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EF69LP48Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico- espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.

Análise linguística/semióticaReconstrução da textualidade e compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69LP48 aí da BNCC é uma daquelas que parece complicada num primeiro olhar, mas quando a gente põe na prática com os meninos, a coisa flui legal. Basicamente, a gente tá falando de fazer a galera do 6º ano entender e interpretar os efeitos de várias técnicas que os poetas usam nos poemas. Coisas como rimas, aliterações, figuras de linguagem e até como o poema tá distribuído na folha. A ideia é eles perceberem como essas coisas todas juntas criam um certo efeito ou passam uma mensagem que não tá só nas palavras.

Na prática, o aluno tem que conseguir ler um poema e dizer algo tipo "Ah, essa parte aqui rima de um jeito que faz ficar mais melódico" ou "Essa repetição aqui dá mais força pra mensagem". E não é só olhar pras palavras, é ver a coisa toda: como as imagens que aparecem no poema se conectam com o que tá sendo dito. Eles já vêm do 5º ano com uma noção básica de poesia, sabem o que é rima e já ouviram falar de metáforas, por exemplo. O desafio no 6º é aprofundar isso, fazer eles irem além do óbvio.

Uma das atividades que eu gosto de fazer é o "Café Poético". É simples: pego uns poemas curtos e mais visuais, tipo aqueles do Manoel de Barros ou da Cecília Meireles, imprimo e levo pra sala. A turma senta em roda, cada um lê um poema em voz alta e a gente discute o que percebeu ali. Falo pra observar as rimas, as repetições de som e como as palavras estão organizadas na página. Isso costuma durar uns 40 minutos porque depois da leitura vem a conversa, que é onde as coisas ficam interessantes. Na última vez que fiz isso, a Maria Clara percebeu que em um poema do Manuel Bandeira tinha uma repetição de "s" que imitava o som do vento. Foi legal ver ela perceber isso sozinha!

Outra atividade que faço é meio teatral: "Dramatização Poética". Escolho um poema com bastante imagem e emoção, tipo "O Navio Negreiro" do Castro Alves. Divido a turma em grupos pequenos e cada grupo tem que montar uma cena baseada nas imagens do poema. Dou uns 20 minutos pra eles se organizarem e depois cada grupo apresenta sua cena pra turma. Essa atividade puxa muito pela criatividade deles e traz umas interpretações bem legais. Na última vez, o João e o Lucas fizeram uma cena super impactante com um fundo musical de tambores improvisados batendo na mesa. A turma toda ficou arrepiada!

Também faço uma atividade chamada "Caça às Figuras". Pra essa, uso poemas curtos e peço pros alunos lerem procurando metáforas, personificações, hipérboles e outras figuras de linguagem. Eles sublinham ou escrevem num papel à parte o que encontraram e depois a gente compartilha na sala. Dura uns 30 minutos no total. Na última vez que fizemos isso, a Ana Luísa encontrou uma comparação tão sutil num poema da Adélia Prado que ela mesma se espantou ao perceber! É bacana ver como eles vão ganhando segurança ao identificar essas figuras.

Enfim, o importante nessas atividades todas é não empilhar teoria sem fim em cima deles. A gente vai no passo a passo: lê primeiro, sente o poema, depois vai destrinchando aos poucos. E claro, sempre valorizo as percepções deles, mesmo quando parecem equivocadas à primeira vista. Muitas vezes, uma interpretação inusitada abre espaço pra uma discussão riquíssima na sala.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade da BNCC é sobre dar ferramentas pros meninos verem poesia além do óbvio e entenderem como um monte de pequenos detalhes criam grandes efeitos num texto poético. E olha, ver eles descobrindo coisas novas em algo tão antigo quanto poemas é recompensador demais! Saio sempre dessas aulas com a sensação boa de dever cumprido.

Bom, por hoje é isso pessoal! Espero ter ajudado com umas ideias práticas aí pra sala de aula. Qualquer coisa, tô aqui pro que precisarem!

"Olha, essa habilidade EF69LP48 aí da BNCC é uma daquelas que parece complicada num primeiro olhar, mas quando a gente põe na prática com os meninos, a coisa flui legal. Basicamente, a gente tá falando de fazer a galera do 6º ano entender e interpretar os efeitos de várias técnicas que os poetas usam nos poemas. Coisas como rimas, aliterações, figuras de linguagem e até como o poema tá distribuído na folha. A ideia é eles perceberem como essas coisas todas juntas criam um certo efeito ou passam uma mensagem que não tá só nas palavras.

Na prática, o aluno tem que conseguir ler um poema e dizer 'Olha, essa metáfora aqui tá comparando tal coisa e tal coisa e isso faz a gente sentir tal emoção.' E os meninos, quando começam a pegar o jeito, fazem isso de um jeito meio natural, sabe? Dá pra perceber que eles entenderam quando você tá circulando pela sala e escuta eles comentando entre si. Tipo, uma vez eu ouvi o João explicando pra Maria durante um exercício: 'Ah, essa parte aqui do poema usa muita aliteração com som de 's', parece até que a gente tá ouvindo o barulho do vento.' Aí você vê que o menino já tá pegando a ideia.

Outra situação era a Letícia ajudando o Pedro numa atividade em dupla. Ela disse assim: 'Pedro, esse verso aqui não é só pra rimar bonito, ó como ele repete a palavra no começo e no fim pra dar ênfase.' E o Pedro fez aquele 'ahhhh' de quem entendeu a parada toda. É nesses momentos que eu percebo que o conteúdo tá fazendo sentido pra eles.

Agora, os erros mais comuns nessa habilidade são bem variados. Tem vezes que o aluno foca tanto nos detalhes técnicos que esquece do todo. Por exemplo, teve o caso do Lucas. Ele fixou tanto na rima que não percebeu que o poema tava criando um contraste entre duas ideias. Aí ele achou que era tudo sobre amorzinho, mas na verdade era uma crítica social. Essas confusões acontecem porque os meninos tendem a achar que identificar rimas e aliterações é o suficiente, mas tem muito mais coisa ali.

Outro erro comum é quando eles confundem termos. É normal ver aluno misturando metáfora com metonímia ou aliteração com assonância. Tipo a Fernanda, que levantou a mão e disse toda segura: 'Professor, essa comparação aqui é uma metonímia' e era uma metáfora claríssima. Quando isso acontece, eu dou uma pausa rápida nas atividades e faço uma pequena revisão oral ali mesmo, usando exemplos mais claros.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, e à Clara, que tem TEA, eu sempre dou um jeito de adaptar as atividades. Pro Matheus funcionar bem com as atividades em grupo onde ele pode se movimentar mais e interagir direto com os colegas. Tipo assim: se a atividade é sobre poesias, ele pode ajudar a turma dele a montar um mural com trechos dos poemas preferidos usando a técnica de cada um. Isso mantém ele engajado e dá uma liberdade maior pra ele se expressar sem tanta pressão pra ficar sentado. Tem também o lance da leitura em voz alta em duplas ou grupos pequenos; ele adora participar disso porque tira aquele peso da leitura solitária.

Já com a Clara, é mais sobre previsibilidade e clareza nas instruções. Com ela eu uso materiais visuais mais concretos tipo esquemas e mapas mentais dos poemas antes de entrar nos detalhes técnicos. Ela gosta muito de fazer anotações no caderno colorido dela e de usar post-its pra marcar partes importantes dos textos. Em atividades orais ou coletivas, às vezes dou um tempo extra ou deixo ela se manifestar por escrito primeiro. Isso ajuda porque evita sobrecarga sensorial e dá tempo dela organizar as ideias.

Já tentei rolar umas atividades com música em sala pras duas situações mas não deu muito certo pro Matheus; ele ficava mais disperso ainda. Então tive que ajustar isso e preferir sons ambientes suaves quando quero dar uma acalmada na turma.

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