Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF69LP55Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.

Análise linguística/semióticaVariação linguística
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69LP55, que fala de reconhecer as variedades da língua falada, a norma-padrão e o preconceito linguístico, é um desafio legal de trabalhar com a turma do 6º ano. Na prática, o que isso significa? Bom, a gente precisa mostrar pros meninos que a língua portuguesa não é uma coisa só, não tem só um jeitinho certo de falar. A norma-padrão é tipo aquele "português formal" que a gente vê nos livros, nas provas, mas no dia a dia, na vida real, as pessoas falam de jeitos diferentes. E tá tudo bem! O importante é saber quando e onde usar cada jeito. É igual quando você usa uma roupa: tem lugar pra chinelo e lugar pra gravata. A gente tem que ajudar os alunos a perceber essas diferenças sem preconceito, sem achar que um jeito é melhor ou pior que o outro.

Os meninos já vêm do 5º ano com uma noção básica de que tem diferença entre o jeito que escrevem na redação e o jeito que conversam entre eles. Mas no 6º ano, eu tento aprofundar mais isso. Quero que eles vejam que até entre eles há variação. Tipo, um aluno que vem do interior pode falar diferente de um que nasceu e cresceu aqui na cidade. E isso é bacana! É riqueza cultural.

Agora vou contar três atividades que faço com a molecada pra trabalhar essa habilidade:

Primeira atividade: roda de conversa. Eu junto a galera num círculo na sala de aula e começo com uma pergunta simples: "Como vocês falam lá na casa de vocês?". Uso só um papel e caneta pra anotar algumas expressões bacanas que eles trazem. Leva uns 30 minutos essa conversa inicial. Da última vez, a Ana Paula contou que lá na casa dela eles falam "bichim" pra se referir aos animais pequenos. O João Pedro começou a rir e disse que nunca tinha ouvido isso na vida dele, só "bichinho". Aí eu explico pra eles que essa diferença não tá errada, é só uma variação. Eles ficam animados em contar as expressões da família e até se surpreendem ao perceber como cada um tem seu jeitinho único de falar.

Segunda atividade: análise de músicas populares. Eu levo algumas letras impressas de músicas conhecidas, coisa simples mesmo, tipo Djavan ou Legião Urbana. Aí divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e peço pra eles analisarem como o cantor usa a língua. Isso leva uns 40 minutos porque eles discutem bastante! Na última vez que fiz isso, o Lucas apontou uma expressão bem formal numa música do Djavan e comparou com outras mais coloquiais de uma música do Charlie Brown Jr. Eu aproveitei pra perguntar se eles achavam que o público das músicas influenciava no jeito de falar. E olha, eles trouxeram umas reflexões muito boas sobre isso. É legal ver como eles conseguem perceber essas nuances.

Terceira atividade: dramatização de situações do cotidiano. Essa é divertida! Peço pros grupos criarem pequenas cenas do dia a dia: pode ser uma conversa em casa, uma entrevista de emprego ou uma reunião na escola. Eles têm que pensar em como cada personagem falaria nessas situações. Dou uns 20 minutos pra prepararem e depois cada grupo apresenta pro resto da turma. Na última apresentação, o grupo da Júlia fez uma cena hilária onde o personagem dela ia pedir aumento pro chefe falando todo formal enquanto o colega dela falava com sotaque caipira numa conversa com amigos. É bom ver eles perceberem como adaptamos nossa linguagem dependendo da situação.

E aí encerrei explicando novamente sobre a importância da gente respeitar todos esses jeitos de falar sem julgar como certo ou errado. Sempre gosto de deixar claro que saber usar a norma-padrão é importante pra algumas situações formais da vida, mas nosso jeito do dia a dia também tem seu valor.

Bom, espero que essas ideias ajudem vocês aí nas salas de aula também. Se alguém tiver mais sugestões sobre como trabalhar essa habilidade ou quiser trocar umas figurinhas sobre experiências, tô por aqui! Abraço!

Aí, continuando aqui sobre essa habilidade EF69LP55, que é um baita desafio, mas também um aprendizado gigante para a galera do 6º ano. O legal é que dá pra perceber quando os meninos realmente entenderam o lance da variação linguística e do preconceito linguístico sem precisar de uma prova formal. Sabe quando você tá andando pela sala e escuta as conversas entre eles? É ali mesmo que dá pra sacar. Um exemplo concreto foi um dia que eu passei perto do grupo da Ana e do João. Eles estavam discutindo sobre como falam lá no bairro deles em comparação com o que a gente vê nos textos da escola. A Ana virou pro João e disse: "Olha, não é porque eu falo assim que eu tô errada, né? Eu falo igual meu pai e minha mãe." E o João concordou com ela, falando algo tipo: "É, mas tem hora que a gente tem que escrever mais certinho pra não parecer bobo." Ali eu senti que eles pegaram a ideia: reconheceram a diferença e souberam onde se aplica cada uma.

Outra situação foi quando o Lucas explicou pro Pedro por que não precisava falar "você" formalmente com amigos na quadra. Ele usou termos como "cê" ou "tu" e mostrou na prática o que discutimos em aula sobre variação linguística. Fiquei só observando de longe, com aquele orgulho de professor, sabe?

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses aparecem bastante. Por exemplo, tem a Mariana que sempre confunde norma-padrão com erro. Outro dia, ela veio toda confusa perguntar se tava errado falar "nóis vai". Expliquei pra ela que não era errado nesse contexto, mas que em textos formais e provas era melhor usar "nós vamos". O erro dela rola justamente por essa confusão entre o uso diário e o uso formal. E aí meu trabalho é mostrar essas diferenças sem fazer parecer uma coisa de outro mundo. Muitas vezes pego os erros na hora mesmo e já explico ali rapidinho.

Tem também o caso do Felipe que sempre esquece de ajustar o jeito de falar quando tá escrevendo um texto formal. Ele vai lá e escreve como fala com a galera. O que faço é revisar junto com ele algumas vezes até ele começar a se ligar nisso. Aos poucos ele vai pegando.

Agora falando do Matheus e da Clara. Cada um com suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de umas estratégias diferentes pra prestar atenção e não se perder nas atividades. Faço assim: divido a atividade em partes menores pra ele não se perder no meio do caminho. Uso também um cronômetro visual, tipo uma ampulheta ou até aqueles relógios de cozinha pra ele ir vendo o tempo passar de forma concreta. Outra coisa que funciona é dar pequenas pausas pra ele levantar, mexer um pouco as pernas, senão ele fica agitado demais.

Com a Clara, que tem TEA, mudo algumas coisas nas atividades visuais. Ela responde muito bem a materiais mais estruturados, então uso quadros e tabelas coloridos que ajudam a organizar as ideias dela. A gente também faz umas adaptações no ambiente da sala: menos barulho em volta quando ela tá fazendo alguma atividade importante ou precisa se concentrar mais.

Agora, nem tudo dá certo sempre! Já tentei usar vídeos curtos achando que iam prender a atenção do Matheus, mas ele acabou dispersando ainda mais porque ficava empolgado demais com as imagens. E com a Clara, um dia tentei usar muita coisa escrita de uma vez só achando que ia ajudar, mas acabou confundindo ela mais do que ajudou.

Bom, gente, acho que é isso por hoje sobre essa habilidade EF69LP55 tão importante e interessante de ensinar. Dá trabalho? Dá! Mas é muito gratificante ver os meninos entendendo e aplicando isso na vida deles, respeitando as diferenças linguísticas uns dos outros. A gente vai aprendendo junto com eles todo dia. E bora continuar nessa troca aqui no fórum pra gente se ajudar sempre! Abraços!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF69LP55 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.