Voltar para Linguagens e suas Tecnologias 1º EM Ano
EM13LGG301Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas formas e seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG301 da BNCC, no fundo, é sobre os meninos saberem criar e se expressar de várias formas diferentes. Não é só fazer uma redação ou um desenho, é mais do que isso. É entender que a linguagem tá em tudo: no jeito que a gente fala, nas artes que a gente cria, nas expressões do corpo. Então, na prática, o aluno tem que ser capaz de usar essas linguagens pra se comunicar e expressar suas ideias em diferentes contextos. Tipo assim, se eles vão fazer uma peça de teatro, eles precisam entender não só o texto escrito, mas também como o corpo deles fala, como o cenário conta uma história. Ou se vão fazer um vídeo, além do roteiro, tem a questão das imagens e sons. E isso vai além do que eles já trazem dos anos anteriores, porque no segundo ano a gente tenta aprofundar essa compreensão de como todas essas linguagens funcionam juntas.

Agora, deixa eu contar como eu tenho trabalhado isso com os meus alunos. A primeira atividade que faço com a galera é um projeto de curta-metragem. A gente começa com uma discussão em sala sobre os tipos de linguagem que dão pra usar num vídeo: verbal, visual, sonora. Eu mostro um exemplo de curta-metragem simples, tipo os que tem no YouTube mesmo, e a gente faz uma análise juntos: quais são as mensagens por trás das imagens e sons? Depois divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos. Eles precisam criar um roteiro curto e filmar usando seus celulares. Essa atividade costuma levar umas três semanas no total: uma pra criação, outra pra filmagem e outra pra edição e apresentação. Os alunos adoram essa parte prática, mas lógico que rola uns perrengues. Da última vez, o João e o Lucas estavam discutindo porque não conseguiam concordar sobre a cena final. Tive que intervir e sugerir que eles fizessem dois finais diferentes pra depois discutir qual funcionava melhor.

Outra atividade que faço é uma roda de leitura dramatizada. Eu trago alguns textos mais curtos ou até poesias e a gente lê em voz alta na sala, mas cada um interpretando um papel ou personagem. O material aqui é bem simples: xerox do texto para cada aluno. Normalmente organizo todos em círculo pra facilitar a dinâmica. Essa atividade leva uns dois períodos de aula pra acontecer direito – no primeiro dia a gente lê e discute as impressões de cada um; no segundo dia os alunos ensaiam e depois apresentam pros colegas. A reação deles é sempre interessante porque às vezes alguém que é super tímido na sala acaba soltando a voz e surpreendendo todo mundo. Teve uma vez que a Mariana se revelou uma verdadeira atriz! Ela encarnou tanto uma personagem trágica que deixou todo mundo arrepiado.

E aí temos também uma atividade de criação artística mista onde eles precisam combinar desenho e texto. Dou materiais básicos como papel sulfite e lápis de cor. O objetivo aqui é representar uma ideia ou sentimento com palavras e imagens trabalhando juntas. Organizo os alunos em duplas pra eles trocarem ideias e se ajudarem nas criações. Essa atividade leva geralmente uns dois períodos também porque deixo eles terminarem os desenhos em casa caso precisem de mais tempo. O mais bacana é ver as interpretações diferentes para o mesmo tema – cada dupla sempre traz algo único. Lembro bem da última vez quando a Ana e o Pedro fizeram um trabalho super colorido sobre "esperança" com um poema lindo que eles mesmos escreveram. Foi emocionante ver como os sentidos se misturaram ali.

No final das contas, acho que trabalhar essa habilidade é fazer com que os alunos percebam o potencial expressivo das linguagens além da fala ou da escrita 'tradicional'. Eles passam a ver comunicação em tudo ao redor deles e como podem usar isso pra expressar quem são e o que pensam. É desafiador? Sim! Mas também é bem gratificante quando você vê aquela centelha de entendimento passando nos olhos deles. E olha, não tem nada mais bonito do que ver esses jovens se descobrindo artistas à sua própria maneira.

Bom, é isso aí gente! Espero ter dado umas ideias legais pra vocês também!

E aí, pessoal, vamos continuar essa conversa sobre a habilidade EM13LGG301 e como a gente percebe que os alunos realmente aprenderam o que a gente tá tentando ensinar. Na sala de aula, eu gosto de ficar de olho neles. Não é só na hora das atividades formais, mas em cada momento, sabe? Quando tô circulando pela sala e vejo um aluno explicando pro outro, ou quando tô ouvindo as conversas deles sobre o que estão fazendo, já dá pra perceber muita coisa. Eu lembro uma vez, com a Ana e o Lucas, que tavam trabalhando num projeto sobre comunicação não-verbal. A Ana tava toda empolgada mostrando pro Lucas como uma posição de braço pode dizer muito numa cena. E aí o Lucas, que tinha ficado meio perdido no início, começou a imitar e incorporar aquilo na encenação deles. Foi ali que saquei: ele entendeu mesmo.

Outra coisa é quando eles tão tão envolvidos que começam a brincar com o tema fora da atividade formal. Tipo, o João uma vez tava no intervalo fazendo piada com um amigo usando só gestos e expressões faciais – cara, foi hilário! Mas também foi um sinal claro pra mim de que eles estavam ligados no conteúdo.

Agora, falando dos erros mais comuns... sempre tem aqueles tropeços que acontecem com frequência. Um exemplo clássico é a Maria, que é super criativa mas às vezes se enrola na hora de ligar a teoria à prática. Tipo numa atividade em que eles precisavam usar símbolos visuais pra contar uma história. Ela montou algo visualmente bonito, mas as imagens não conversavam entre si como deveriam pra passar a mensagem clara da história. Isso acontece porque muitos alunos focam tanto na aparência ou na criatividade que esquecem da clareza e da conexão lógica entre as partes. Quando eu percebo isso acontecendo, gosto de chamar o aluno de canto e pedir pra ele me contar o que quis dizer com aquilo – e aí juntos vamos alinhando as ideias e ajustando as conexões.

Já teve também o Pedro, que numa atividade de criação de um roteiro esqueceu completamente de considerar o impacto da trilha sonora no clima da cena. Ele fez algo legal com os diálogos mas na hora de pensar na música, deixou tudo por último e escolheu qualquer coisa. Aí eu peguei ele antes da apresentação oficial e conversamos sobre como cada elemento pode transformar uma cena. No fim das contas, ele ajustou e ficou bem melhor.

Sobre trabalhar com o Matheus e a Clara... cada um tem suas necessidades específicas e isso desafia a gente a ser mais criativo ainda. O Matheus tem TDAH e precisa de mais estímulos visuais e táteis pra manter o foco. Então pra ele eu sempre arrumo materiais coloridos, organizadores gráficos e divido as atividades em etapas menores. Lembro de uma vez que numa atividade de interpretação de texto visual eu dei pra ele umas cartas com imagens soltas pra ele organizar até formar uma sequência lógica relacionada ao tema. Funcionou super bem porque ele podia manipular fisicamente as cartas enquanto pensava.

Já a Clara, que tem TEA, requer uma abordagem diferente. Ela se dá melhor quando tem uma rotina previsível e instruções claras e diretas. Assim, eu costumo preparar um roteiro escrito do passo-a-passo das atividades do dia e dou pra ela antes de começar. Também percebi que ela se engaja mais quando inclui interesses pessoais dela nas atividades – tipo quando fizemos uma atividade teatral usando personagens de um desenho que ela adora.

Mas também já fiz coisas que não rolaram tão bem... Tipo tentar usar música em sala pensando que ia ajudar o Matheus a se concentrar melhor – acabou sendo uma distração maior ainda. Com a Clara, tentei um exercício em dupla sem dar tempo dela se preparar antes – ela acabou ficando ansiosa porque não tinha previsão do que ia acontecer.

Bom gente, acho que esse é um resumo bacana sobre como eu lido com essa habilidade no dia a dia e os desafios que vêm junto. Cada dia em sala é uma nova experiência e aprendizado não só pros alunos mas também pra mim como professor. A beleza tá justamente nessa troca constante. Fico por aqui hoje, mas seguimos aprendendo juntos!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LGG301 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.