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EF89LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo-assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita, acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação, identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às propostas

Produção de textosRelação entre contexto de produção e características composicionais e estilísticas dos gêneros Apreciação e réplica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP19 aí da BNCC é um baita desafio, mas também é uma oportunidade bacana de trabalhar com os meninos do 8º ano coisas bem práticas e que têm tudo a ver com a vida real deles. A ideia é que eles aprendam a analisar e entender como as cartas abertas, abaixo-assinados e petições on-line são organizadas. Sabe, essas coisas que a gente vê muito circulando na internet? O aluno precisa ser capaz de identificar quem tá assinando, qual é a reivindicação, se tem algum texto que explica o problema ou justifica a reivindicação e tudo mais. O legal é que a galera precisa perceber como essas coisas são escritas, pra que eles possam também escrever ou assinar algo assim de forma consciente. No fundo, é pra eles saberem se posicionar criticamente diante dessas propostas.

Aí, eu penso que isso se conecta bem com o que eles já estudaram no ano anterior sobre leitura e interpretação de textos. Lá no 7º ano, a gente já trabalha bastante com a questão de identificar o tema central dos textos e os argumentos usados. Então, no 8º ano, é como dar um passo adiante e aplicar isso em gêneros textuais bem específicos que eles já começam a encontrar no dia a dia, principalmente nos canais digitais.

Bom, vou falar aqui de algumas atividades que faço com essa turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa que fiz foi trazer exemplos reais de cartas abertas e abaixo-assinados que estavam rolando na internet. Não precisa ser nada muito complexo, peguei uns exemplos mais diretos e curtos. Numa aula dessas, organizei os alunos em grupos de quatro ou cinco e dei uma carta aberta pra cada grupo analisar. Eles tinham que identificar quem eram os signatários, qual era a reivindicação central, se tinha justificativa e comentar sobre o uso da linguagem. Deixei eles discutirem por uns 30 minutos e depois cada grupo apresentou suas análises pro resto da turma.

Na última vez que fiz isso, o grupo do João e da Ana se empolgou tanto que acabou trazendo um abaixo-assinado que eles mesmos acharam importante sobre melhorias na infraestrutura do bairro deles. Foi interessante ver como eles já começaram a discutir entre eles sobre as estratégias do texto, se eram boas ou não pra conseguir apoio. E aí deu um gás na turma toda pra pensar na prática.

Outra atividade foi trabalhar com um debate em sala sobre esses temas de interesse público mencionados nas cartas abertas e abaixo-assinados. Montei um debate organizado onde dividi a turma em dois grupos: um a favor e outro contra uma proposta específica. O tema da última vez foi sobre a implementação das ciclovias na cidade, algo que tava gerando muita conversa aqui em Goiânia. Dei uma aula inteira pra isso, cerca de 50 minutos.

No início, confesso que alguns ficaram meio perdidos sobre como argumentar bem, mas aí entra meu papel de mediar e direcionar as falas deles. O Pedro, por exemplo, começou tímido mas depois encontrou uns pontos interessantes pra defender sua posição contra as ciclovias usando argumentos bem articulados sobre mobilidade urbana. E eu sempre incentivo cada aluno a anotar os pontos fortes dos argumentos dos colegas pra depois debatermos juntos quais eram as estratégias linguísticas mais efetivas.

Por último, fizemos uma atividade de produção textual onde cada aluno teve que escrever sua própria carta aberta sobre um tema que ele escolhesse. Antes disso, dei uma explicação breve sobre as características do gênero textual carta aberta e como estruturar o texto: introdução do problema, justificativa da importância do tema e defesa da proposta.

Dessa vez usei uma aula pra orientá-los na produção e outra aula depois para leitura dos textos produzidos. Os alunos poderiam ler suas próprias cartas ou escolher outro colega pra ler em voz alta. A produção deles geralmente leva uns 40 minutos enquanto a leitura consome mais uns 20 minutos da aula seguinte.

Teve um momento marcante quando a Júlia leu uma carta dela pedindo mais atividades culturais gratuitas nas escolas públicas e conseguiu expressar tão bem o ponto dela que gerou bastante aplausos da turma toda. E foi legal ver como ela usou bem as justificativas e até incluiu umas estatísticas simples pra dar peso pro argumento dela.

A chave aqui é fazer com que as atividades sejam dinâmicas e conectadas com o mundo real deles. Assim, eles não só aprendem a formar suas próprias opiniões como também desenvolvem suas habilidades de escrita crítica e consciente. E cara, é sempre gratificante ver quando eles conseguem perceber a importância disso tudo na prática. Bom, acho que é isso!

que o texto não é só uma questão de ler e entender de qualquer jeito, é importante saber como ele tá estruturado, qual a intenção de quem escreveu, essas paradas todas que fazem diferença na hora de interpretar o que tá sendo dito.

Aí entra uma parte que eu gosto muito, que é observar os alunos no dia a dia. Dá pra sacar se eles entenderam mesmo só de ficar de olho em alguns detalhes. Por exemplo, quando tô circulando pela sala e vejo o João explicando pra Maria sobre por que um certo abaixo-assinado precisa ter clareza na reivindicação, fico ali só ouvindo. Quando ele diz algo tipo "Isso aqui é importante porque quem vai ler precisa entender logo de cara o que tá sendo pedido", aí eu penso: "Opa, esse entendeu a ideia!". É ouvir essas conversas entre eles que me ajuda muito. Outra coisa, quando tô explicando algo e percebo que a Luiza tá ali, de olho brilhando, já sei que ela absorveu aquilo. E depois ela vai e compartilha com o colega do lado, ou na hora que eu chamo pro debate na sala, ela já começa a fazer perguntas mais profundas ou a dar exemplos próprios.

Mas nem tudo são flores, né? Os erros comuns sempre aparecem. Um dos erros clássicos é a galera não identificar direito quem são os destinatários da carta aberta ou do abaixo-assinado. Teve um dia que o Gustavo escreveu uma carta aberta sobre a limpeza no bairro e começou com "Para todos os moradores do mundo". Aí eu dei risada e expliquei: "Gustavo, você acha que todo mundo no mundo vai querer saber da sua rua?". É engraçado, mas mostra como às vezes eles não focam no público específico. E também tem aquela confusão com argumentos. A Ana Júlia uma vez escreveu um abaixo-assinado e usou só exemplos pessoais sem ligar pra dados ou fatos concretos, aí precisei sentar com ela e mostrar como um argumento mais sólido deixa o texto convincente.

E quando pego esses erros na hora, gosto de parar tudo e discutir ali mesmo com a turma. Faço eles pensarem: "Por que será que isso aqui não tá funcionando? Como dá pra melhorar?". Essa reflexão coletiva ajuda demais porque um aprende com o erro do outro.

Agora falando dos desafios com o Matheus e a Clara, cada um tem suas particularidades. O Matheus com TDAH precisa de atividades mais curtas e objetivas. Eu costumo adaptar as tarefas pra serem divididas em partes menores. Se é uma carta aberta, ele escreve primeiro a introdução, depois uma pausa pra discutir, depois segue pro desenvolvimento. E também uso muito recursos visuais, tipo esquemas e mapas mentais pra ajudar ele a se organizar melhor. Já teve vez que tentei usar áudios explicativos pra ele ouvir enquanto trabalhava, mas deu foi uma bagunça! Ele se distraiu mais ainda.

Já com a Clara, que tem TEA, eu procuro sempre ter uma rotina bem clara e previsível durante as aulas. Ela funciona melhor sabendo o que vem pela frente. E também uso suportes visuais bem definidos nas atividades. Por exemplo, quando trabalhamos com petições online, eu faço cartões coloridos onde cada cor representa uma parte do texto (título, intro, argumentos...). Isso ajuda ela a visualizar melhor a estrutura das coisas. Uma vez tentei fazer tudo digital com ela usando tablets, mas ela acabou se perdendo nas abas e janelas abertas.

No fim das contas, é meio isso: conhecer cada um dos meninos e meninas da sala faz toda diferença pra adaptar o ensino. É desafiador? Claro! Mas quando vejo eles compreendendo melhor o mundo à volta através dessas atividades práticas e aplicadas à vida real, sinto que tô no caminho certo.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero que essas experiências ajudem alguém por aí. Qualquer coisa, tô por aqui no fórum pra gente trocar mais ideia. Abraço!

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