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EF89LP18Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explorar e analisar instâncias e canais de participação disponíveis na escola (conselho de escola, outros colegiados, grêmio livre), na comunidade (associações, coletivos, movimentos, etc.), no munícipio ou no país, incluindo formas de participação digital, como canais e plataformas de participação (como portal e-cidadania), serviços, portais e ferramentas de acompanhamentos do trabalho de políticos e de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas e proposições que circulam nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e propostas na esfera social e a engajar-se com a busca de soluções para problemas ou questões que envolvam a vida da escola e da comunidade.

Produção de textosContexto de produção, circulação e recepção de textos e práticas relacionadas à defesa de direitos e à participação social
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP18 da BNCC, pra mim, é sobre preparar os meninos pra vida em comunidade, sabe? É fazer com que eles entendam que têm voz e que essa voz pode ser ouvida e pode fazer diferença na escola, na comunidade, no país. A ideia é que eles possam explorar essas instâncias e canais de participação que existem por aí, e não só na teoria, mas na prática mesmo. Eles precisam conseguir usar essas ferramentas e espaços pra expressar suas ideias e buscar soluções pros problemas que fazem parte da vida deles. Tipo assim, eles já vêm do 7º ano com uma noção básica de texto argumentativo, já sabem opinar e argumentar de um jeito inicial. Mas agora, no 8º ano, a gente aprofunda isso pra que eles não só opinem, mas também participem ativamente dos processos sociais e políticos ao redor deles.

Na prática, eu tento deixar esse negócio bem palpável pros alunos. Uma das atividades que faço é levar a turma pro laboratório de informática da escola pra explorar o portal e-cidadania. Acho que é uma ferramenta super útil pra mostrar como eles podem influenciar as decisões políticas do país. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo fica com um computador. Nessas sessões, a gente passa uns dois períodos explorando juntos as funcionalidades do site. Eles ficam animados quando descobrem que podem enviar sugestões de ideias legislativas, por exemplo. Da última vez, o Pedro ficou empolgadíssimo com a ideia de criar uma proposta sobre reciclagem nas escolas públicas. Ele disse que ia falar com o pessoal da sala dele pra juntar todo mundo e pensar numa proposta bacana pra enviar. Ver essa reação mostra que eles realmente estão entendendo o propósito da atividade.

Outra atividade que gosto de fazer é uma roda de conversa com alguém da comunidade que tenha experiência em participação social ou política. Recentemente, convidei a Dona Maria do bairro aqui perto. Ela faz parte de uma associação de moradores há anos e tem muita história pra contar. A gente reuniu a turma na biblioteca e ela começou a compartilhar como eles conseguiram melhorias pro bairro através da associação. Foi incrível ver como os alunos ficaram atentos às histórias dela. O João até comentou que não imaginava que essas associações eram tão importantes e já perguntou como ele poderia participar de uma aí perto da casa dele. Essa atividade costuma levar um período só, mas rende bastante discussão depois.

A terceira atividade é mais voltada pras habilidades digitais mesmo. Depois de explorar os conceitos de participação online, a gente faz um projeto em que eles criam blogs sobre temas relevantes pra escola ou comunidade. Eu deixo eles escolherem os grupos e os temas porque acho importante eles terem liberdade nisso pra se engajar mais. Eles têm umas duas semanas pra desenvolver o conteúdo dos blogs durante as aulas e também em casa. Sempre me surpreendo com a criatividade deles! Na última vez, o grupo da Ana criou um blog sobre como melhorar a merenda escolar com sugestões super práticas e até entrevistas com funcionários da cozinha da escola. Eles ficaram tão motivados que já começaram a planejar uma apresentação pro conselho escolar daqui um tempo.

Esse tipo de atividade não só desenvolve as habilidades de escrita deles, mas também mostra como dá pra usar a tecnologia pro bem comum. Além disso, os blogs acabam circulando entre os alunos e professores da escola, então eles recebem feedback real das produções deles.

A galera sempre reage bem a essas atividades porque elas fogem um pouco do tradicional e eles conseguem ver o impacto das ações deles no mundo real. É empoderador pra eles perceberem que têm um papel ativo na sociedade desde já, mesmo tão jovens.

E assim vou tentando conduzir as coisas com essa habilidade da BNCC. Acho importante vincular tudo à realidade deles porque é isso que vai fazer diferença lá fora depois que saírem da escola. Se qualquer colega tiver dicas ou quiser compartilhar experiências, tô aqui sempre aberto pra ouvir! É aprendendo junto que a gente melhora o dia a dia dos nossos alunos. E bora seguir nessa missão!

Olha, quando a gente tá ali no dia a dia da sala de aula, dá pra perceber muita coisa sobre a compreensão dos alunos sem precisar de uma prova formal. Às vezes, só de circular pela sala e ouvir as conversas deles, já dá pra sentir quem pegou a matéria e quem tá meio perdido. Outro dia tava lá andando pela sala enquanto os meninos faziam um trabalho em grupo, e ouvi o João explicando pro Felipe sobre como usar argumentos pra defender uma ideia. Ele falava assim: "Cara, você tem que trazer um exemplo, sabe? Tipo quando a gente quer convencer a diretora a deixar a gente usar o celular no recreio. A gente fala dos benefícios e tal." Na hora eu pensei: "Ah, o João entendeu a parada!"

Outro exemplo é quando rola aquelas discussões em grupo e você vê alguém corrigindo o colega de maneira construtiva. Tipo a Marina, que virou pro Pedro e falou: "Não, Pedro, esse argumento não tá legal porque não tem evidência. Lembra do que o professor Carlos falou sobre dados? Tem que ter base." É nesse tipo de interação que eu vejo que o aprendizado tá acontecendo na prática, entre eles mesmos.

Já sobre os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo de argumentação, um dos campeões é confundir opinião com argumento. A galera às vezes acha que só dar sua opinião já é argumentar. Teve uma vez que o Lucas falou: "Ah, eu acho que não devia ter uniforme na escola." Aí eu perguntei: "E por quê?" Ele respondeu: "Porque é chato." Aí tive que mostrar pra ele que precisava de mais do que isso. Como trabalhar essa questão? Normalmente, eu vou tentando puxar deles os porquês. Se ele diz "é chato", questiono: "É chato por quê? Tem alguma coisa específica que atrapalha no seu dia a dia?"

Um erro também comum é não estruturar o texto de forma clara. Eles começam tudo embolado, sem introdução clara ou conclusão. A Ana, por exemplo, uma vez fez um texto ótimo em termos de ideias, mas tava tudo misturado. Sentei com ela e mostrei como organizar as ideias em parágrafos distintos: um pra introdução, outro pros argumentos, e assim vai.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA na minha turma, bom, com eles o esquema é adaptar mesmo. Pro Matheus, eu percebi que ele se beneficia muito quando dou tarefas mais curtas e bem específicas em vez de uma atividade longa. Também deixo ele levantar e dar uma volta pela sala se precisar - isso ajuda ele a focar mais quando volta pro lugar. Tentei usar aqueles fones de ouvido com som ambiente uma vez pra ajudar na concentração dele, mas não funcionou tão bem porque ele se sentiu isolado. Já pro Matheus, o que funciona bem é dividir as atividades em etapas pequenas.

Com a Clara, uso bastante material visual porque ajuda muito ela a entender o conteúdo. Faço umas cartelas com imagens e pequenas frases pra ela associar as ideias principais dos textos argumentativos. E sempre dou um tempo extra pra ela terminar as atividades porque sei que ela precisa processar tudo no ritmo dela. Lembro uma vez que tentei usar vídeos longos pra explicar o conteúdo e vi que não foi legal pra ela, então agora prefiro vídeos curtos e diretos.

No fim das contas, é sobre encontrar o equilíbrio e ajustar conforme necessário. Tá sendo um aprendizado constante não só pros alunos mas pra mim também como professor. Sempre fico aberto pra tentar novas estratégias baseadas no feedback dos próprios alunos.

E é isso aí, pessoal! Educar é um desafio diário, mas ver os meninos crescendo e aprendendo de verdade faz tudo valer a pena. Vamos trocando ideia por aqui! Grande abraço!

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