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EF69LP38Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação, levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea.

OralidadeEstratégias de produção
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69LP38 aí da BNCC é um negócio que parece complicado quando a gente lê tudo junto, mas na prática é mais simples. A ideia é fazer os meninos e meninas do 6º ano conseguirem organizar tudo que pesquisaram sobre um tema e apresentar isso direitinho pros colegas e pra mim. Eles têm que saber escolher os dados importantes, preparar uns slides ou um cartaz legal, ensaiar a apresentação e tal. Aí, na hora H, eles vão lá na frente da turma e explicam o que descobriram sobre o tema. E não é só falar qualquer coisa, tem que ter um jeito legal de contar a história, saber se posicionar, usar gestos, a voz e se virar com a tecnologia. É um pacote completo!

O negócio é que no 5º ano eles já estavam começando a mexer com pesquisa e apresentação, mas era mais básico. A gente não cobrava tanto sobre como organizar e apresentar tão bem. Agora, no 6º ano, a gente quer que eles consigam fazer isso de um jeito mais estruturado, sabe? Usar o PowerPoint ou mesmo um cartaz bem feito, saber dividir as partes da apresentação entre eles, essas coisas. É como se a gente estivesse pegando o embalo do que eles aprenderam antes só que subindo o nível.

A primeira atividade que faço é chamada "Quem somos nós?". Ela é ótima pra quebrar o gelo no começo do ano. Peço pra galera pensar em algo único sobre si mesmos e pesquisar mais sobre isso. Pode ser um hobby, uma paixão ou algo curioso. Eles fazem slides simples no PowerPoint ou preparam um cartaz colorido. Dou uns dois dias pra fazer em casa e depois cada um apresenta pros colegas. Uso só o projetor da escola quando tem slide ou eles penduram o cartaz na lousa.

Teve uma vez que o Joãozinho resolveu falar sobre futebol americano, que ele adora. Ele trouxe uma bola de jogo pra mostrar e fez uns slides bem bacanas com jogadores famosos. O mais legal foi ver ele explicando as regras do jogo com tanta empolgação que a turma ficou super interessada. Essa atividade leva duas aulas: uma pra explicar e outra pras apresentações. Os alunos costumam gostar porque falam de si mesmos e aprendem sobre os outros.

A segunda atividade eu chamo de "Notícias fresquinhas". Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo escolhe um tema atual pra pesquisar: pode ser algo de ciência, tecnologia ou cultura pop. Eles consultam sites de notícias confiáveis (a gente discute isso antes) e criam uma breve apresentação de uns 5 minutos pro restante da turma.

Na última vez que fizemos isso, o grupo da Maria escolheu falar sobre as mudanças climáticas. Eles trouxeram dados recentes e até vídeos curtos de eventos climáticos extremos. Um dos meninos do grupo, o Carlos, ficou encarregado de fazer uma simulação de notícia ao vivo: foi divertido ver ele fingindo ser um repórter em campo! Essa atividade leva umas três aulas: uma pra pesquisa, outra pra preparar a apresentação e a terceira pras apresentações mesmo. A turma reage bem porque sente que tá falando sobre algo importante.

Por último, tem a "Feira das Curiosidades". Essa é mais extensa e eu costumo fazer no final do semestre. A ideia é cada aluno escolher um tema interessante ou inusitado pra pesquisar a fundo durante algumas semanas. Aqui eles têm mais liberdade: pode ser desde dinossauros até curiosidades sobre planetas distantes.

Dou algumas aulas só pra pesquisa na biblioteca e no laboratório de informática da escola. Depois eles já sabem que precisam transformar tudo isso num painel ou uma apresentação digital bacana. No dia da feira, a sala vira uma exposição: cada aluno apresenta seu trabalho em estandes separados e os colegas passeiam por lá fazendo perguntas.

Lembro do dia que o Pedro apresentou sobre robótica na agricultura—ele até levou uns mini robôs que fez em casa! Foi sensacional ver ele explicando com tanta propriedade como aquelas máquinas ajudam os agricultores hoje em dia. Essa atividade exige mais tempo: pelo menos quatro semanas em todo o processo, mas vale muito a pena pelo tanto de aprendizado e entusiasmo dos alunos.

Bom, é isso! Essas atividades fazem parte do meu repertório porque ajudam os meninos a desenvolver diferentes habilidades ao mesmo tempo: pesquisa, organização, criatividade e principalmente comunicação oral. E com isso tudo eles vão pegando confiança pra falar em público — coisa que vai ser útil a vida toda! Se alguém tiver ideias novas ou quiser compartilhar como faz aí nas suas turmas também tô sempre disposto a trocar figurinhas! Até logo!

Olha, eu sou do tipo que gosta de observar os meninos no dia a dia, ver como eles se comportam fora daquelas provas formais que a gente faz. Aí, nessa habilidade de organizar e apresentar pesquisa, eu percebo que eles aprenderam quando começam a trocar ideia entre si sobre o tema, explicando um pro outro e até pra mim. É muito legal quando você vê, por exemplo, o Joãozinho falando pro Miguel: "Olha, Miguel, isso aqui é importante porque tá ligado ao que a professora falou semana passada", ou quando a Maria chega e organiza as ideias do grupo porque "assim fica mais fácil de entender". Nessas horas, eu fico só escutando e pensando: "Ah, esse entendeu".

E não é só isso. Quando tô circulando pela sala – porque eu adoro dar uma volta e ver o que a galera tá fazendo –, já percebo pelas conversas se eles tão pegando o jeito ou não. Teve uma vez que a Ana tava tentando ajudar o Lucas com um slide do PowerPoint e disse: "Lucas, coloca essa imagem aqui do lado desse texto porque aí fica mais claro o que você tá falando". Aí não tem dúvida, né? Ela tá sabendo organizar a informação direitinho.

Agora, claro que todo mundo erra, e é normal. Tem uns erros comuns que os meninos cometem nesse conteúdo. Por exemplo, tem aluno que ainda acha que colocar toda a pesquisa no slide tá certo. O Pedro faz muito isso. Já falei pra ele: "Pedro, é legal ter informação no slide, mas se você coloca tudo ali, ninguém vai conseguir entender nada, vai ficar tudo embolado". E ele responde: "É verdade, professor, vou tentar melhorar". Isso acontece porque eles têm medo de esquecer algo importante na hora da apresentação e acham que colocando tudo lá não tem erro. Eu tento pegar esses erros na hora e mostrar pra eles como focar nos pontos principais.

Outra situação comum é quando a galera faz a pesquisa e só copia e cola. A Juliana fez isso uma vez e eu falei: "Ju, vamos tentar colocar isso com suas palavras? Assim você entende melhor". Aí mostrei como fazer isso com um exemplo que ela gostava – usei uns trechos sobre animais marinhos porque sei que ela adora – e ela foi pegando o jeito.

Mas olha, nem sempre é só puxar a orelha ou corrigir erro. Tem vezes que adaptar as atividades é essencial. Tipo assim: o Matheus, que tem TDAH, precisa de um tempo diferente da galera às vezes. Então eu deixo ele fazer parte da pesquisa em casa ou num tempo extra na escola, onde ele possa se concentrar melhor sem tanto barulho. E quando ele vai apresentar, eu deixo ele usar fichas de apoio com palavras-chave. Isso ajuda muito!

A Clara, que tem TEA, gosta de rotina e previsibilidade. Então eu tento passar pra ela o roteiro do trabalho antes dos outros. Ela se sente mais confortável sabendo o que esperar. E a gente tem uma combinação: ela pode usar imagens em vez de muito texto nos slides dela porque ela se comunica melhor assim. Aí, quando ela vê que tá tudo organizado do jeitinho dela, fica mais tranquila na hora de apresentar.

Já teve coisa que não deu certo também. Tipo assim, uma vez eu tentei fazer um esquema de grupos muito misturados achando que ia ser legal pra integração e tal. Mas acabou que o Matheus ficou super disperso com tanta gente nova por perto e a Clara ficou ansiosa porque tinha muita coisa pra organizar de uma vez só. Aprendi rápido que nem sempre misturar geral funciona pra todo mundo.

Bom, gente, acho que é por aí. No fundo, ensinar é um constante aprendizado nosso também. Cada aluno é único e pede umas estratégias diferentes. Espero que as histórias aí ajudem vocês também nas salas de aula Brasil afora! Qualquer coisa, vamos trocando ideia por aqui mesmo.

Até mais!

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