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EM13LGG203Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar os diálogos e os processos de disputa por legitimidade nas práticas de linguagem e em suas produções (artísticas, corporais e verbais).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EM13LGG203 é meio que sobre entender como as pessoas se expressam e como essas expressões são valorizadas ou não pela sociedade. É tipo assim: quando a gente tá falando de arte, de dança, de música ou mesmo num bate-papo, sempre tem um processo em que algumas coisas são aceitas como “legítimas” e outras não. Isso pode ser por causa da cultura, da história, ou mesmo da moda. Então, o aluno tem que conseguir analisar e perceber essas disputas por legitimidade. O que significa dizer que precisa entender, por exemplo, por que uma música de rap pode não ser vista com os mesmos olhos que uma sinfonia clássica. E eles também precisam pegar aquelas discussões que já vinham lá do 9º ano, sobre diversidade cultural e gênero textual, e aprofundar isso com um olhar mais crítico.

Bom, agora vou contar como eu trabalho isso na minha sala com a galera do 1º ano do Ensino Médio. Costumo fazer umas atividades bem práticas pra deixar essa análise mais concreta pro pessoal. Vou compartilhar três delas aqui.

Na primeira atividade, eu gosto de usar vídeos de diferentes estilos musicais. Pego um vídeo de rap, outro de MPB e um de música clássica. Normalmente baixo esses vídeos do YouTube e levo no meu pen drive pra escola. Aí eu coloco na TV da sala (aquela smart que a gente ganhou no projeto ano passado) e divido a turma em grupos pequenos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo fica responsável por assistir e discutir um desses estilos musicais. Dou cerca de 20 minutos pro pessoal assistir e anotar o que acham sobre a letra, o ritmo, os elementos visuais, essas coisas.

Depois disso, junto a turma toda e abro pra discussão. Pergunto o que eles acharam mais interessante em cada estilo, qual eles acham que é mais valorizado pela sociedade e por quê. Teve um dia que o João levantou uma questão bacana: “Por que a música clássica passa mais no rádio quando é pra adulto, mas a molecada gosta mesmo é do rap?” Isso gerou uma baita discussão boa sobre preconceito e cultura de massa. Geralmente essa atividade leva uma aula inteira.

A segunda atividade envolve obras de arte visuais. Trago algumas reproduções impressas de quadros famosos e também imagens de grafites urbanos da nossa cidade. Uso imagens coloridas impressas mesmo, nada muito elaborado. Organizo os alunos em duplas pra observarem essas imagens e anotarem suas impressões sobre mensagens transmitidas e como elas são percebidas na sociedade.

Dessa vez deixo um tempo maior pra análise individual nas duplas, tipo uns 30 minutos, porque quero que eles realmente pensem sobre as mensagens e as diferenças entre o que é considerado "arte tradicional" e "arte urbana". Quando juntei a turma depois pra discussão geral, a Clara comentou como não sabia que grafiteiros famosos eram tão respeitados quanto pintores tradicionais em algumas partes do mundo. Foi um momento de "estalo" pra muitos ali, sabe? Essa atividade costuma ocupar uma aula inteira também.

A última atividade é sobre linguagem corporal nos filmes. Eu escolho trechos curtos de filmes que tenham diálogos importantes acompanhados de expressões corporais significativas. Pode ser qualquer filme popular entre os jovens, como algo da Marvel ou até mesmo filmes brasileiros conhecidos entre eles. Faço uma seleção rápida - tipo cinco minutos de cena - porque o foco é na análise da expressão não-verbal.

Divido a turma em grupos menores novamente e peço para assistirem ao trecho prestando atenção nos gestos, no tom de voz, nos olhares dos personagens. Depois cada grupo apresenta suas conclusões sobre o que aquelas expressões comunicam além das palavras ditas. Da última vez fizemos isso com uma cena do "Tropa de Elite" (que eles adoram) e o Lucas mostrou como é engraçado perceber coisas no corporal dos personagens que ele nunca tinha notado só assistindo por diversão. Essa atividade geralmente termina em duas aulas porque gosto de dar tempo pra eles elaborarem bem as análises.

Essas atividades ajudam a galera a perceber como linguagem não é só aquilo que tá escrito ou falado. É tudo que a gente faz pra se comunicar e ser entendido nesse mundo louco em que vivemos! E as discussões acabam sendo sempre muito ricas porque eles trazem experiências pessoais e percepções únicas. Enfim, acho que essa troca é vital pra desenvolver o pensamento crítico deles.

Bom, é isso aí! Espero ter ajudado algum colega com essas ideias! Abraço!

Então, galera, quando tô andando pela sala e observando os meninos, dá pra perceber quando eles realmente entenderam a habilidade EM13LGG203 sem precisar de uma prova formal. É o jeitão que eles interagem uns com os outros e com o conteúdo. Tipo, outro dia eu tava passando entre as mesas e ouvi o Lucas explicando pro Gustavo como uma letra de rap pode ter tanto valor cultural quanto um poema clássico. Ele tava ali, todo empolgado, falando sobre as metáforas e as críticas sociais presentes, e o Gustavo só balançando a cabeça, concordando e até contribuindo. Quando você vê um aluno pegando o gancho do outro assim, é sinal de que eles tão ligando os pontos, sabe?

Outra coisa que observo bastante são as discussões em grupos. Tem vez que eu proponho uma atividade de análise de música, por exemplo, e a galera começa a discutir qual música representa melhor uma certa cultura ou momento histórico. Aí é aquele burburinho gostoso de ouvir. Sei que entenderam quando começam a comparar músicas de diferentes gêneros e tempos, e até rola aquele debate saudável. Teve uma vez que a Júlia fez uma comparação incrível entre um samba antigo e uma música pop atual. Ela mostrou como ambos criticavam questões sociais da época, mas cada um no seu estilo. Cara, aí você sente que ela captou bem a essência da habilidade.

Agora, nem tudo são flores né? Os erros mais comuns que vejo a galera cometendo têm muito a ver com as generalizações. Tipo o Pedro, que colou na discussão sobre arte moderna e falou que todo grafite é igual e só vandalismo. Ele pegou pesado! Na hora eu perguntei se ele já tinha visto as obras do Kobra ou Banksy pra tentar mostrar como o grafite também comunica ideias importantes. Esses erros acontecem porque às vezes eles ainda tão presos em estereótipos que ouviram por aí e não pararam pra pensar com calma sobre o tema.

Quando acontece isso, eu tento não corrigir de forma seca pra não bloquear o raciocínio deles. Gosto de fazer perguntas que façam eles refletirem mais. Tipo, quando o Pedro disse isso do grafite, ao invés de só dizer "tá errado", fui questionando ele sobre o que ele acha que define arte urbana e se ele já tinha explorado outros exemplos além do que vê no dia a dia.

Agora falando do Matheus e da Clara, eles tão sempre no meu radar porque têm necessidades especiais na hora da aprendizagem. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra conseguir prestar atenção. Eu procuro integrar coisas práticas durante as atividades teóricas, como usar jogos educativos ou até mesmo fazer pequenas encenações sobre o tema na sala de aula. Uma vez testei usar cartões coloridos com palavras-chave pra ele associar conceitos, funcionou bem!

Pra Clara, que tem TEA, adapto muito o ambiente pra ser o mais previsível possível, porque qualquer mudança brusca pode desestabilizar ela. Com ela, uso muito material visual como vídeos e imagens porque ajudam na compreensão sem precisar depender somente das palavras escritas ou faladas. Uma vez a gente fez uma linha do tempo visual das artes ao longo das décadas e ela curtiu demais! Mas teve uma vez que tentei usar música alta no fundo pra uma atividade e não deu certo; Clara ficou desconfortável com o barulho.

Com os dois, eu também dou bastante pausas durante as atividades. Pro Matheus é bom porque ele pode se movimentar um pouco sem perder o foco completamente quando volta. E pra Clara, essas pausas ajudam a processar tudo no tempo dela sem ficar sobrecarregada.

Bom, acho que dei um bom panorama de como percebo o aprendizado dos meninos e como lido com os desafios da sala né? É sempre um exercício de adaptação e observação constante por parte da gente! Qualquer dúvida ou ideia nova aí que vocês tiverem é só gritar aqui no fórum! Abraço pra todo mundo!

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