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EF69LP54Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo.

Análise linguística/semióticaRecursos linguísticos e semióticos que operam nos textos pertencentes aos gêneros literários
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade aí da EF69LP54 é meio complicada no começo, mas quando a gente pega o jeito, fica até divertido trabalhar com a turma do 6º ano. Na prática, é sobre ajudar os meninos a perceberem como a língua é um troço vivo, que muda dependendo do jeito que a gente fala ou escreve. A ideia é eles sacarem como o ritmo, o tom de voz, as pausas e até os gestos podem mudar o sentido do que a gente tá dizendo. E ainda tem as figuras de linguagem pra deixar tudo mais rico e interessante.

Por exemplo, se vamos declamar um poema, não é só ler as palavras, né? Tem que colocar emoção na voz, saber a hora de parar um pouquinho pra dar aquele impacto, usar gestos pra complementar o que tá sendo dito. É tipo quando eles aprendem que numa piada o tom de voz faz toda diferença. E isso conecta com o que eles já aprenderam antes: no 5º ano, os meninos já começaram a brincar com rimas e poemas simples. Agora é aprofundar.

Agora, vou contar como eu faço isso na sala. A primeira atividade é bem conhecida: declamação de poemas. Eu escolho uns poemas mais curtinhos e fáceis de entender. O material é só uma folha impressa com os poemas pra cada aluno. Divido a turma em duplas e dou uns 15 minutos pra eles ensaiarem. Depois, cada dupla vem à frente e declama. E olha, quando fiz isso da última vez, o João e o Lucas deram um show! Eles escolheram um poema do Vinicius de Moraes e colocaram tanto sentimento que a turma toda aplaudiu. A reação foi tão boa que depois disso todo mundo quis caprichar mais nas apresentações.

A segunda atividade envolve música. Aí eu levo um violão pra sala (eu arranho um pouco) e escolho uma música conhecida que tenha letras ricas em figuras de linguagem. Gosto de usar MPB porque tem muito disso. Divido os alunos em grupos de quatro ou cinco e cada grupo escolhe uma parte da música pra apresentar. Eles têm uns 20 minutos pra ensaiar e aí apresentamos todos juntos como se fosse um showzinho na sala. Da última vez usei "Aquarela" do Toquinho. A Maria e a Júlia arrasaram na parte delas e até inventaram uns movimentos coreografados! A turma adorou e eu vi como isso ajuda eles a entenderem melhor as letras.

Por último, faço uma atividade de teatro. Dou uma cena curta de uma peça (tipo um trecho de "O Auto da Compadecida", que é engraçado e cheio de expressões legais) e os alunos têm que apresentar pros colegas. Deixo eles escolherem os personagens e ensaiarem por uns 30 minutos enquanto dou uma mãozinha quando precisam de ideias. Na última vez que fizemos isso, o Pedro se vestiu como Chicó usando umas roupas engraçadas que ele trouxe de casa e foi hilário! Ele usou pausas dramáticas que fizeram todos rirem muito.

Essas atividades levam um tempo, geralmente uma aula inteira pra cada uma delas, mas valem muito a pena pelo envolvimento da turma e pelo aprendizado prático que proporcionam. E assim, na prática eles começam a notar como essas variações todas fazem diferença no jeito que as mensagens são passadas. Os meninos até começam a trazer exemplos do dia a dia deles pra discussão, tipo falas em séries ou músicas que curtem.

No fim das contas, acho que o mais importante é eles perceberem como esses recursos da língua tornam as mensagens mais interessantes e ricas em significados. Eles ficam mais atentos aos detalhes na hora de ler ou ouvir algo e também capricham mais nas apresentações deles porque percebem que isso faz diferença. Enfim, trabalhar essa habilidade é um desafio grande no começo, mas com essas atividades dá pra ver os resultados rapidinho.

Bom, espero que essas ideias ajudem vocês aí também! Qualquer coisa me chamem pra trocar mais ideias ou contar como foi na sala de vocês!

E aí, pessoal! Continuando nossa conversa sobre a habilidade EF69LP54, quero compartilhar com vocês como eu percebo que os alunos entenderam o conteúdo sem precisar fazer aquelas provas formais. A gente sabe que nem sempre uma prova escrita mostra tudo que o aluno aprendeu, então preciso ficar de olho nas pequenas coisas do dia a dia.

Quando estou circulando pela sala, fico observando como os meninos interagem entre eles. Se eu vejo a Júlia explicando pra Ana algo que eu acabei de falar, usando as próprias palavras e ainda dando um exemplo dela mesma, aí eu já fico tranquilo que ela entendeu. Outra coisa que eu faço é prestar atenção nas conversas paralelas. Às vezes, ouço o Paulo e o Ricardo discutindo sobre o significado de uma metáfora de um jeito super engajado, e percebo que eles estão começando a pegar o espírito da coisa. É nesses momentos que dá aquele alívio e penso: "ah, esse entendeu".

Outra situação boa é quando um aluno faz uma pergunta esperta ou até desafia um exemplo que eu dei. Uma vez, a Luana perguntou por que em uma frase a entonação mudava o sentido totalmente, e começou a me dar exemplos do cotidiano dela. Isso mostra que ela não só entendeu o conceito mas também está aplicando isso nas situações do dia-a-dia dela. É maravilhoso!

Mas aí, claro, tem os erros comuns. Toda turma tem aqueles tropeços clássicos. O Davi, por exemplo, sempre troca metáfora por metonímia na hora de explicar pros colegas. Isso acontece porque ele está focando na parte errada da figura de linguagem, tipo confundindo a substituição por semelhança e por contiguidade. Quando vejo essa confusão na hora, paro tudo e faço ele dar outros exemplos ou peço pra turma ajudar a corrigir.

Outro erro comum é na leitura expressiva. A Fernanda tinha mania de ler poema como se estivesse lendo bula de remédio, tudo no mesmo tom. Aí tive que trabalhar muito a questão do ritmo e da pausa com ela. Um jeito de resolver foi pedir pra ela imaginar que estava contando uma história pro irmãozinho menor dela — isso mudou tudo! Aos poucos ela foi pegando jeito.

Agora, quando se trata do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, as coisas mudam um pouco. Pro Matheus, preciso quebrar as atividades em partes menores e dar descansos frequentes. Se é pra declamar um poema, faço ele ensaiar em partes primeiro e depois junto tudo. E alguém já disse aí no fórum sobre estratégias visuais? Eu uso cartões coloridos pra lembrar ele dos tons de voz diferentes; funciona bem quando ele tá prestes a perder o foco.

Com a Clara, é um pouco diferente porque ela precisa de previsibilidade nas atividades. Antes de começar qualquer projeto grande ou diferente, aviso ela antes sobre o que vai acontecer em cada momento da aula. E uso materiais visuais: imagens e vídeos ajudam bastante ela a entender as nuances das figuras de linguagem ou expressões idiomáticas. Um dia, durante uma atividade sobre metáforas no cinema, ela brilhou! Ela se interessou muito por animações e trouxe ótimos exemplos.

Umas coisas não dão certo também: já tentei usar aplicativos de leitura expressiva no tablet pro Matheus, mas ele se distraía mais com os jogos do que com a atividade em si. Pra Clara, já testei mapas mentais pra organizar as ideias dela sobre um texto lido, mas isso confundiu mais do que ajudou.

Bom gente, é isso! Espero que essas histórias ajudem vocês a entender mais sobre como trabalhamos esse conteúdo em sala e como adaptamos pros diferentes alunos. Se vocês tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar casos parecidos, tô aqui curioso pra saber! Valeu mesmo pela troca!

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