podem carregar ideias e influenciar o que a gente pensa sobre o mundo. Não é só ler ou ver uma coisa e pronto. É perceber que cada discurso, seja numa música, num filme ou num discurso político, tá cheio de interesses e tem um poder ali por trás. O aluno tem que ser capaz de identificar isso tudo, sabe? Tipo, perceber quem tá falando, o que a pessoa quer com aquilo, de onde ela vem e pra onde ela quer que a gente vá. É meio que tirar um raio-x dos textos e das falas pra entender como elas moldam o jeito que a gente vê as coisas.

Aí eu costumo explicar pros meninos: imagina que você tá assistindo aquele clipe do seu artista favorito. Tem toda uma construção ali. Desde a letra até a forma que eles dançam ou as cores usadas no vídeo. Tudo isso tá te dizendo alguma coisa sobre o mundo. Aí na prática, o aluno precisa conseguir sacar essas mensagens e pensar criticamente sobre elas. Da série anterior, eles já chegam com um certo entendimento sobre texto e contexto, mas agora é hora de aprofundar essa análise e começar a perceber essas camadas escondidas.

Pra trabalhar essa habilidade, eu faço umas atividades bem práticas com a galera. Primeiro, tem uma atividade que eu chamo de "Raio-X do Clipe". Eu peço pra eles escolherem um clipe musical famoso do momento. Aí eles assistem na sala usando só um projetor e notebook meu mesmo. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 30 minutos pra assistirem e discutirem entre si. Eles têm que anotar quais são as ideias principais do clipe, quais são os interesses ali por trás (tipo vender uma marca ou passar uma certa mensagem), e como o artista usa imagens e movimentos pra reforçar essas ideias. Da última vez que fizemos, o João ficou impressionado quando percebeu como o uso das cores no clipe da Anitta tava carregado de significados sobre empoderamento feminino e cultura pop.

Outra atividade é usar comerciais de TV antigos e novos pra fazer uma comparação. É bem bacana porque eles conseguem ver como os discursos mudaram com o tempo e como os interesses das empresas também mudaram. Pegamos uns comerciais dos anos 80 e uns bem recentes, tudo disponível no YouTube. Aí eu organizo a turma em duplas, dou uns 40 minutos pra assistirem os vídeos e depois eles compartilham suas análises com a sala toda. Na última vez que fizemos isso, a Mariana levantou um ponto interessante sobre como os comerciais antigos eram mais voltados pra criar uma imagem de sucesso pessoal (tipo carro novo) enquanto os atuais estão mais focados em sustentabilidade e responsabilidade social.

Por fim, eu adoro trabalhar com filmes ou séries que eles estão assistindo fora da escola. Pedi recentemente pra turma trazer cenas de alguma série popular entre eles. Usamos uma série da Netflix que tava em alta na época, que é bem dramática cheia de conflitos sociais. Em grupos pequenos, eles analisaram personagens diferentes, tentando entender quais interesses cada personagem tinha em suas ações ou discursos durante a cena escolhida. Esse exercício leva umas duas aulas porque tem muita discussão boa! Da última vez, o Pedro ficou chocado ao perceber como um personagem aparentemente bonzinho usava seu poder de forma manipulativa pra atingir objetivos pessoais.

Olha, essas atividades ajudam muito porque colocam os alunos num papel ativo de investigação e reflexão sobre aquilo que consomem diariamente sem perceber as vezes os detalhes por trás. E eles acabam gostando bastante justamente porque são coisas do dia-a-dia deles, né? Eles percebem que tudo tem um motivo por trás e passam a questionar mais as informações e discursos ao redor deles.

Aí terminamos sempre com uma roda de conversa pra todo mundo compartilhar suas descobertas e opiniões. Eu gosto desse momento porque vejo como eles vão abrindo os olhos pra certas coisas e questionando mais o mundão aí fora. E vou te dizer, é gratificante ver quando eles começam a ligar os pontos sozinhos e formam suas próprias perspectivas críticas sobre as coisas.

Bom, é isso! Espero ter ajudado aí com minhas experiências na sala de aula. Não tem fórmula mágica não, mas com algumas atividades práticas dá pra perceber que a galera vai desenvolvendo um olhar bem mais crítico sobre tudo ao redor deles. Abraço!

Então, quando a gente tá falando de perceber se o aluno aprendeu mesmo, sem ser por prova, eu fico muito atento aos detalhes que acontecem no dia a dia da sala. Tipo assim, quando eu tô andando entre as carteiras enquanto eles tão fazendo uma atividade, dá pra ver muita coisa. Às vezes, é só o jeito que eles anotam algo ou a forma como reagem a uma pergunta. Mas o que me dá mais certeza de que eles estão pegando a ideia é quando escuto as conversas entre eles. Por exemplo, teve um dia que o Gustavo tava tentando explicar pro Lucas como que um comercial de TV pode influenciar o que a gente pensa sobre um produto. Aí ele disse: "Cara, olha como eles sempre mostram alguém feliz usando o produto! Isso faz a gente associar felicidade com aquilo." Na hora, eu pensei: "Putz, o Gustavo entendeu!".

Outra situação foi com a Maria Clara, quando estávamos discutindo sobre letras de música. Ela começou a falar sobre uma música famosa e disse: "Gente, vocês já perceberam que essa música passa uma ideia de liberdade, mas na real tá vendendo uma marca específica de carro?!" Isso é um sinal claro de que ela tá começando a questionar as intenções por trás do discurso.

Agora, falando dos erros mais comuns, eu vejo muito aluno confundindo o autor com o narrador ou personagem. O Pedro, por exemplo, tava com dificuldade nisso. Ele leu um texto e começou a criticar o autor por algo que era opinião do personagem. Esse tipo de confusão acontece bastante porque a linha entre ficção e realidade pode ser meio embaçada pra eles. Quando eu pego esse tipo de erro na hora, eu paro tudo e peço pra pensar junto: "Pedro, vamos separar aqui: quem tá realmente falando isso no texto? É o autor ou um personagem?" Aí a gente vai destrinchando juntos.

Outra coisa comum é generalizar demais as intenções por trás dos discursos sem considerar nuances. A Ana uma vez disse que toda propaganda é enganosa. Aí eu precisei parar e explicar que nem sempre é assim. Tem propaganda que só quer informar ou até educar. Então eu trago exemplos variados pra mostrar essa diferença.

Sobre lidar com o Matheus e a Clara, que têm suas particularidades, é sempre um aprendizado constante pra mim. O Matheus tem TDAH e precisa de muita estrutura e clareza nas atividades. Geralmente, em tarefas mais longas ou complexas, eu tento dividir em partes menores e claras. E é importante também dar pausas pra ele se movimentar um pouco. Percebi que ele funciona bem quando consegue pegar algum material visual ou fazer alguma atividade prática junto ao conteúdo teórico.

Já com a Clara, que tem TEA, ela se beneficia muito dos roteiros bem definidos e repetitivos. Sempre aviso com antecedência sobre mudanças na rotina da aula e uso suporte visual tipo imagens e esquemas pra ajudar na compreensão dos conceitos. Uma coisa que deu certo foi criar cartões com ideias principais do conteúdo pra ela consultar sempre que precisar.

O que não deu muito certo foi tentar usar vídeos muito polêmicos ou barulhentos demais sem preparação prévia. Lembro de uma vez em que nós assistimos um vídeo mais intenso sem preparação adequada e foi um pouco confuso tanto pro Matheus quanto pra Clara. Aprendi daí que é melhor introduzir esses materiais de forma mais gradual.

Bom, acho que é isso aí por hoje, pessoal! Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas lá da sala de vocês, tô aqui pra ouvir também! Até a próxima!

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